sábado, 30 de agosto de 2014

O QUÉ EDUCAÇÃO CRISTÃO

                                 

                           O que é Educação Cristã?

Existe uma educação que "forma", "molda", "controla", "acomoda" e outra que liberta, incita a auto-iniciativa, o autocontrole, a auto avaliação – "examine-se, pois, o homem a si mesmo" (1 Co 11.28). É uma educação que abre os sentidos para a vida e para o próximo, calcada no respeito.

1. O conceito – Etimologicamente, a palavra educação se origina da forma verbal latina ducare (conduzir para fora). Significa que educação é uma atividade sistemática e contínua, cujo objetivo é promover mudanças no indivíduo (2 Tm 2.24-26).
A obra da educação é desenvolver uma consciência crítica, ou seja, aquela que examina os fatos com profundidade, que busca os princípios causais autênticos. É livre de preconceitos e assume responsabilidade. Aceita o diálogo novo, assim como o velho, na medida em que são válidos (Jo. 4.6-30).

2. A fundamentação - O principal fundamento da educação cristã é as Sagradas Escrituras que são inspirada, inerrante e infalível Palavra de Deus. Devemos estar preparados para defender suas bases e impedir que ideologias não genuínas venham a contaminar o santo magistério legado por nosso Senhor Jesus Cristo (Ef. 4.13-15; 2 Tm
A Importância da Educação Cristã.

II – OS OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ
Sem alvos definidos o educador não poderá chegar a lugar nenhum, seus ouvintes ficarão mais confusos do que estavam antes de ouvi-lo. Jesus estabeleceu o seu alvo para a humanidade: "eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância" (Jo. 10.10). Todo educador precisa conhecer a meta que dará sentido aos seus esforços.

1. O que pretendo ensinar aos meus ouvintes - Um observador curioso perguntou a um famoso escultor, para que servia aquela grande pedra de argila. Ouviu a seguinte resposta: "Isto não é uma pedra de argila é um santo". Certamente o escultor tinha um alvo pré estabelecido, ou seja, esculpir a imagem de um "santo". Em sua mente havia um projeto o qual ele pretendia levar a cabo.

Jesus disse que "Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus" (Lc. 9.62). A mesma idéia implementou Paulo, ao afirmar: "Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cisto Jesus" (Fp. 3.14). Por estes e outros exemplos nas Escrituras, cremos que sem estabelecer uma meta, não conseguiremos grandes coisas. A educação cristã não pode ser conduzida na base do oba oba. A vida cristã é constituída de alvos, portanto, precisamos conhecer o que é que a Bíblia fala sobre eles, a fim de que possamos ensiná-los.

2. Como vou ensinar de modo a tingir o alvo - A Igreja precisa se empenhar num objetivo só. A maneira como alguns querem conduzir o ensino não favorece o aprendizado e o desenvolvimento necessários estabelecidos por Deus. Podemos comparar este tipo de ensino ao que diz Paulo "vento de doutrina" (Ef. 4.14). Alguns querem fazer das atividades da Igreja, seu particular motivo de diversão. Assim temos: "Culto de louvorzão", "terapia do amor", "festival gospel", etc. Enquanto fazemos cultos para nossos gostos, como atingiremos o alvo estabelecido por Deus? "Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não batendo no ar" (1 Co 9.26).
A educação cristã precisa ser levada a sério, tanto por quem ensina, como por quem aprende.

3. Por que vou ensinar – Porque temos uma grande obra a realizar. Antes de subir ao púlpito, ou de se pôr à frente de um grupo para ensinar, o educador deve orar a Deus, pedindo que lhe revele o seu propósito para a Igreja. A matéria deve ser bem laborada.
O cristão, uma vez consciente da tarefa educacional, sentirá no seu coração o mesmo que sentiu Paulo pela vida de seus discípulos: "Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós" (Gl. 4.19).

III – OS COMPROMISSOS DA IGREJA COM A EDUCAÇÃO CRISTÃ

Em vista da nossa grande responsabilidade; porque a quem muito foi dado muito será cobrado, e considerando a infalibilidade da Palavra de Deus, 
a nossa vocação, a urgência nestes últimos dias em que se proliferam as heresias, devemos firmar compromisso perante Deus, com o ministério de Educação Cristã:

1. Fundamentar todo o ensino, em todas as suas formas, na doutrina bíblica;

2. Ter sempre a direção do Senhor Jesus Cristo como o Mestre dos mestres por excelência;

3. Repudiar toda e qualquer tentação de negociar a ortodoxia bíblica ou de substitui-la, aumentá-la ou diminuí-la (Ap. 22.18,19);

4. Combater as heresias, não as religiões ou seus seguidores, através das Escrituras e não de argumentos humanos;

5. Abominar o relativismo moral, ensinando de maneira clara as verdades absolutas da Bíblia: O certo é certo e o errado é errado (Is. 5.20);

6. Ensinar de igual modo responsável: As crianças, os jovens, os adultos e os idosos; crentes e não crentes;

7. Utilizar todos os recursos da pedagogia e da didática, com toda a sua modernidade, contudo, não esquecer, que a Palavra de Deus é imutável.


Fonte:ensinador cristao

TENTAÇÕES DO MAGISTÉRIO CRISTÃO
A pregação do Evangelho é a ponta de lançã do movimento pentecostal. Vidas dinamizadas pela chama do Espírito Santo anunciam com desenvoltura as Boas-Novas, e milhares de pessoas são transformadas, experimentando o milagre do novo nascimento.
Isto é muito bom e louvável. Damos graças a Deus pelos movimentos evangelísticos em nossas igrejas, só não podemos esquecer que o mesmo Senhor que ordenou ” Ide e pregai ” ( Mc 16.15 ), disse também: ” Ide e ensinai a todas as nações”(Mt.28.19-20 ).
O magistério cristão é a base fundamental para o movimento do saber teológico. Ele tem alavancado o conhecimento e fortalecidos os pilares doutrinários da fé cristã. Tem dado uma nova dinâmica metodológica no ensino da Palavra de Deus. Temos um credo alicerçado na Palavra, que no decorrer dos anos, vem reprovando as heresias e mantendo a sua trajetória ao produzir santas e irrefutáveis convicções. Isso graças ao desenvolvimento do magistério cristão, que continua na busca incessante do conhecimento sistemático da Palavra.
È bom de falarmos de evangelismo , missões, ensino da Palavra, é algo que realmente nos emociona, pois está no sangue do verdadeiro cristão. Mas , como em toda jornada aparecem as pedras no meio do caminho, no magistério cristão não é diferente, as tentações aparecem de várias maneiras. Vejamos algumas delas.
Soberba:De acordo com o dicionário Aurélio, soberba significa orgulho excessivo; arrogância. O soberbo é aquele que acha estar acima dos demais. É orgulhoso ao extremo, tornando-se arrogante, auto-suficiente. Ele diz: ” Eu é que sei, sou o melhor professor “. Entretanto, vale lembrar as palavras de Walter B. Knight: ” Nunca olhe para ninguém de cima para baixo; somente Deus pode fazê-lo .”
Senso comum que uma pessoa pedante é insuportável. Todo bom discípulo jamais deve vangloriar-se do ministério que Deus lhe concedeu. No livro e provérbios encontramos citações evidentes desse comportamento: ” Quando o homem se orgulha de si mesmo, acaba sendo envergonhado. “, Pv 11.2 