terça-feira, 13 de janeiro de 2015

LIÇÕES BIBLICAS JOVENS CPAD N.1-6 2015 EU CREIO


     LIÇÕES BIBLICAS JOVENS CPAD LIÇÕES N.1-6 


 Lições Bíblicas CPAD

Adultos 
1º Trimestre de 2015

Título: A Lei de Deus — Valores imutáveis para uma sociedade em constante mudança
Comentarista: Esequias Soares


Lição 1: Deus dá sua Lei ao povo de Israel
Data: 4 de Janeiro de 2015

TEXTO ÁUREO

Que são israelitas, dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e os concertos, e a lei, e o culto, e as promessas (Rm 9.4).

VERDADE PRÁTICA

Uma nova nação despontava no horizonte e precisava de uma legislação que definisse as bases em que o povo devia viver, isto é, fundamentado nas promessas feitas aos patriarcas.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Êx 34.27
A promulgação da lei é a cerimônia oficial do concerto que Deus fez


Terça - Êx 19.8
Israel faz voto de fidelidade e obediência à lei de Deus


Quarta - Gn 15.18
Deus já havia feito um concerto com Abraão


Quinta - Gn 26.28-30
Era comum celebrar um concerto com festa


Sexta - Rm 7.12
A lei é santa e veio de Deus, portanto, era preciso observá-la


Sábado - Ne 8.1
A origem da lei é o próprio Deus, por isso era preciso obedecer-lhe

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Êxodo 20.18-22,24; 24.4,6-8.

20.18 - E todo o povo viu os trovões, e os relâmpagos, e o sonido da buzina, e o monte fumegando; e o povo, vendo isso, retirou-se e pôs-se de longe.
19 - E disseram a Moisés: Fala tu conosco, e ouviremos; e não fale Deus conosco, para que não morramos.
20 - E disse Moisés ao povo: Não temais, que Deus veio para provar-vos e para que o seu temor esteja diante de vós, para que não pequeis.
21 - E o povo estava em pé de longe: Moisés, porém, se chegou à escuridade onde Deus estava.
22 - Então, disse o SENHOR a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: Vós tendes visto que eu falei convosco desde os céus.
24 - Um altar de terra me farás e sobre ele sacrificarás os teus holocaustos, e as tuas ofertas pacíficas, e as tuas ovelhas, e as tuas vacas: em todo lugar onde eu fizer celebrar a memória do meu nome, virei ali e te abençoarei.
24.4 - E Moisés escreveu todas as palavras do SENHOR, e levantou-se pela manhã de madrugada, e edificou um altar ao pé do monte e doze monumentos, segundo as doze tribos de Israel;
6 - E Moisés tomou a metade do sangue e a pôs em bacias; e a outra metade do sangue espargiu sobre o altar.
7 - E tomou o livro do concerto e o leu aos ouvidos do povo, e eles disseram: Tudo o que o SENHOR tem falado faremos e obedeceremos.
8 - Então, tomou Moisés aquele sangue, e o espargiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue do concerto que o SENHOR tem feito convosco sobre todas estas palavras.

OBJETIVO GERAL

Explicar o processo de desenvolvimento da Lei de Deus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se aos que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo 1 refere-se ao tópico I com os seus respectivos sub tópicos.
  • 1. Conhecer como a Lei foi promulgada.
  • 2. Afirmar a autoria de Moisés.
  • 3. Conceituar “Concerto” ou “Aliança”.
  • 4. Classificar os sacrifícios que foram estabelecidos com a Lei.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Caro professor, uma nova revista foi pensada, reformulada e elaborada especialmente para você. A equipe de Educação Cristã da CPAD tem o prazer de apresentar uma revista com um formato novo a fim de estudarmos a Bíblia.
A revista Lições Bíblicas do professor, traz as seguintes seções como novidades: o objetivo geral da lição; os específicos; o ponto central, e outros pontos específicos que podem ser explorados por você de acordo com a realidade da sua classe. A criatividade do professor e sua competência em sala de aula contarão muito para o trimestre ser um sucesso. Para conhecer o restante das seções da revista, solicite a cartilha do novo currículo CPAD. Ela pode ser encontrada nas livrarias CPAD, livrarias colaboradoras e no site da Editora.
O tema desse primeiro trimestre é Os Dez Mandamentos — Valores Divinos para uma sociedade em constante mudança.O comentarista da revista é o pastor Esequias Soares, um dos mais renomados biblistas do pentecostalismo brasileiro, líder da Assembleia de Deus em Jundiaí (SP) e presidente da Comissão de Apologética da CGADB. Mestre em Ciências das Religiões, graduado em línguas orientais e autor de várias obras publicadas pela CPAD.
Desejamos um ótimo ano! Ótimo trimestre!

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

PONTO CENTRAL
Deus revelou a sua Lei aos homens através de Moisés, o seu servo. Mas a revelação plena consiste em Cristo, o Filho de Deus.

O tema do presente trimestre são os Dez Mandamentos, a base de toda a legislação mosaica. Aqui vamos iniciar com a solenidade da promulgação da lei, no Sinai, a cerimônia do concerto que Deus fez com Israel. O evento envolveu holocaustos e a leitura do livro da lei num ritual com profundas implicações messiânicas.

I. A PROMULGAÇÃO DA LEI

1. A solenidade. O ritual do concerto e da promulgação da lei no pé do monte Sinai aconteceu cerca de três meses após a saída de Israel do Egito (Êx 19.1-3). Os israelitas permaneceram ali durante um ano (Nm 10.11,12). A revelação da lei começa aqui e vai até o livro de Levítico (Lv 27.34). O livro de Números registra as jornadas de Israel no deserto, e Deuteronômio é o discurso em que Moisés recapitula a lei e traz ao povo uma reflexão sobre os acontecimentos no deserto desde a saída do Egito, exortando Israel à fidelidade a Deus (Dt 1.3; 4.1).
2. A credibilidade de Moisés. Diante de tudo o que aconteceu, quem poderia questionar a legitimidade de Moisés como mediador entre Deus e o povo? Quem podia duvidar da autenticidade e da autoridade da lei (Êx 20.22)? Não seria exagero afirmar que Deus quis fortalecer a autoridade de Moisés com aquelas manifestações sobrenaturais (Êx 19.9). A manifestação visível do poder de Deus ao povo era uma prova irrefutável de sua origem divina (Êx 20.18-22; 19.16-19). As coisas de Deus são sempre às claras. Uma das grandezas do cristianismo é que ele foi erigido sobre fatos. Os evangelhos estão repletos dos milagres que Jesus operou diante do povo (Jo 18.19-21).
3. A lei. A lei de Moisés é o alicerce de toda a Bíblia, e os judeus a consideram “a expressão máxima da vontade de Deus”. O termo hebraico torah aparece no Antigo Testamento como “instrução, ensino, lei, decreto, código legal, norma”, e vem da raiz de um verbo que significa “instruir, ensinar”. A Septuaginta emprega a palavra grega nomos, “lei, norma”, usada também no Novo Testamento. Além de designar toda a legislação mosaica (Dt 1.5; 30.10) — o Pentateuco (Lc 24.44; Jo 1.45) — indica também o Antigo Testamento (Jo 10.34,35; Rm 3.19; 1Co 14.21). Segundo os antigos rabinos, a lei contém 613 preceitos contendo 248 mandamentos e 365 proibições.


SÍNTESE DO TÓPICO (I)

A Lei foi entregue a Moisés no Monte Sinai. O legislador de Israel cumpriu o papel de mediador entre a vontade de Deus e o povo de Israel.


SUBSÍDIO DIDÁTICO

Prezado professor, neste tópico consta a explicação do processo de promulgação da Lei de Deus ao seu servo, Moisés. As perguntas “Como a Lei surgiu?”; “Quem a ditou?” e “Quem a recebeu?” são pertinentes para ministrá-las na aula. Aqui, o autor propõe-se respondê-las. Por isso, o desenvolvimento deste tópico será de grande importância para o aluno conhecer a revelação da Lei a fim de que tenha o conhecimento bíblico básico para acompanhar o desdobramento dos Dez Mandamentos ao longo da revista. Portanto, algumas questões são importantes, também, serem esclarecidas para a classe; “Em que livro do Pentateuco inicia a revelação da Lei?”; “Quem fazia a mediação entre Deus e o povo?”; “Qual é o significado da palavra torah?”.
Sugerimos ao professor responder a essas perguntas de modo que os alunos compreendam as informações básicas a respeito da Lei revelada no Pentateuco. Bons comentários bíblicos sobre o Pentateuco poderão auxiliá-lo.


II. OS CÓDIGOS

1. Classificação. Os críticos costumam fragmentar os escritos de Moisés. Consideram a legislação mosaica uma coleção de diversos códigos produzidos num longo lapso de tempo. A classificação apresentada é a seguinte: os Dez Mandamentos encabeçam a lista desses expositores (Êx 20.1-17; Dt 5.6-21). Em seguida, há o que eles denominam Código da Aliança (Êx 20.22-23.33). O que vem depois é o Código de Santidade (Lv 17-26). O Código Sacerdotal é o restante do livro de Levítico e o Código Deuteronômico (Dt 12-26).
2. O que há de concreto? Estas seções ou códigos são realmente identificáveis no Pentateuco; no entanto, é inaceitável a ideia de sua existência independente de cada um deles na história. O argumento dos críticos contraria todo o pensamento bíblico. Não existem provas bíblicas nem extrabíblicas de qualquer código isolado no Antigo Israel. A Bíblia inteira atribui a autoria a Moisés, e o próprio Senhor Jesus Cristo chamava o Pentateuco de “lei de Moisés” (Lc 24.44).


SÍNTESE DO TÓPICO (II)

Embora os críticos bíblicos afirmem que os escritos atribuídos a Moisés são fragmentados, a Bíblia inteira, bem como o testemunho de Jesus Cristo, atribui a Moisés a autoria do Pentateuco (Lc 24.44).


SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“O Pentateuco apresenta-se basicamente como obra de Moisés, um dos primeiros e certamente o maior profeta do Antigo Testamento (Nm 12.6-8; Dt 34.10-12). Deus comumente falava por Moisés de viva voz, como também fez mais tarde com os profetas, mas a atividade de Moisés como escritor também é mencionada muitas vezes (Êx 17.14; 24.4,7; 34.27, Nm 33.2; Dt 28.58,61; 29.20-27; 30.10; 31.9-13,19,22,24-26).
[...] A razão de Moisés e os profetas registrarem por escrito a mensagem de Deus, não se contentando apenas em entregá-la oralmente, era que às vezes a enviavam a outros lugares (Jr 29.1; 36.1-8; 51.60,61; 2Cr 21.12). Mas, na maioria das vezes, era para preservá-la para o futuro, como um memorial (Êx 17.14) ou uma testemunha (Dt 31.24-26), a fim de que ficasse escrita para o tempo vindouro (Is 30.8). A falibilidade da tradição oral era bem conhecida entre os escritores do Antigo Testamento. Temos uma lição prática disso quando da perda do Livro da Lei durante os maus reinados de Manassés e Amom. Quando foi redescoberto por Hilquias, seus ensinamentos causaram grande choque, pois haviam sido esquecidos (2Rs 22-23; 2Cr 34).
Não podemos ter certeza de quanto tempo levou para que o Pentateuco alcançasse a sua forma final. Entretanto, vimos no caso do livro do concerto, cuja alusão reporta-se a Êxodo 24, que foi possível um documento pequeno, como Êxodo 20-23, tornar-se canônico antes que tivesse atingido o tamanho do livro do qual hoje faz parte. O livro de Gênesis também incorpora documentos antigos (Gn 5.1). Números inclui um trecho proveniente de uma antiga coleção de poemas (Nm 21.14,15), e Deuteronômio já era considerado canônico mesmo no tempo em que Moisés vivia (Dt 31.24-26), pois foi colocado ao lado da arca do concerto. Contudo, a parte final de Deuteronômio foi escrita depois da morte de Moisés” (COMFORT, Philip Wesley (Ed.). A Origem da Bíblia. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1998, pp.81-83).


III. O CONCERTO

1. O que é um concerto? O termo usado no Antigo Testamento para “concerto” é berit, “pacto, aliança”, que literalmente indica obrigação entre pessoas como amigos, marido e mulher; entre grupos de pessoas; ou entre divindade e indivíduo ou um povo. Sua etimologia é incerta. A Septuaginta emprega o termo grego diatheke, “pacto, aliança, testamento”, ou seja, a mesma palavra usada por Jesus ao instituir a Ceia do Senhor. O Antigo Testamento fala de três concertos: com Noé, com Abraão e com Israel no monte Sinai (Gn 9.8-17; 15.18; Êx 24.8). O Novo Testamento fala do novo concerto que o Senhor Jesus fez com toda a humanidade (Mt 26.28; Hb 8.13).
2. Preparativos. Até este ponto na história dos israelitas, Deus vinha agindo em cumprimento às promessas feitas aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó (Gn 15.18; 17.19; Êx 2.24). Essa promessa precisava ser levada avante. Agora os filhos de Israel formavam um grande aglomerado de pessoas, e essa multidão precisava ser organizada como nação e estabelecida uma forma de governo com estatutos que constituíssem sua lei.
3. O concerto do Sinai. O concerto do Sinai não era apenas a ratificação da promessa feita a Abraão, mas sua aprovação oficial (Gn 15.18; Gl 3.17). As duas partes envolvidas eram, de um lado, o grande Deus Jeová: “se diligentemente ouvirdes a minha voz” (ÊX 19.5); e, de outro, Israel: “Tudo o que o SENHOR tem falado faremos” (Êx 19.8). O povo reafirma esse compromisso mais adiante (Êx 24.7). Era um concerto temporal, local e nacional com mediador falível, ao passo que o de Cristo tinha aplicação universal, foi em favor de toda a raça humana e o Mediador era perfeito.
4. O livro do concerto. Moisés “tomou o livro do concerto e o leu aos ouvidos do povo” (24.7). O concerto foi feito sob as palavras desse livro que continha os mandamentos e os direitos e deveres para a vida de Israel (24.8). Deus já havia mandado Moisés escrever os acontecimentos ocorridos até a guerra dos amalequitas (Êx 17.14). Mas aqui o texto se refere a uma coleção de ordenanças escritas pelo próprio Moisés (24.4). Segundo Umberto Cassuto, professor das universidades de Milão, Roma e Jerusalém, esse livro continha Êxodo 19—20.19 e 20.22—23.33. Nessa época, a revelação do Sinai ainda estava em andamento.


SÍNTESE DO TÓPICO (III)

Enquanto o Antigo Testamento fala de três concertos — os de Noé, Abraão e Israel — o Novo revela uma nova e suficiente aliança: Jesus Cristo se fez homem.


IV. O SACRIFÍCIO

1. Os holocaustos. A solenidade foi celebrada com sacrifícios de animais (20.4). O holocausto, olah, em hebraico, significa “o que sobe”, pois a queima subia em forma de fumaça, como cheiro suave diante de Deus. Neste sacrifício, a vítima era completamente queimada como sinal de consagração do ofertante a Deus. A Septuaginta emprega holokautoma, derivado de duas palavras gregas: holos, “inteiro, completo, total”, e kaustos, “queima”. Ou seja, uma oferta totalmente queimada, ou completamente queimada no altar, era considerada o mais perfeito dos sacrifícios.
2. O sangue. Deus mandou Moisés oferecer o sacrifício do concerto e aspergir o sangue sobre o altar e o povo (24.6,8). Todo o sistema sacrifical fundamenta-se na ideia de substituição, e isso implica expiação, redenção, perdão e sacrifício vicário à base de sangue (Lv 17.11). O sangue aqui era o ponto de união entre Deus e seu povo; com ele, Israel começava uma nova etapa em sua história (Sl 50.5). O escritor aos Hebreus lembra que o concerto do Sinai foi celebrado com sangue e faz uma analogia com a Nova Aliança, porque o Senhor Jesus a selou com seu próprio sangue (Hb 9.18-22).
3. A aspersão. Moisés colocou metade do sangue em bacias e aspergiu outra metade sobre o altar (24.6). O sangue das bacias foi aspergido sobre o povo, como recipiente das bênçãos de Deus e parte do concerto. O sangue do altar representa o próprio Deus, a outra parte da aliança, visto que sem derramamento de sangue não há remissão (Hb 9.22). Tudo isso era também um prenúncio da redenção em Cristo.


SÍNTESE DO TÓPICO (IV)

Deus informou a Moisés, na Lei, a constituição de sacrifícios santos: os holocaustos; derramamento de sangue; aspersão do sangue.


CONCLUSÃO

A grandeza do acontecimento no Sinai mostra a natureza sem igual da cerimônia, algo nunca visto. Era a manifestação do próprio Deus de maneira explícita diante de todo o povo. O que devemos aprender é que a observância meramente exterior, destituída de significado interior, não passa de simples cerimônia. A riqueza espiritual e seu significado residem na figura do Filho de Deus e no cumprimento do concerto em Cristo.

VOCABULÁRIO

Promulgada: Publicada; tornada pública.

PARA REFLETIR

Sobre a lei de Moisés e a lei de Cristo, responda:

Qual é a maior e a mais completa lei: a de Moisés ou a de Cristo?
Ouça as respostas dos alunos com atenção. Em seguida, explique que o Senhor Jesus cumpriu toda a Lei, de modo que toda a moral contida no sistema mosaico foi incorporada e restaurada sob a graça derramada por Jesus através do sacrifício do Calvário. O mandamento de Cristo é a lei do amor, o mais importante mandamento (Rm 13.10).

É correto anular a lei de Moisés em nome da Graça?
Embora a lei tenha a sua importância, servindo durante um longo tempo como um “pedagogo” para o pecador, ela não tem mais domínio sobre nós. Isso não quer dizer que a lei foi anulada, mas efetivamente cumprida por Jesus e, por essa razão, vivemos debaixo da Graça (Gl 3.23-25).

O sistema de sacrifício judaico tem algum significado para os cristãos?
Sim, mas se trata de um significado simbólico. Todo o sistema de sacrifício do judaísmo fundamentava-se na ideia de substituição, expiação, redenção, perdão e sacrifício à base de sangue. Todo esse sistema era como sombra, porque Jesus Cristo selou uma nova aliança com a humanidade por meio do seu sangue (Hb 9.18-22). Ele expiou todos os nossos pecados.

A quem devemos obedecer: a Moisés ou a Jesus?
Jesus é maior que Moisés. Logo, todo o ensino de Moisés, no Antigo Testamento, deve ser compreendido à luz do Evangelho de Cristo (Hb 3.1-6).

Qual é o nosso maior modelo de vida?
Jesus Cristo (Fp 2.5-11).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

Deus dá sua lei ao povo de Israel

Currículo novo, escola Dominical nova! É o que deseja o Departamento de Educação Cristã neste Ano Novo de 2015. Desafios modernos exigem uma nova maneira de se fazer a Educação Cristã em nossa nação. Precisamos pensar a fé de forma a falar ao coração das pessoas, desde as mais simples às mais doutas. Não é uma tarefa fácil, pois o currículo da CPAD atende ao Brasil inteiro, um país continental. Por isso, temos diferentes realidades em nosso país: as do Sudeste diferem das do Centro-Oeste; as do Nordeste, das do Norte etc. Assim vamos proclamando e ensinando o Evangelho, confiando em Deus e em você, professor. Sim, você é quem pode contextualizar o que não é possível fazê-lo. É o professor quem conhece o aluno, cada pessoa, cada vida, cada família. É você, professor, quem pode fazer as lições da CPAD, principalmente a Bíblia, fazerem sentido para as pessoas, desde ribeirinhas às grandes metrópoles. Muito nos honra chegar ao querido professor!
Sobre a lição
A primeira lição do novo currículo estuda “Os Dez Mandamentos”. Num tempo marcado pelas tentativas de desconstrução da herança civilizatória ocidental (Jerusalém, Atenas e Roma) — isto é, as contribuições das culturas judaica (noções morais), grega (a filosofia, a política e a literatura) e romana (do direito e das instituições) —, torna-se imperioso iniciarmos este novo ano estudando as leis divinas.
O que os Dez Mandamentos têm a nos dizer hoje? Uma pergunta honesta que o professor deve fazer. Os princípios descritos ali são tão atuais como os eram outrora? Quando lemos os Dez Mandamentos, quase sempre, não paramos para refletir no contexto de libertação em que o povo judeu estava situado. Geralmente olhamos para os mandamentos como “leis fixas ou regras duras” e não damo-nos conta de que a existência deste código divino tinha o objetivo de garantir a liberdade recém-conquistada pelos israelitas.
Há pouco, o povo judeu fora liberto da opressão dos egípcios. Os israelitas sofreram as influências da cultura, da religião, da filosofia de vida egípcia, etc. Não há como ficar incólume sob 430 anos de influência em uma cultura majoritária como a do Egito Antigo. Por isso, a providência divina foi a de estabelecer princípios divinos e de vida para os judeus a fim de que o processo de libertação do povo não fosse em vão. Voltar ao “espírito” do Egito, em pleno deserto, seria a sombra que os hebreus conviveriam por 40 longos anos. Mas, Deus estava disposto a libertá-los para sempre dessa sombra.


Lições Bíblicas CPAD

Jovens 

 

1º Trimestre de 2015


Título: Eu Creio — Revelando ao mundo suas convicções cristãs
Comentarista: Alexandre Claudino Coelho


Lição 2: Eu creio em Deus Filho
Data: 11/01/2015

TEXTO DO DIA

Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem (1Tm 2.5).

SÍNTESE

Jesus Cristo é o Filho de Deus, que foi enviado ao mundo para salvar a humanidade de seus pecados. Ele foi morto, ressuscitou e um dia voltará para buscar a sua Igreja.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA
O Filho de Davi (Lc 1.32)


TERÇA
Maior que os anjos (Hb 1.6)


QUARTA
Venceu a morte (2Tm 2.8)


QUINTA
O Sumo Sacerdote (Hb 3.1)


SEXTA
Nosso Advogado (1Jo 2.1)


SÁBADO
Poderoso em obras (Lc 24.19)

OBJETIVOS

  • COMPREENDER como se deu a concepção de Jesus e seu nascimento virginal.
  • RECONHECER a importância da obra salvífica de Jesus.
  • CONHECER e refutar algumas heresias a respeito da natureza de Jesus.

INTERAÇÃO

Nesta segunda lição, estudaremos a respeito do homem mais importante que já viveu nesta Terra, Jesus Cristo. As pessoas têm várias concepções a respeito dEle. Muitos o veem como uma figura mitológica, um homem importante, um profeta, um professor de moral, um mártir. Não faltam conceitos errados, em especial dentro de um campus universitário, a respeito de Jesus. Certa vez, Ele perguntou aos discípulos: “E vós, quem dizeis que eu sou?”, Será que até seus discípulos tinham uma visão equivocada dEle? Com certeza. Alguns deles somente compreenderam quem realmente era Jesus depois da sua morte e ressurreição.
Que a aula de hoje venha contribuir para que seus alunos tenham uma visão correta a respeito do Salvador. Jesus não é um mito; Ele é o Filho de Deus que veio a este mundo com uma missão específica: salvar o que se havia perdido (o homem pecador).

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, reproduza no quadro a tabela abaixo. Em seguida, pergunte aos alunos: “Quem é Jesus para você?”. Ouça-os. Depois, utilize a tabela para mostrar que Jesus possui todos os atributos divinos. Explique que Ele possui as duas naturezas, a divina e a humana. Ele é 100% homem e 100% Deus.



TEXTO BÍBLICO

Hebreus 1.1-8.

1 - Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho,
2 - a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.
3 - O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade, nas alturas;
4 - feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles.
5 - Porque a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?
6 - E, quando outra vez introduz no mundo o Primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.
7 - E, quanto aos anjos, diz: O que de seus anjos faz ventos e de seus ministros, labareda de fogo.
8 - Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de equidade é o cetro do teu reino.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

Nesta lição trataremos a respeito do Senhor Jesus Cristo. Veremos a sua importância na salvação da humanidade e algumas ideias equivocadas sobre a sua pessoa. Estudaremos também a respeito de sua humanidade e do seu ministério.

I. A CONCEPÇÃO DO FILHO DE DEUS E SEU NASCIMENTO VIRGINAL (Is 7.14; Mt 1.18-22)

1. O nascimento de Jesus. A Bíblia diz que Jesus foi concebido pelo Espírito Santo (Lc 1.31-35). O Verbo se fez carne e habitou entre nós (Jo 1.1). Ele tem as duas naturezas, a humana e a divina. Por isso, pode nos compreender, amar e nos aceitar e perdoar os nossos pecados e nos dar a vida eterna.
Por meio de seu nascimento, Jesus teve um corpo visível. Deus, o Pai, não pode ser visto (1Tm 1.17). O apóstolo João destaca que mesmo sendo invisível, Deus foi conhecido por meio de Jesus: “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer” (Jo 1.18). A partir do nascimento de Jesus, Deus foi revelado de forma especial (Lc 7.16).
2. Jesus Cristo é Deus. Jesus é chamado na Bíblia de Filho de Deus. Ele faz parte da Trindade. Tem atributos divinos, como onisciência, onipresença e onipotência (Jo 2.24). Certa vez, quando questionado por seus acusadores sobre seus ensinos, Jesus citou Abraão como uma pessoa que viu o tempo da sua vinda e se alegrou. Seus acusadores questionaram Jesus novamente, dizendo que o Senhor tinha menos de 50 anos, e nem sequer poderia ter visto Abraão, ao que Jesus respondeu: “Antes que Abraão existisse, Eu Sou”. Essa expressão, “Eu Sou”, foi usada apenas por Deus no Antigo Testamento, e quando Jesus a utilizou, disse que era Deus. Portanto, Jesus sabia de sua natureza divina e não a escondeu daqueles que o perseguiam.


Pense!

Jesus foi concebido de forma sobrenatural, teve um corpo físico e foi chamado Filho de Deus com o objetivo de fazer Deus conhecido entre os homens.


Ponto Importante

Quando Jesus foi batizado, o próprio Deus deu testemunho da identidade dEle: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”.


II. A OBRA SALVÍFICA DE JESUS CRISTO (Jo 1.41; 10.10; Lc 19.10)

1. Jesus fez obras prodigiosas. Ao longo de seu ministério, Jesus fez diversos milagres, o que comprova sua divindade e seu poder sobre a natureza, sobre as doenças e espíritos malignos. Ordenou uma pesca maravilhosa (Lc 5.4-6), multiplicou pães e peixes, curou diversas pessoas enfermas e ressuscitou mortos (Lc 7.11-16; 8.49-56). Todos os milagres realizados por Jesus tinham como objetivo levar o povo a crer e ser salvo. Ele declarou que veio ao mundo com a missão de salvar o que se havia perdido (Lc 19.10). Infelizmente, algumas pessoas querem ver milagres para crer no Filho de Deus, esquecendo-se de que bem-aventurados são aqueles que mesmo não vendo manifestações sobrenaturais creem no Filho de Deus (Jo 20.29).
2. Jesus morreu e ressuscitou por nossos pecados. Como um cordeiro a ser imolado, Jesus foi morto numa cruz. Ali Ele pagou a nossa dívida. Mas conforme as Escrituras afirmam, ao terceiro dia Ele ressuscitou. Essa vitória sobre a morte foi imprescindível para a nossa salvação, como diz Paulo: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados” (1Co 15.17). E da mesma forma que o Senhor ressuscitou, aqueles que morreram antes da sua segunda vinda hão de ressuscitar para estarem com Ele (1Ts 4.16-18).
3. Só Jesus Cristo salva. Devido ao seu pecado, o homem tornou-se inimigo de Deus e precisava de reconciliação com o Pai. Porém como se harmonizar com o Criador?
Somente o sacrifício de Jesus na cruz pode justificar o homem e aproximá-lo novamente de Deus. A sua morte expiatória trouxe salvação a todo aquele que crê. Essa salvação, que traz o perdão dos pecados e o retorno à comunhão com Deus, só poderia ser concretizada por meio do sacrifício de um cordeiro imaculado e perfeito, Jesus (Jo 1.36).


Pense!

Jesus veio a este mundo com o objetivo de nos salvar, e para isso, ofereceu sua própria vida de forma poderosa em troca do perdão de Deus aos nossos pecados.


Ponto Importante

Somente Jesus Cristo pode salvar o homem dos seus pecados.


III. HERESIAS A RESPEITO DA NATUREZA DE JESUS CRISTO

1. Jesus se casou e teve filhos? Uma das heresias modernas acerca de Jesus é a que diz que o Senhor se casou com Maria Madalena e teve filhos com ela. Essa ideia está baseada na descoberta de um papiro de origem copta do século IV d.C, que traz a informação de um suposto casamento entre Jesus e uma mulher, Maria Madalena.
A Bíblia não diz que Jesus se casou e teve filhos. Se analisarmos os evangelhos, veremos que Ele teve uma vida itinerante por causa do seu ministério. Ele defendeu o casamento e condenou o divórcio, mas nenhum registro foi feito de um suposto casamento do Senhor. Seus discípulos não registram tal fato, e os pais da igreja também não falam desse assunto. Mesmo os críticos do Cristianismo consideram errado acreditar nessa ideia por estar baseada em um fragmento de papel que nem sequer foi identificado ou considerado digno de crédito.
2. Jesus não foi apenas um grande mestre moral? Há pessoas que acreditam que Jesus foi apenas um grande mestre ou no máximo um profeta. Mas Ele afirmou que era Deus (Jo 14.9). Jesus disse que era igual ao Pai (Jo 5.17.18). Jesus recebeu adoração como Deus, e seus inimigos reconheceram o teor das suas afirmações (Jo 10.33). Portanto, não se pode dizer que Jesus Cristo foi apenas um grande mestre, pois Ele afirmou que era Deus, e nos desafiou a confiar nEle para a nossa salvação.
3. Jesus foi mesmo um homem? Ao longo da história da igreja, houve quem imaginasse que Jesus Cristo não foi realmente um homem de carne e osso. Como homem, Jesus teve uma profissão secular — era carpinteiro, como seu pai, José (Mt 13.55) e pagou o tributo exigido por Roma (Mt 17.24-27). A Bíblia diz que Jesus foi um homem de carne e osso (1Tm 2.5). Ele foi batizado por João Batista (Mt 3.13-17), sentiu sono e dormiu (Mt 8.23-26), teve fome (Mt 4.2), comeu e bebeu (Mc 2.16). Como homem, após a ressurreição, Jesus desafiou Tomé a colocar o dedo nas chagas que recebeu quando foi crucificado (Jo 20.26-30).


Pense!

Existem diversas ideias a respeito de Jesus que tentam esvaziar o testemunho do Senhor sobre sua natureza e obra. Tais argumentos não resistem quando confrontados com a Palavra de Deus.


Ponto Importante

Conhecer a Jesus e reconhecê-lo como Filho de Deus faz diferença hoje e na eternidade.


CONCLUSÃO

Jesus Cristo disse que era o Filho de Deus e demonstrou sua natureza com sabedoria e poder. Ele entregou sua vida na cruz por nossos pecados, mas não foi retido pela morte, como os demais mortais. Ele ressuscitou e está assentado à destra de Deus, e um dia virá nos buscar para que vivamos com Ele na eternidade.

ESTANTE DO PROFESSOR

ELDREDGE, John. Um Mestre fora da Lei: Conhecendo a surpreendente, pertubadora e extravagante personalidade de Jesus.
ZACHARIAS, Ravi. Quem É Jesus? Contrapondo sua verdade à falsa espiritualidade dos dias atuais.

HORA DA REVISÃO

1. Jesus foi gerado no ventre de Maria, porém foi concebido por quem?
A Bíblia diz que Jesus foi concebido pelo Espirito Santo (Lc 1.31-35).

2. Jesus tinha consciência de sua natureza divina?
Ele sabia de sua natureza divina e não a escondeu daqueles que o perseguiam.

3. O que comprovam os milagres de Jesus?
Comprovam sua divindade e seu poder sobre a natureza, sobre as doenças e espíritos malignos.

4. Quais eram os propósitos dos milagres?
Todos os milagres realizados por Jesus tinham como objetivo levar o povo a crer e ser salvo.

5. Você crê na divindade e humanidade de Jesus?
Resposta pessoal.

SUBSÍDIO

O JESUS HISTÓRICO

“No século XIX, iniciou-se uma busca pelo Jesus histórico, na tentativa — sujeita às severas pressuposições antissobrenatural da alta crítica — de destilar fatos que os estudiosos liberais pudessem aceitar, para então compilar um quadro que fosse relevante e compreensível às pessoas modernas. Tal empenho acabou por forçar uma cunha entre o Jesus histórico — que supostamente poderia ser conhecido somente através da crítica racionalística e histórica dos evangelhos — e o Cristo da fé. Este último era considerado muito maior que o histórico, porque a fé que os escritores dos evangelhos depositavam nEle os levou a apresentá-lo com base no que era pregado — o querigma — mais do que em fatos históricos (conforme os liberais os definiam)” (HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, p.302).

Lições Bíblicas CPAD

Jovens 


1º Trimestre de 2015


Título: Eu Creio — Revelando ao mundo suas convicções cristãs
Comentarista: Alexandre Claudino Coelho


Lição 3: Eu creio no Deus Espírito Santo
Data: 18/01/2015

TEXTO DO DIA

Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito (Jo 14.26).

SÍNTESE

O Espírito Santo de Deus é o Consolador prometido por Jesus para estar conosco, nos orientar e habitar em nós, a fim de que produzamos frutos em prol do Reino de Deus.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA
Enviado por Deus (Jo 14.16)


TERÇA
Jesus Cristo foi cheio do Espírito Santo (At 10.38)


QUARTA
E dado a quem o pedir (Lc 11.13)


QUINTA
Reparte os dons (1Co 12.11)


SEXTA
Orienta a igreja (At 13.2)


SÁBADO
Enche-nos de alegria (At 13.2)

OBJETIVOS

  • COMPREENDER que o Espírito Santo é uma pessoa.
  • RECONHECER a atuação do Espírito Santo na Bíblia.
  • CONHECER como o Espírito Santo age na vida do crente.

INTERAÇÃO

Professor, você crê que o Espírito Santo é Deus? Se sua resposta foi afirmativa, com certeza você não terá dificuldades em trabalhar o conteúdo desta lição com seus alunos. Infelizmente muitos crentes, até mesmos pentecostais, têm um conceito errado a respeito da Terceira Pessoa da Trindade. Segundo Stanley Horton, o “Espírito Santo tem sido negligenciado no decurso dos séculos”. O Consolador não é apenas uma força ou uma influência, Ele é Deus e tem revelado à humanidade o Deus Pai e o Deus Filho. Nesta lição também estudaremos a respeito do fruto e os dons do Espírito Santo. Conte com Ele no preparo e na execução de sua aula.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, depois de orar para dar início à aula, faça a seguinte indagação: “O Espírito Santo é uma pessoa?”. Incentive a participação de todos. Ouça seus alunos. Em seguida, utilize o quadro abaixo para explicar aos alunos que a Bíblia revela, tanto no Antigo Testamento quanto no Novo, que o Espírito Santo é Deus. Leia as referências com os alunos e enfatize que o Consolador é a Terceira Pessoa da Trindade.



TEXTO BÍBLICO

Atos 1.6-8; 2.1-4; 13.1-4.

Atos 1
6 - Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?
7 - E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder.
8 - Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.

Atos 2
1 - Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;
2 - e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
3 - E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.
4 - E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.

Atos 13
1 - Na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé, e Simeão, chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo.
2 - E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.
3 - Então, jejuando, e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram.
4 - E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos a respeito da Pessoa do Espírito Santo. Veremos que Ele faz parte da Santa Trindade. Ele é o Consolador que nos conduz e faz com que venhamos a dar frutos, também nos batiza, de forma que, por meio desse batismo, sejamos revestidos de poder, conforme disse Jesus, para testemunhar acerca do Evangelho. Que possamos aprender mais sobre a Terceira Pessoa da Trindade, e não sejamos como os discípulos em Éfeso, que responderam a Paulo: “Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo” (At 19.2).

I. O ESPÍRITO SANTO É UMA PESSOA (Jo 14.26; Mt 12.32; At 5.3)

1. A Terceira Pessoa da Trindade. Quando se fala da Trindade, deve-se levar em conta que estamos falando de um Deus em três pessoas, cada uma distinta da outra, mas atuando com o mesmo objetivo, em unidade. Elas podem ser identificadas separadamente, mas não podem ser separadas, pois têm a mesma essência. O Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Trindade. O Espírito Santo é Deus. Se por um lado se revela como o Deus Criador e Pai, o Filho se revela e age como o Salvador, o Espírito Santo se manifesta como aquEle que conduz o homem a Cristo, o santifica e consola, preparando-o para a segunda vinda de Jesus e para a vida eterna. Como Deus, Ele é eterno (Hb 9.14), onisciente (1Co 2.10,11), onipresente (Sl 139.7-10) e onipotente (Lc 1.35).
2. Provas de sua pessoalidade. A Bíblia nos proporciona diversas referências que mostram a pessoalidade do Espírito Santo. Ele se entristece (Ef 4.30), tem vontade (1Co 12.11) e fala (Ap 2.7), pode ser resistido (At 7.51), ofendido (Mc 3.29). Ele oferece suas virtudes (At 1.8), nos ajuda em nossas fraquezas (Rm 8.26) e não pode ser enganado (At 5.3). Pode consolar pessoas e igrejas (At 9.31). De forma incontestável, a Bíblia se refere ao Santo Espírito como alguém, e não como uma coisa ou energia. O Consolador também é conhecido como Espírito da Verdade (Jo 16.13), Espírito de Amor e de Poder (2Tm 1.7), Espírito de Sabedoria e Revelação (Ef 1.17).


Pense!

O Espírito Santo é uma pessoa, e a Bíblia nos dá mostras de sua personalidade e atuação na história.


Ponto Importante

O Espírito Santo não é uma força ou poder, Ele é uma pessoa divina.


II. O ESPÍRITO SANTO E A BÍBLIA

1. No Antigo Testamento. O Espírito Santo no Antigo Testamento atuou diretamente com Deus-Pai no princípio, movendo-se sobre a face das águas (Gn 1.2) e dando vida à criação.
Na Lei, é dito que Deus ia tirar do Espírito que estava sobre Moisés para colocar sobre os setenta anciãos que ajudariam o legislador na gestão do povo que saíra do Egito (Nm 11.16,17). Deus não tirou o espírito de Moisés, e sim partilhou o seu Espírito Santo para capacitar seus auxiliares. O Espírito Santo também capacitou Gideão a lutar pela libertação de Israel (Jz 6.33,34), quando estavam sendo oprimidos pelos amalequitas e midianitas. O Espírito Santo vinha sobre Sansão (Jz 14.6) e também usava os profetas para falarem em nome do Senhor (2Pe 1.21).
De forma geral, entende-se que o Espírito Santo, no Antigo Testamento, vinha sobre a pessoa, mas não habitava na pessoa. E quando uma pessoa era usada por Deus, era um momento específico, e não de forma constante.
2. No Novo Testamento. Nas páginas do Novo Testamento, o Espírito Santo é apresentado como a pessoa que encheu a João Batista desde o ventre de sua mãe (Lc 1.15), fez Zacarias profetizar (Lc 1.67), esteve com Jesus no seu batismo e o preparou para o momento da tentação (Lc 3.22; 4.1). Ele agiu ao longo do Livro de Atos, e inspirou Paulo, Pedro, Tiago, João e Judas a escreverem as cartas às igrejas do primeiro século.
No Novo Testamento, o Espírito Santo faz morada no coração daqueles que creem em Jesus e os capacita a servirem melhor ao Senhor, seja por meio dos dons espirituais, seja por meio do fruto do Espírito.
3. O Espírito Santo e Jesus. Jesus e o Consolador estão intimamente ligados. Os evangelhos mostram que Jesus, o Filho de Deus, foi gerado no ventre de Maria pela ação do Espírito Santo (Mt 1.18). O Espírito Santo veio sobre Maria quando ela concebeu (Lc 1.35). Mais tarde o mesmo Espírito veio sobre Jesus quando este foi batizado por João Batista no Rio Jordão (Lc 3.21,22). Segundo Stanley Horton, “o revestimento do Espírito Santo preparou Jesus para enfrentar Satanás no deserto e para a inauguração de seu ministério terreno”.
Sem a morte, a ressurreição e a ascensão de Jesus, a promessa do derramamento do Espírito Santo não poderia ser cumprida. Junto ao Pai, no céu, Jesus continua derramando o Espírito Santo sobre a vida dos que creem, dando cumprimento à profecia de Joel 2.28,29.


Pense!

As Escrituras mostram o Espírito Santo atuando com Deus no Antigo Testamento, como guia do povo, e no Novo, no ministério de Jesus Cristo e na própria Igreja.


Ponto Importante

O Espírito Santo está presente em toda a Escritura Sagrada e esteve presente na concepção e ministério do Senhor Jesus.


III. O ESPÍRITO SANTO NA VIDA DO CRENTE (Ef 5.18)

1. O batismo no Espírito Santo. O batismo no Espírito Santo, conforme descrito na Bíblia, é uma capacitação dada por Deus aos seus servos, a fim de que testemunhem de Jesus: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8). Conforme se encontra na Bíblia, esse revestimento de poder é acompanhado da experiência de falar em outras línguas. No dia de Pentecostes, os discípulos, no cenáculo, tiveram a experiência do falar em línguas estranhas quando foram cheios do Espírito Santo (At 2.4). Essa mesma experiência ocorreu em Atos 10.46, quando Pedro se encontrava na casa de Cornélio e ali anunciava o Evangelho, e em Atos 19.6, quando Paulo orou por um grupo de pessoas em Éfeso. Essas três referências indicam que esse revestimento de poder é acompanhado pelo falar em outras línguas, línguas que não foram aprendidas pelos falantes.
2. O fruto do Espírito. O chamado “fruto” do Espírito é a manifestação do Espírito Santo em nossa vida, comportamento e ações. Paulo nomeia o fruto desta forma: “amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” (Gl 5.22). O fruto não surge de um momento para outro. Ele leva tempo para surgir e se desenvolver. De igual modo, o atuar do Espírito em nossa vida deve ser diário e crescente, de forma que possamos manifestar, em nossas ações, o atuar do Espírito Santo.
3. Os dons do Espírito. Os dons espirituais são presentes de Deus para os crentes, para que a igreja seja edificada, exortada e consolada. Não são dados para que as pessoas que os recebem sejam consideradas mais santas ou especiais. Lembremo-nos de que esses dons são oriundos do Espírito Santo, e que exigem de nós responsabilidade em sua utilização. Não podemos aproveitar desses presentes divinos para nos autopromover.
Aqui vai uma pergunta: “Os dons do Espírito Santo são para os nossos dias?”. A resposta é sim. E por quê? Primeiramente, porque não há um versículo no Novo Testamento que diga que os dons do Espírito possuem uma data de validade, ou seja, que têm uma data para não valer mais. Segundo, não há qualquer registro na Bíblia de que os dons do Espírito deixariam de ser usados com a morte do último apóstolo, conforme alegam alguns estudiosos. E terceiro, Deus não deixou de salvar e encher seu povo com seu Santo Espírito: “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar” (At 2.38,39). Portanto, negar que o batismo no Espírito Santo e a distribuição dos dons para os nossos dias é ir contra as Escrituras.


Pense!

O batismo no Espírito Santo e os dons espirituais são uma promessa bíblica para os servos e servas de Deus, portanto, são válidos para os nossos dias.


Ponto Importante

Os dons espirituais não são capacidades naturais como cantar, tocar um instrumento. Ele não pode ser confundido com talento humano.


CONCLUSÃO

Ser cidadão do Reino de Deus é buscar que a vontade de Deus seja feita neste mundo, da mesma forma que é feita no céu. Como filhos de Deus, podemos fazer a diferença quando falamos de Jesus e nos envolvemos nas questões sociais. Lembre-se de que o Evangelho de Jesus Cristo é mais do que uma ideia, mas sim uma fé prática, que contagia as pessoas e faz com que aqueles que não conhecem a Deus o glorifiquem por meio de nossas obras.

ESTANTE DO PROFESSOR

CABRAL, Elienai. Mordomia Cristã.
CIDACO, J. Armando. Um Grito pela vida da Igreja.

HORA DA REVISÃO

1. O que é o Reino de Deus?
O Reino de Deus é, de forma resumida, um ambiente em que Deus é o soberano, o governador, aquEle que organiza todas as coisas, age com justiça, sustenta e protege seus súditos.

2. O que significa ter uma cidadania?
Ter cidadania significa, para o mundo, ser uma pessoa que tem o direito à liberdade, à saúde, à educação, segurança e trabalho, vivendo de forma digna com uma série de direitos e prerrogativas, inclusive votar em seus representantes e receber votos.

3. Evangelizar é uma opção?
Falar de Cristo e da salvação não é uma opção para o cristão, e sim um mandamento.

4. Como crentes, temos responsabilidades com as questões sociais?
Sim, pois falar de Jesus também é uma obrigação social do cristão.

5. Você tem feito a diferença em sua comunidade?
Resposta pessoal.

SUBSÍDIO

O ESPÍRITO SANTO

“Embora o nome ‘Espírito Santo’ não ocorra no Antigo Testamento, vários títulos equivalentes são usados. O problema teológico da personalidade do Espírito Santo gira em torno da revelação e compreensão progressivas, bem como da maneira de o leitor abordar a natureza da Bíblia. O Espírito Santo, como membro da Trindade, conforme revela o Novo Testamento, não aparece na Bíblia hebraica. Mesmo assim, o fato de a doutrina do Espírito Santo não estar plenamente revelada na Bíblia hebraica não altera a realidade da existência e obra do Espírito Santo nos tempos do Antigo Testamento. A Terra nunca foi o centro físico do Universo. Mas antes de terem as observações da criação divina — feitas por Copérnico, Galileu e outros — comprovando o contrário, tanto os teólogos quanto os cientistas dos tempos passados acreditavam que a Terra era o centro do Universo.


O título mais freqüente no Antigo Testamento é ‘o Espírito de Yaweh’, ou, conforme consta nas Bíblias em português, ‘o Espírito do Senhor’. Considerando o ataque que os críticos modernos fazem à presença do Espírito Santo no Antigo Testamento, talvez devamos usar o nome pessoal de Deus, ‘Yahweh’, ao invés do título ‘Senhor’ (que os judeus dos tempos posteriores no Antigo Testamento substituíram pelo nome)” (HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, pp.386-7).



Lições Bíblicas CPAD


Jovens 


1º Trimestre de 2015


Título: Eu Creio — Revelando ao mundo suas convicções cristãs
Comentarista: Alexandre Claudino Coelho


Lição 4: Eu creio na inspiração das Escrituras
Data: 25 de Janeiro de 2015

TEXTO DO DIA

Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça (2Tm 3.16).

SÍNTESE

A Palavra de Deus é apta para nos ensinar a forma como viver neste mundo, orientando-nos contra o pecado, fazendo a vontade de Deus e anunciando a salvação a todos os homens.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA
A Palavra eterna (Is 40.8)


TERÇA
A Palavra viva e eficaz (Hb 4.12)


QUARTA
O Autor da Palavra (2Tm 3.15-17)


QUINTA
Meditar na Lei do Senhor (Sl 1.1-6)


SEXTA
Homens inspirados por Deus (2Pe 1.20,21)


SÁBADO
Amar a Palavra do Senhor (Sl 119.97)

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • COMPREENDER a autoria das Escrituras e a sua inspiração.
  • RECONHECER a mensagem da Bíblia e a sua atualidade.
  • CONHECER a inerrância e a confiabilidade das Escrituras.

INTERAÇÃO

Deus é misericordioso e bondoso, pois mesmo depois da Queda Ele continuou a revelar-se à humanidade. A Bíblia é a revelação direta do Altíssimo ao homem. Sem essa revelação estaríamos perdidos, sem saber o caminho de volta para a reconciliação com o Todo-Poderoso. Examinar a sua Palavra é conhecer sua revelação escrita.
A Bíblia não é uma invenção do homem. Segundo Stanley Horton, “a Bíblia é um livro divino-humano no qual cada palavra é, ao mesmo tempo, divina e humana”. Os escritores foram guiados, conduzidos pelo Consolador a fim de que pudessem escolher as palavras para que a real mensagem do Senhor fosse revelada de uma forma compreensível à humanidade. Podemos ver em cada livro das Escrituras o estilo de cada autor.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, Deus se revelou ao gênero humano de diferentes formas. Na lição de hoje estudaremos a revelação divina mediante sua Palavra. Para enfatizar essa verdade e introduzir a lição, reproduza o quadro abaixo. Ressalte a criatividade divina e o fato de que a Bíblia não somente contém a Palavra de Deus, mas é a inspirada e eterna Palavra de Deus para os homens de todas as gerações.


TEXTO BÍBLICO

Salmos 119.97-105.

97 - Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia!
98 - Tu, pelos teus mandamentos, me fazes mais sábio que meus inimigos, pois estão sempre comigo.
99 - Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque medito nos teus testemunhos.
100 - Sou mais prudente do que os velhos, porque guardo os teus preceitos.
101 - Desviei os meus pés de todo caminho mau, para observar a tua palavra.
102 - Não me apartei dos teus juízos, porque tu me ensinaste.
103 - Oh! Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais doces do que o mel à minha boca.
104 - Pelos teus mandamentos, alcancei entendimento; pelo que aborreço todo falso caminho.
105 - Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

Hoje trataremos da inspiração da Bíblia Sagrada. Esse é um assunto de extrema importância, pois se entendermos que a Bíblia é a inspirada Palavra de Deus, entenderemos também que não podemos abrir mão dela em nossas vidas, pois ela é a nossa regra infalível de fé e prática. O que Deus quis que soubéssemos foi registrado em sua Palavra, e com certeza podemos crer que o texto que temos em mãos é confiável para o nosso estudo e para a nossa prática cristã.

I. AUTORIA DAS ESCRITURAS E SUA INSPIRAÇÃO (2Tm 3.16,17; 1Pe 1.19-21)

1. O que se entende por inspiração das Escrituras? Por “inspiração” denominamos o ato de Deus “mover”, “impulsionar” os escritores da Bíblia a que registrassem os acontecimentos e tudo que Deus ordenava que dissessem. Foi uma ação sobrenatural de Deus, por meio de seu Santo Espírito, que conduziu os escritores a transmitir de forma escrita o que seria de fato importante para que soubéssemos sobre Deus, a criação, seu plano de salvação e o que nos aguarda no futuro.
2. Deus ditou as palavras da Bíblia? Há partes do texto sagrado que nos dão a entender que Deus realmente ditou o que foi escrito. Geralmente essas passagens são iniciadas com a expressão “assim diz o Senhor”. Na Bíblia existem aproximadamente 380 passagens que trazem essa expressão (Êx 14.1; Lv 4.1; Is 1.10; Ez 1.3). Entretanto, a maioria das passagens não traz esses termos, o que nos mostra que em alguns trechos das Escrituras Deus teria realmente ditado suas palavras aos autores, ao passo que em outros, não. Isso em nada diminui a inspiração das Escrituras, pois independentemente de terem sido ditadas pelo próprio Deus ou não, os escritores sagrados consideraram toda a Bíblia como inspirada por Deus (2Pe 1.16-21; 1Jo 4.6).
3. O valor da Bíblia para a vida cristã. A Palavra de Deus tem extremo valor para a vida cristã. Deus revelou nela tudo o que precisávamos saber para que tenhamos comunhão com Ele dentro dos moldes divinos, perdão dos nossos pecados e a certeza da vida eterna.
Como a Bíblia levou séculos para ser escrita, devemos nos lembrar que os homens e mulheres dos tempos antigos tiveram uma revelação parcial sobre os planos de Deus para a salvação da humanidade. Nós temos o privilégio de ler a Palavra de Deus na sua inteireza, vendo todo o projeto divino de salvação, desde a criação do homem até a formação do povo de Israel, a vinda de Jesus, o seu ministério e sacrifício, a origem da igreja primitiva até os escritos do Apocalipse.


Pense!

Deus inspirou homens santos a que escrevessem a sua verdade, deixando a mensagem divina registrada para a posteridade.


Ponto Importante

A exatidão das Escrituras Sagradas indica que ela é a revelação de Deus para o homem.


II. A MENSAGEM DA BÍBLIA

1. A mensagem da Bíblia. É na Palavra de Deus que encontramos as verdades da fé cristã, como a realidade do pecado e a salvação proposta por Deus para a humanidade. A Bíblia nos mostra também a origem do povo de Israel, sua história de erros e acertos ao longo dos séculos, e a vinda de Jesus, o Cristo, para resgatar a humanidade do pecado. Mostra a origem da Igreja, a atuação do Espírito Santo orientando os seguidores de Jesus e a mensagem deixada para a Igreja pelas mãos dos apóstolos, com as diversas orientações tanto para líderes quanto para os crentes em geral. Apresenta a realidade da vida após a morte, do céu e do inferno, e o que está reservado no futuro tanto para os que receberam a Jesus quanto àqueles que o rejeitaram. Finalmente, manifesta como as coisas serão quando o mal deixar de existir e a alegria do novo céu e da nova terra.
2. Os escritores da Bíblia. A Palavra de Deus teve diversos autores que, movidos pelo Eterno, escreveram aquilo que lhes era inspirado. Moisés era um legislador. Samuel era um profeta, juiz e sacerdote. Davi era músico, pastor de ovelhas, guerreiro e depois se tornou rei. Isaías era membro da realeza. Mateus era um fiscal da receita, Pedro, um pescador, Lucas era um médico. Alguns escritores eram pessoas bem simples, como Amós, o boiadeiro, e outras tiveram oportunidade de se destacar em seus estudos, como Paulo, mas Deus não fez acepção em momento algum, pois Ele buscou as que pudessem ser úteis nesse ministério. Essas pessoas tinham profissões diferentes, e escreveram em épocas diferentes, mas conservaram uma unidade no tocante à transmissão da mensagem divina.
3. Como devemos ler a Bíblia? Qualquer pessoa pode ler a Bíblia. Uma pessoa não crente também pode ler as Sagradas Escrituras, pois está dísponível em milhares de línguas e dialetos no mundo. Entretanto, é preciso notar que se a pessoa não estiver aberta a entender as verdades ali colocadas, sua leitura talvez não seja frutífera, pois tal pessoa não enxergará ali o plano da salvação e o caminho para a vida plena com Deus.


Pense!

Mais que ler e entender, Deus deseja que pratiquemos o que sua Palavra nos diz.


Ponto Importante

Não podemos ser apenas leitores e ouvintes da Palavra de Deus, temos que ser praticantes (Tg 1.22).


III. A INERRÂNCIA E A CONFIABILIDADE DAS ESCRITURAS (Hc 3.2)

1. O que é inerrância? Inerrância é a qualidade de quem não erra. Como foi Deus que inspirou a sua Palavra, ela não contém erros. Os homens que foram usados por Deus para escrevê-la tinham um sério compromisso não apenas com o registro correto do que viam e ouviam, mas também com a transmissão exata daquilo que Deus os estava inspirando a escrever. Isso traz segurança na confiança e preservação da mensagem.
2. A Bíblia é confiável? Muitas pessoas questionam se o texto que temos em mãos é confiável para estudarmos e aplicarmos à nossa vida. Para esse tipo de questão, precisamos entender que os manuscritos originais não continham erros. As traduções feitas para as diversas línguas passaram pelas mãos de eruditos comprometidos com os estudos das línguas originais, e que se dedicaram a traduzir de forma correta os textos que temos.
3. O processo de transmissão do texto bíblico. O Antigo Testamento foi escrito em hebraico e partes em aramaico, e o Novo Testamento foi escrito em grego. Houve muita dedicação dos copistas em preservar de forma íntegra as Escrituras no processo de transmissão da mensagem divina. Sabemos que há variantes de textos bíblicos, ou seja, cópias com algumas diferenças entre si, mas quando analisadas aprofundadamente, não comprometem a mensagem central nem apontam erros entre um texto e outro.


Pense!

Deus preservou de forma incontestável a sua mensagem ao longo dos séculos, o que nos traz a segurança de que podemos confiar na Palavra de Deus.


Ponto Importante

A Bíblia é a inerrante e eterna Palavra de Deus revelada ao homem.


CONCLUSÃO

Deus inspirou homens a que escrevessem sua Palavra para a humanidade, utilizando-se da linguagem humana para transmitir, de forma inteligível, a sua revelação específica. Hoje temos a Palavra de Deus disponível em nossa língua, e devemos dedicar-nos ao seu estudo, não apenas para conhecê-la, mas para que cumpramos os mandamentos do Senhor. Portanto a Bíblia é a inspirada, inerrante, infalível e completa Palavra de Deus.

ESTANTE DO PROFESSOR

COMFORT, Philip Wesley. A Origem da Bíblia.
RENOVATO, Elinaldo, Deus e a Bíblia.

HORA DA REVISÃO

1. O que é inspiração das Escrituras?
Por "inspiração" denominamos o ato de Deus "mover", "impulsionar" os escritores da Bíblia a que registrassem os acontecimentos e tudo o que Deus ordenava que dissessem.

2. Deus ditou todas as Palavras da Bíblia?
Há partes do texto sagrado que nos dão a entender que Deus realmente ditou o que foi escrito. Geralmente essas passagens são iniciadas com a expressão "assim diz o Senhor". Entretanto, a maioria das passagens não traz essa expressão, o que nos mostra que em algumas passagens das Escrituras Deus teria realmente ditado suas palavras aos autores, ao passo que em outras, não.

3. Quem Deus buscou para escrever sua Palavra?
Ele buscou legisladores, profetas, juizes, sacerdotes, músicos, pastores de ovelhas, guerreiros, administradores e conselheiros, pescadores, etc. Usou homens de diferentes culturas e posições sociais.

4. O que é inerrância?
Inerrância é a qualidade de quem não erra.

5. Você crê na infabilidade da Bíblia?
Resposta pessoal (é importante que você conheça o que seu aluno pensa a respeito para poder ajudá-lo e orientá-lo).

SUBSÍDIOS

“Uma mudança notável da terminologia que resultou dos debates na área da inspiração das Escrituras foi a preferência pelo termo ‘inerrância’ ao invés de ‘infabilidade’. Isso tem a ver com a insistência de alguns no sentido de que podemos ter uma mensagem infalível com um texto bíblico errante. ‘Infabilidade’ e ‘inerrância’ são termos empregados para se aludir à veracidade das Escrituras. A Bíblia não falha; não erra; é a verdade em tudo quanto afirma (Mt 5.17,18). Embora tais termos nem sempre hajam sido empregados, os teólogos católicos, os reformadores protestantes, os evangélicos da atualidade (e, portanto, os pentecostais ‘clássicos’) têm afirmado ser a Bíblia inteiramente a verdade; nenhuma falsidade ou mentira lhe pode ser atribuída. A doutrina da inerrância é derivada mais da própria natureza da Bíblia do que de um mero exame dos seus fenômenos. ‘Se alguém crê que a Escritura é a Palavra de Deus, não pode deixar de crer que seja ela inerrante’. A Escritura não falha porque Deus não pode mentir. Consequentemente, a inerrância é a qualidade que se espera da Escritura inspirada. O crítico que insiste em haver erros na Bíblia (em algumas passagens difíceis) parece ter outorgado para si mesmo a infabilidade que negou às Escrituras. Um padrão passível de erros não oferece nenhuma medida segura da verdade e do erro. O resultado de negar a inerrância é a perda de uma Bíblia fidedigna. Se for admitida a existência de algum erro nas Sagradas Escrituras, estaremos alijando a verdade divina, fazendo a certeza desaparecer” (HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1ª Edição. RJ; CPAD, 1996, pp.107-9).



Caro professor, “de acordo com Luckesi, ensinar não significa ir para uma sala e ‘despejar’ sobre os alunos uma quantidade de conteúdos. Muitos infelizmente agem dessa forma, contribuindo para que haja, segundo Paulo Freire, uma ‘educação bancária’, em que o aluno não é sujeito da sua própria aprendizagem, mas apenas um receptáculo. Ele não pensa, apenas recebe o que lhe é ensinado. O resultado é um grupo de pessoas sem capacidade de reflexão. Fica então a pergunta: O que é ensinar? Segundo Paulo Freire, ‘ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou construção’. Dentre as várias concepções de ensino, vejamos uma que é bem basilar: Ensinar é ‘estimular’, ‘guiar’, ‘orientar’ o processo de ensino-aprendizagem. Segundo Regina Célia C. Haydt, ‘ensinar é a atividade pela qual o professor, através de métodos adequados, orienta a aprendizagem do aluno’. O ensino precisa ser centrado no aluno, e não no professor ou no conteúdo. Todas as nossas ações didáticas devem ser elaboradas pensando no aluno, visando a sua aprendizagem” (BUENO, Telma. Educação Cristã: Reflexões e Práticas. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.20).


         Lições Bíblicas CPAD


Jovens   1º Trimestre de 2015


Título: Eu Creio — Revelando ao mundo suas convicções cristãs
Comentarista: Alexandre Claudino Coelho


Lição 5: Eu creio na pureza e na castidade
Data: 1º de Fevereiro de 2015

TEXTO DO DIA

Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará (Hb 13.4).

SÍNTESE

A sexualidade é uma dádiva divina, porém o ato sexual é apenas para o casamento.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA
Abstenha-se da prostituição (1Ts 4.3-5)


TERÇA
Fuja dos desejos da mocidade (2Tm 2.22)


QUARTA
O prazer sexual lícito (Pv 5.18)


QUINTA
Não viver abrasado (1Co 7.9)


SEXTA
A mente como a fonte dos desejos errados (Mt 5.28)


SÁBADO
Santidade em todas as áreas da vida (1Pe 1.16)

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • CONSCIENTIZAR-SE de que é possível ser casto em meio a uma geração corrompida.
  • COMPREENDER por que é preciso esperar até o casamento para ter um relacionamento mais íntimo.
  • RECONHECER o que é preciso fazer quando se tomam decisões precipitadas e erradas.

INTERAÇÃO

Caro professor, na lição de hoje teremos a oportunidade ímpar de estudar a respeito da castidade e da pureza sexual. Como jovens cristãos, nossos alunos não podem seguir os padrões deste mundo que é regido pelo mal, contudo devem ser “sal” e “luz” fora do saleiro, em todas as áreas. Ore por seus alunos, ensine a Palavra a fim de que eles nunca tenham vergonha de declarar e assumir, publicamente, que estão esperando até o casamento para ter um relacionamento sexual. Ser casto não é ser retrógrado, mas é fazer a diferença. Assim, aproveite esta aula para conscientizá-los de que ser puro é uma escolha pessoal, destacando a importância de tal atitude para o Reino de Deus.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, para desenvolver o primeiro tópico da lição, escreva no quadro a palavra castidade. Em seguida, pergunte aos alunos o que vem à mente deles quando ouvem essa palavra. À medida que forem falando, vá relacionando as palavras no quadro. Em seguida, faça a seguinte indagação: “Pode uma pessoa que não é mais virgem se tornar casta?”. Ouça os alunos com atenção. Depois, escreva no quadro o conceito de castidade. Explique que mesmo um jovem ou uma jovem que antes de se converter a Jesus Cristo tenha perdido a sua virgindade pode tomar a decisão de ser casto, puro até o casamento. Errar é humano, mas persistir no erro é falta de inteligência e de temor a Deus. Logo após peça que leiam Apocalipse 21.8. Diga que os “fornicadores” são aqueles que mantêm um relacionamento sexual ainda solteiros. Mostre que a falta de pureza antes do casamento é algo muito sério, pois pode levar uma pessoa ao inferno.

TEXTO BÍBLICO

1 Coríntios 6.15-20.

15 - Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo e fá-los-ei membros de uma meretriz? Não, por certo.
16 - Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne.
17 - Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito.
18 - Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo.
19 - Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?
20 - Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos a respeito da pureza e da castidade. Analisaremos a importância de nos guardarmos sexualmente para o casamento. Veremos também que a prática sexual só é abençoada por Deus quando realizada dentro dos propósitos divinos, ou seja, no casamento. Na sociedade atual, tratar a respeito deste assunto pode parecer algo ultrapassado, porém como cristãos não podemos negar a nossa crença de que Deus deseja a pureza sexual até o casamento. Santidade é para os crentes de todos os tempos. Não se deixe enganar pelas filosofias malignas da nossa sociedade (Rm 12.2). Não tenha medo de dizer: “Eu creio na castidade”.

I. E POSSÍVEL SER CASTO EM MEIO A UMA GERAÇÃO CORROMPIDA

1. O que é a castidade? Castidade é um estado de pureza. É uma atitude que a pessoa toma em relação à preservação do seu corpo no tocante a uma prática sexual indevida. É uma virtude que está associada à sexualidade, e não apenas ao ato sexual. É a abstenção de prazeres carnais, sexuais, e de tudo que a eles se refere.
Você pode estranhar, mas a castidade aos olhos de Deus é tão importante que é recomendada até para as pessoas casadas. Para os casais? Sim! Castidade para os cônjuges não significa abstinência sexual, como é para os solteiros, e sim fidelidade, temor, respeito e pureza no relacionamento conjugal. Os casados não estão autorizados por Deus a ter uma vida desregrada sexualmente (infidelidade), pois atrairão para si o juízo divino (Hb 13.4). Observe que a castidade, então, é uma forma de viver, preservando-se de atos sexuais condenados por Deus e demonstrando amor para com o próprio corpo e mente.
Castidade é diferente de virgindade, pois mesmo uma pessoa que tenha tido uma vida sexual ativa antes de conhecer a Jesus como seu Salvador, depois da conversão pode se tornar casta. Muitos jovens chegam à igreja e se convertem depois de terem vários tipos de relacionamentos, mas se esse jovem, pela fé, entendeu que o melhor caminho é a abstinência sexual até que se case, ele será um jovem casto. Muitos jovens se tornam castos depois da conversão, pois como nova criatura, estão buscando guardar seu corpo e mente para um compromisso futuro, segundo os padrões divinos.
2. Um mundo dominado pela sensualidade. Nossa sociedade está impregnada de mensagens voltadas para o sexo. Na mídia, vemos um forte apelo sexual. Não é raro ver mulheres expondo o corpo em novelas, filmes e comerciais de TV. Existe um clamor da sociedade, corrompida pelo pecado, para que os jovens e adolescentes pratiquem sexo antes do casamento. Muitos erradamente afirmam que tal prática pode evidenciar se o casal vai se adaptar ou não sexualmente depois de se casarem. Em todos esses artifícios vemos a falta de temor a Deus e a desobediência aos ensinos divinos.
3. O que move as pessoas à prática do sexo fora do casamento? Existem diversos fatores que podem explicar o motivo de alguns jovens buscarem a satisfação sexual a todo custo. Vejamos alguns:
a) Baixa autoestima. A pessoa se envolve em vários relacionamentos sexuais na tentativa de sentir-se bem consigo mesma. Tomemos como exemplo a mulher samaritana. Ela buscava preencher o vazio de sua alma tendo relacionamentos com homens, inclusive um casado (Jo 4.17,18).
b) Falta de aceitação dos pais. Muitos pais não demonstram amor e aceitação por seus filhos. Os filhos crescem e passam a buscar na prática sexual fora do casamento a aceitação e o afeto que não recebem no lar. Talvez seus pais não tenham demonstrado seu amor da forma que você gostaria, mas saiba que temos um Pai Celeste que nos ama e deseja curar as nossas carências e feridas emocionais.
c) A pressão exercida pelas amizades. Muitos jovens caem na prática pecaminosa do sexo antes do casamento, apenas por que todos os seus amigos e amigas o fazem também. Muitos são conduzidos ao pecado por medo de perder a pessoa que tanto amam. Em geral, isso tende a acontecer com as moças, que por receio de perderem um “grande amor”, acabam cedendo à pressão de fazer sexo. Não se deixe enganar. Quem ama sabe esperar. O verdadeiro amor não busca somente os seus interesses.


Pense!

Até que ponto a castidade e a pureza são importantes aos olhos de Deus, e o quanto são desnecessárias aos olhos do mundo?


Ponto Importante

Em Cantares de Salomão, o amor conjugal é descrito de forma pura e maravilhosa, pois o ato sexual é para o casamento.


II. POR QUE ESPERAR ATÉ O CASAMENTO (1Ts 4.3; 2Tm 2.22)

1. Deus condena a prostituição. O autor da Carta aos Hebreus diz: “Venerado entre todos seja o matrimônio e o leito sem mácula, mas aos adúlteros e aos que se dão à prostituição, Deus os julgará” (Hb 13.4). Muitos, erroneamente, acreditam que prostituição ocorre somente quando uma pessoa paga ou recebe dinheiro para fazer sexo. Porém, aos olhos de Deus, quando um jovem solteiro mantém um relacionamento sexual, está se prostituindo e seu relacionamento está manchado. O sexo entre pessoas solteiras é chamado fornicação. Na Bíblia, tal prática é tida como uma impureza sexual. Quem se entrega a tal prática não herdará a vida eterna (Ap 21.8).
2. Deus valoriza a castidade. Quando Deus nos diz que devemos nos resguardar sexualmente até o casamento não planeja nos punir ou castigar. Na verdade, Ele está nos poupando de problemas físicos e emocionais advindos de uma sexualidade precoce. A ordem divina não apenas nos poupa desses problemas, mas igualmente de doenças sexualmente transmissíveis e de planos frustrados, como deixar de concluir os estudos por força de uma gravidez fora de hora e as responsabilidades da maternidade e paternidade não planejados. Portanto, vale a pena esperar em Deus e ter uma vida casta.
A castidade não é apenas a abstinência do ato sexual, mas sim uma forma de agir, pensar e de conviver com outras pessoas. Uma pessoa casta policia seus pensamentos, a forma como se veste, como fala e como se relaciona com o próximo, para não despertar desejos sexuais indevidos em outras pessoas. O jovem e a jovem que temem a Deus não devem despertar desejos sexuais que não poderão ser satisfeitos fora do casamento. Castidade é mais que abstinência do sexo; é um estilo de vida que demonstra respeito não apenas a Deus, mas também por si mesmo, para que seu corpo não seja visto como um objeto a ser descartado depois de ter dado prazer a alguém.
3. Não precisamos ceder à cultura do mundo. A cultura de nossos dias ensina que a vida sexual antes do casamento é benéfica, e que se uma pessoa não está satisfeita com seu namorado, pode buscar o prazer com outra pessoa. Esse é um pensamento satânico e fere o princípio dado por Deus sobre o homem e a mulher serem um por meio do casamento. Paulo diz que se um homem se junta com uma prostituta, faz-se um só corpo com ela (1Co 6.16). Seja solteiro(a), seja casado(a), se um homem ou mulher busca o prazer sexual fora dos limites ordenados por Deus, não pode esperar ser abençoado(a) por Ele nessa área.


Pense!

A Bíblia diz que Deus juLga aqueLes que abusam do sexo. Essa advertência não é um indício de que Deus valoriza o sexo dentro dos limites que Ele mesmo prescreveu?


Ponto Importante

O jovem cristão deve ser puro para que tenha a bênção de Deus.


III. O QUE FAZER QUANDO SE TOMAM DECISÕES PRECIPITADAS (Mt 5.28; 1Jo 1.9; 1Jo 1.7)

1. Arrependa-se. O pecado sexual traz graves consequências, mesmo que não sejam sentidas de imediato. Alguém sempre sai ferido quando há uma relação sexual ilícita ou fora do casamento.
2. Afaste-se do pecado. Seja vigilante, resista à tentação sexual. Deus perdoa os nossos pecados por causa de sua fidelidade, mas o pecado sexual tem a tendência de perseguir aqueles que uma vez já cederam aos seus desejos (1Jo 1.9). Por isso é tão importante que você corte os vínculos com qualquer situação que o exponha a essa prática, ou certamente entraremos em um círculo vicioso de pecado, arrependimento e busca pelo perdão divino. Não se esqueça que é importante, na busca do perdão de Deus, confessar o pecado e abandoná-lo: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13).
3. Obedeça a Deus. Quando nos guardamos sexualmente até o casamento, estamos obedecendo a Deus no tocante à pureza do nosso corpo. O que recebemos em troca por manter nosso corpo e mente puros? Somos honrados por Deus. O Senhor tem um compromisso com aqueles que o honram e obedecem aos seus mandamentos. Mais que apenas conhecer a Deus, Ele valoriza a obediência aos seus preceitos.
Não adianta conhecer a Deus e desprezar suas orientações. Os dois filhos de Eli eram sacerdotes, mas desprezaram seu ministério e pecaram gravemente contra Deus, inclusive tendo relações sexuais com diversas mulheres (1Sm 2.22), e Deus disse a Eli que os julgaria, pois “aos que me honram honrarei, porém os que me desprezam serão envilecidos” (1Sm 2.30). Portanto, não tenha dúvidas de que Deus honra aqueles que o honram e obedecem aos seus mandamentos.
Há pessoas que já tiveram relações sexuais antes de conhecerem a Jesus. O que essas pessoas devem fazer? Elas devem se guardar da prática sexual até o casamento. Todos estão sujeitos a errar, mas persistir no erro é tolice.


Pense!

Se uma pessoa já experimentou o sexo de forma indevida e busca em Deus o perdão e a restauração, que garantia tem de que será restaurada e que requisitos são exigidos dela?


Ponto Importante

Um sacerdote só poderia se casar com uma jovem pura (Lv 21.13).


CONCLUSÃO

O sexo é uma bênção de Deus, a fim de que o homem e a mulher tenham satisfação e possam procriar. Entretanto, o sexo exige responsabilidade e compromisso que apenas o casamento proporciona. Qualquer prática sexual fora do matrimônio, seja para solteiros, seja para casados, corrompe o que o sexo tem de bom e atrai o julgamento de Deus. Portanto, guarde-se dessa prática e espere que Deus conduza você a um casamento abençoado e a uma vida sexual dentro dos padrões divinos.

ESTANTE DO PROFESSOR

GOWER, Raph. Novo Manual dos Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos.
MCDOWELL, Josh. Verdade Nua & Crua: Amor, Sexo e Relacionamento.
TENNEY, Merril C. Tempos do Novo Testamento.

HORA DA REVISÃO

1. A castidade, como virtude, está associada a quê?
A um estado de pureza. É uma atitude que a pessoa toma em relação à preservação do seu corpo no tocante a uma prática sexual indevida. É uma virtude que está associada à sexualidade, e não apenas ao ato sexual. É a abstenção de prazeres carnais, sexuais e de tudo que a eles se refere.

2. A castidade como virtude é apenas para as pessoas solteiras?
Ela também é para os casados. Castidade para os cônjuges significa fidelidade, temor, respeito e pureza no relacionamento conjugal. Os casados não estão autorizados por Deus a ter uma vida desregrada sexualmente (infidelidade), pois atrairão para si o juízo divino (Hb 13.4)

3. Cite dois fatores que levam uma pessoa a praticar o sexo antes do casamento?
Baixa autoestima, falta de aceitação dos pais e a pressão exercida pelas amizades.

4. O que Deus faz com aqueles que o honram?
A castidade não é apenas a abstinência do ato sexual, mas sim uma forma de agir, pensar e de conviver com outras pessoas.

5. A castidade é apenas a abstinência do ato sexual?
A castidade não é apenas a abstinência do ato sexual, mas sim uma forma de agir. pensar e de conviver com outras pessoas.

SUBSÍDIO


“Virgem é quem não teve relação sexual. Essa palavra corresponde à tradução de duas palavras hebraicas do AT e uma grega no NT: (1) A palavra hebraica btula, ‘virgem’, também é usada figuradamente para nações e nomes de lugares. (2) A palavra hebraica alma, ‘mulher jovem, virgem’ é a forma feminina de elem, ‘homem jovem’. Quanto à questão muito discutida se a palavra sempre significa apenas virgem, a etimologia nada oferece que possa ajudar, e mesmo seu uso não é totalmente determinante neste caso. Entretanto, podemos dizer corretamente que ela se aplica somente a mulheres solteiras, (3) A palavra grega parthenos, ‘virgem’, foi empregada na tradução da LXX de Isaias 7.14 e está na citação de Mateus 1.23. Ela também foi usada para descrever Maria em Lucas 1.27, as filhas de Filipe (At 21.9) e aqueles que formam a noiva de Cristo (2Co 11.2).
A virgindade da noiva era especialmente importante para os israelitas antes do casamento (Lv 21.13; Dt 22.13-21). Portanto, o noivo podia exigir uma prova da virgindade antes da consumação do casamento. Os pais da noiva teriam, então, que exibir provas dessa ‘virgindade’ (em hebraico btulim), provavelmente alguma de suas vestes manchadas com sangue menstrual para provar que não estava grávida. O crime seria ter tido uma relação sexual com um terceiro quando já estava comprometida, porém ainda vivendo com seus pais. Por outro lado, a infecundidade era considerada tamanha desgraça, que poderia ser comparável à morte antes do casamento (Jz 11.37,38)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 7ª Edição. RJ: CPAD, 2010, pp.2022-23).


Caro professor, “o que são estilos de aprendizagem? Estilo de aprendizagem é o meio pelo qual a pessoa vê ou percebe melhor as ideias e, então, transforma-as e leva a efeito o que observou.

A educadora Bernice McCarthy identifica quatro estilos básicos: Interativo, Analítico, Pragmático e Dinâmico. Nenhum destes se encaixará perfeitamente em um aluno. (Assim como Deus não usou somente quatro tipos de narizes em nossos rostos, Ele não criou somente quatro padrões mentais). Todos nós somos mistura dos quatro estilos, mas a maioria sentirá que há um em que se enquadra melhor. Para alguns alunos, um estilo será tão predominante que eles não aprenderão se este for deixado de fora dos nossos planos de ensino” (LEFEVER, Marlene. Estilos de Aprendizagem: Como Alcançar cada um que Deus lhe Confiou para Ensinar. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2005, pp.14,17).

Lições Bíblicas CPAD
Jovens   1º Trimestre de 2015

Título: Eu Creio — Revelando ao mundo suas convicções cristãs
Comentarista: Alexandre Claudino Coelho


Lição 5: Eu creio na pureza e na castidade
Data: 1º de Fevereiro de 2015

TEXTO DO DIA

Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará (Hb 13.4).

SÍNTESE

A sexualidade é uma dádiva divina, porém o ato sexual é apenas para o casamento.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA
Abstenha-se da prostituição (1Ts 4.3-5)


TERÇA
Fuja dos desejos da mocidade (2Tm 2.22)


QUARTA
O prazer sexual lícito (Pv 5.18)


QUINTA
Não viver abrasado (1Co 7.9)


SEXTA
A mente como a fonte dos desejos errados (Mt 5.28)


SÁBADO
Santidade em todas as áreas da vida (1Pe 1.16)

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·        CONSCIENTIZAR-SE de que é possível ser casto em meio a uma geração corrompida.
·        COMPREENDER por que é preciso esperar até o casamento para ter um relacionamento mais íntimo.
·        RECONHECER o que é preciso fazer quando se tomam decisões precipitadas e erradas.

INTERAÇÃO

Caro professor, na lição de hoje teremos a oportunidade ímpar de estudar a respeito da castidade e da pureza sexual. Como jovens cristãos, nossos alunos não podem seguir os padrões deste mundo que é regido pelo mal, contudo devem ser “sal” e “luz” fora do saleiro, em todas as áreas. Ore por seus alunos, ensine a Palavra a fim de que eles nunca tenham vergonha de declarar e assumir, publicamente, que estão esperando até o casamento para ter um relacionamento sexual. Ser casto não é ser retrógrado, mas é fazer a diferença. Assim, aproveite esta aula para conscientizá-los de que ser puro é uma escolha pessoal, destacando a importância de tal atitude para o Reino de Deus.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, para desenvolver o primeiro tópico da lição, escreva no quadro a palavra castidade. Em seguida, pergunte aos alunos o que vem à mente deles quando ouvem essa palavra. À medida que forem falando, vá relacionando as palavras no quadro. Em seguida, faça a seguinte indagação: “Pode uma pessoa que não é mais virgem se tornar casta?”. Ouça os alunos com atenção. Depois, escreva no quadro o conceito de castidade. Explique que mesmo um jovem ou uma jovem que antes de se converter a Jesus Cristo tenha perdido a sua virgindade pode tomar a decisão de ser casto, puro até o casamento. Errar é humano, mas persistir no erro é falta de inteligência e de temor a Deus. Logo após peça que leiam Apocalipse 21.8. Diga que os “fornicadores” são aqueles que mantêm um relacionamento sexual ainda solteiros. Mostre que a falta de pureza antes do casamento é algo muito sério, pois pode levar uma pessoa ao inferno.

TEXTO BÍBLICO

1 Coríntios 6.15-20.

15 - Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo e fá-los-ei membros de uma meretriz? Não, por certo.
16 - Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne.
17 - Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito.
18 - Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo.
19 - Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?
20 - Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos a respeito da pureza e da castidade. Analisaremos a importância de nos guardarmos sexualmente para o casamento. Veremos também que a prática sexual só é abençoada por Deus quando realizada dentro dos propósitos divinos, ou seja, no casamento. Na sociedade atual, tratar a respeito deste assunto pode parecer algo ultrapassado, porém como cristãos não podemos negar a nossa crença de que Deus deseja a pureza sexual até o casamento. Santidade é para os crentes de todos os tempos. Não se deixe enganar pelas filosofias malignas da nossa sociedade (Rm 12.2). Não tenha medo de dizer: “Eu creio na castidade”.

I. E POSSÍVEL SER CASTO EM MEIO A UMA GERAÇÃO CORROMPIDA

1. O que é a castidade? Castidade é um estado de pureza. É uma atitude que a pessoa toma em relação à preservação do seu corpo no tocante a uma prática sexual indevida. É uma virtude que está associada à sexualidade, e não apenas ao ato sexual. É a abstenção de prazeres carnais, sexuais, e de tudo que a eles se refere.
Você pode estranhar, mas a castidade aos olhos de Deus é tão importante que é recomendada até para as pessoas casadas. Para os casais? Sim! Castidade para os cônjuges não significa abstinência sexual, como é para os solteiros, e sim fidelidade, temor, respeito e pureza no relacionamento conjugal. Os casados não estão autorizados por Deus a ter uma vida desregrada sexualmente (infidelidade), pois atrairão para si o juízo divino (Hb 13.4). Observe que a castidade, então, é uma forma de viver, preservando-se de atos sexuais condenados por Deus e demonstrando amor para com o próprio corpo e mente.
Castidade é diferente de virgindade, pois mesmo uma pessoa que tenha tido uma vida sexual ativa antes de conhecer a Jesus como seu Salvador, depois da conversão pode se tornar casta. Muitos jovens chegam à igreja e se convertem depois de terem vários tipos de relacionamentos, mas se esse jovem, pela fé, entendeu que o melhor caminho é a abstinência sexual até que se case, ele será um jovem casto. Muitos jovens se tornam castos depois da conversão, pois como nova criatura, estão buscando guardar seu corpo e mente para um compromisso futuro, segundo os padrões divinos.
2. Um mundo dominado pela sensualidade. Nossa sociedade está impregnada de mensagens voltadas para o sexo. Na mídia, vemos um forte apelo sexual. Não é raro ver mulheres expondo o corpo em novelas, filmes e comerciais de TV. Existe um clamor da sociedade, corrompida pelo pecado, para que os jovens e adolescentes pratiquem sexo antes do casamento. Muitos erradamente afirmam que tal prática pode evidenciar se o casal vai se adaptar ou não sexualmente depois de se casarem. Em todos esses artifícios vemos a falta de temor a Deus e a desobediência aos ensinos divinos.
3. O que move as pessoas à prática do sexo fora do casamento? Existem diversos fatores que podem explicar o motivo de alguns jovens buscarem a satisfação sexual a todo custo. Vejamos alguns:
a) Baixa autoestima. A pessoa se envolve em vários relacionamentos sexuais na tentativa de sentir-se bem consigo mesma. Tomemos como exemplo a mulher samaritana. Ela buscava preencher o vazio de sua alma tendo relacionamentos com homens, inclusive um casado (Jo 4.17,18).
b) Falta de aceitação dos pais. Muitos pais não demonstram amor e aceitação por seus filhos. Os filhos crescem e passam a buscar na prática sexual fora do casamento a aceitação e o afeto que não recebem no lar. Talvez seus pais não tenham demonstrado seu amor da forma que você gostaria, mas saiba que temos um Pai Celeste que nos ama e deseja curar as nossas carências e feridas emocionais.
c) A pressão exercida pelas amizades. Muitos jovens caem na prática pecaminosa do sexo antes do casamento, apenas por que todos os seus amigos e amigas o fazem também. Muitos são conduzidos ao pecado por medo de perder a pessoa que tanto amam. Em geral, isso tende a acontecer com as moças, que por receio de perderem um “grande amor”, acabam cedendo à pressão de fazer sexo. Não se deixe enganar. Quem ama sabe esperar. O verdadeiro amor não busca somente os seus interesses.


Pense!

Até que ponto a castidade e a pureza são importantes aos olhos de Deus, e o quanto são desnecessárias aos olhos do mundo?


Ponto Importante

Em Cantares de Salomão, o amor conjugal é descrito de forma pura e maravilhosa, pois o ato sexual é para o casamento.


II. POR QUE ESPERAR ATÉ O CASAMENTO (1Ts 4.3; 2Tm 2.22)

1. Deus condena a prostituição. O autor da Carta aos Hebreus diz: “Venerado entre todos seja o matrimônio e o leito sem mácula, mas aos adúlteros e aos que se dão à prostituição, Deus os julgará” (Hb 13.4). Muitos, erroneamente, acreditam que prostituição ocorre somente quando uma pessoa paga ou recebe dinheiro para fazer sexo. Porém, aos olhos de Deus, quando um jovem solteiro mantém um relacionamento sexual, está se prostituindo e seu relacionamento está manchado. O sexo entre pessoas solteiras é chamado fornicação. Na Bíblia, tal prática é tida como uma impureza sexual. Quem se entrega a tal prática não herdará a vida eterna (Ap 21.8).
2. Deus valoriza a castidade. Quando Deus nos diz que devemos nos resguardar sexualmente até o casamento não planeja nos punir ou castigar. Na verdade, Ele está nos poupando de problemas físicos e emocionais advindos de uma sexualidade precoce. A ordem divina não apenas nos poupa desses problemas, mas igualmente de doenças sexualmente transmissíveis e de planos frustrados, como deixar de concluir os estudos por força de uma gravidez fora de hora e as responsabilidades da maternidade e paternidade não planejados. Portanto, vale a pena esperar em Deus e ter uma vida casta.
A castidade não é apenas a abstinência do ato sexual, mas sim uma forma de agir, pensar e de conviver com outras pessoas. Uma pessoa casta policia seus pensamentos, a forma como se veste, como fala e como se relaciona com o próximo, para não despertar desejos sexuais indevidos em outras pessoas. O jovem e a jovem que temem a Deus não devem despertar desejos sexuais que não poderão ser satisfeitos fora do casamento. Castidade é mais que abstinência do sexo; é um estilo de vida que demonstra respeito não apenas a Deus, mas também por si mesmo, para que seu corpo não seja visto como um objeto a ser descartado depois de ter dado prazer a alguém.
3. Não precisamos ceder à cultura do mundo. A cultura de nossos dias ensina que a vida sexual antes do casamento é benéfica, e que se uma pessoa não está satisfeita com seu namorado, pode buscar o prazer com outra pessoa. Esse é um pensamento satânico e fere o princípio dado por Deus sobre o homem e a mulher serem um por meio do casamento. Paulo diz que se um homem se junta com uma prostituta, faz-se um só corpo com ela (1Co 6.16). Seja solteiro(a), seja casado(a), se um homem ou mulher busca o prazer sexual fora dos limites ordenados por Deus, não pode esperar ser abençoado(a) por Ele nessa área.


Pense!

A Bíblia diz que Deus juLga aqueLes que abusam do sexo. Essa advertência não é um indício de que Deus valoriza o sexo dentro dos limites que Ele mesmo prescreveu?


Ponto Importante

O jovem cristão deve ser puro para que tenha a bênção de Deus.


III. O QUE FAZER QUANDO SE TOMAM DECISÕES PRECIPITADAS (Mt 5.28; 1Jo 1.9; 1Jo 1.7)

1. Arrependa-se. O pecado sexual traz graves consequências, mesmo que não sejam sentidas de imediato. Alguém sempre sai ferido quando há uma relação sexual ilícita ou fora do casamento.
2. Afaste-se do pecado. Seja vigilante, resista à tentação sexual. Deus perdoa os nossos pecados por causa de sua fidelidade, mas o pecado sexual tem a tendência de perseguir aqueles que uma vez já cederam aos seus desejos (1Jo 1.9). Por isso é tão importante que você corte os vínculos com qualquer situação que o exponha a essa prática, ou certamente entraremos em um círculo vicioso de pecado, arrependimento e busca pelo perdão divino. Não se esqueça que é importante, na busca do perdão de Deus, confessar o pecado e abandoná-lo: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13).
3. Obedeça a Deus. Quando nos guardamos sexualmente até o casamento, estamos obedecendo a Deus no tocante à pureza do nosso corpo. O que recebemos em troca por manter nosso corpo e mente puros? Somos honrados por Deus. O Senhor tem um compromisso com aqueles que o honram e obedecem aos seus mandamentos. Mais que apenas conhecer a Deus, Ele valoriza a obediência aos seus preceitos.
Não adianta conhecer a Deus e desprezar suas orientações. Os dois filhos de Eli eram sacerdotes, mas desprezaram seu ministério e pecaram gravemente contra Deus, inclusive tendo relações sexuais com diversas mulheres (1Sm 2.22), e Deus disse a Eli que os julgaria, pois “aos que me honram honrarei, porém os que me desprezam serão envilecidos” (1Sm 2.30). Portanto, não tenha dúvidas de que Deus honra aqueles que o honram e obedecem aos seus mandamentos.
Há pessoas que já tiveram relações sexuais antes de conhecerem a Jesus. O que essas pessoas devem fazer? Elas devem se guardar da prática sexual até o casamento. Todos estão sujeitos a errar, mas persistir no erro é tolice.


Pense!

Se uma pessoa já experimentou o sexo de forma indevida e busca em Deus o perdão e a restauração, que garantia tem de que será restaurada e que requisitos são exigidos dela?


Ponto Importante

Um sacerdote só poderia se casar com uma jovem pura (Lv 21.13).


CONCLUSÃO

O sexo é uma bênção de Deus, a fim de que o homem e a mulher tenham satisfação e possam procriar. Entretanto, o sexo exige responsabilidade e compromisso que apenas o casamento proporciona. Qualquer prática sexual fora do matrimônio, seja para solteiros, seja para casados, corrompe o que o sexo tem de bom e atrai o julgamento de Deus. Portanto, guarde-se dessa prática e espere que Deus conduza você a um casamento abençoado e a uma vida sexual dentro dos padrões divinos.

ESTANTE DO PROFESSOR

GOWER, Raph. Novo Manual dos Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos.
MCDOWELL, Josh.
 Verdade Nua & Crua: Amor, Sexo e Relacionamento.
TENNEY, Merril C.
 Tempos do Novo Testamento.

HORA DA REVISÃO

1. A castidade, como virtude, está associada a quê?
A um estado de pureza. É uma atitude que a pessoa toma em relação à preservação do seu corpo no tocante a uma prática sexual indevida. É uma virtude que está associada à sexualidade, e não apenas ao ato sexual. É a abstenção de prazeres carnais, sexuais e de tudo que a eles se refere.

2. A castidade como virtude é apenas para as pessoas solteiras?
Ela também é para os casados. Castidade para os cônjuges significa fidelidade, temor, respeito e pureza no relacionamento conjugal. Os casados não estão autorizados por Deus a ter uma vida desregrada sexualmente (infidelidade), pois atrairão para si o juízo divino (Hb 13.4)

3. Cite dois fatores que levam uma pessoa a praticar o sexo antes do casamento?
Baixa autoestima, falta de aceitação dos pais e a pressão exercida pelas amizades.

4. O que Deus faz com aqueles que o honram?
A castidade não é apenas a abstinência do ato sexual, mas sim uma forma de agir, pensar e de conviver com outras pessoas.

5. A castidade é apenas a abstinência do ato sexual?
A castidade não é apenas a abstinência do ato sexual, mas sim uma forma de agir. pensar e de conviver com outras pessoas.

SUBSÍDIO


“Virgem é quem não teve relação sexual. Essa palavra corresponde à tradução de duas palavras hebraicas do AT e uma grega no NT: (1) A palavra hebraica btula, ‘virgem’, também é usada figuradamente para nações e nomes de lugares. (2) A palavra hebraica alma, ‘mulher jovem, virgem’ é a forma feminina de elem, ‘homem jovem’. Quanto à questão muito discutida se a palavra sempre significa apenas virgem, a etimologia nada oferece que possa ajudar, e mesmo seu uso não é totalmente determinante neste caso. Entretanto, podemos dizer corretamente que ela se aplica somente a mulheres solteiras, (3) A palavra grega parthenos, ‘virgem’, foi empregada na tradução da LXX de Isaias 7.14 e está na citação de Mateus 1.23. Ela também foi usada para descrever Maria em Lucas 1.27, as filhas de Filipe (At 21.9) e aqueles que formam a noiva de Cristo (2Co 11.2).
A virgindade da noiva era especialmente importante para os israelitas antes do casamento (Lv 21.13; Dt 22.13-21). Portanto, o noivo podia exigir uma prova da virgindade antes da consumação do casamento. Os pais da noiva teriam, então, que exibir provas dessa ‘virgindade’ (em hebraico btulim), provavelmente alguma de suas vestes manchadas com sangue menstrual para provar que não estava grávida. O crime seria ter tido uma relação sexual com um terceiro quando já estava comprometida, porém ainda vivendo com seus pais. Por outro lado, a infecundidade era considerada tamanha desgraça, que poderia ser comparável à morte antes do casamento (Jz 11.37,38)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 7ª Edição. RJ: CPAD, 2010, pp.2022-23).


Caro professor, “o que são estilos de aprendizagem? Estilo de aprendizagem é o meio pelo qual a pessoa vê ou percebe melhor as ideias e, então, transforma-as e leva a efeito o que observou.

A educadora Bernice McCarthy identifica quatro estilos básicos: Interativo, Analítico, Pragmático e Dinâmico. Nenhum destes se encaixará perfeitamente em um aluno. (Assim como Deus não usou somente quatro tipos de narizes em nossos rostos, Ele não criou somente quatro padrões mentais). Todos nós somos mistura dos quatro estilos, mas a maioria sentirá que há um em que se enquadra melhor. Para alguns alunos, um estilo será tão predominante que eles não aprenderão se este for deixado de fora dos nossos planos de ensino” (LEFEVER, Marlene. Estilos de Aprendizagem: Como Alcançar cada um que Deus lhe Confiou para Ensinar. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2005, pp.14,17).



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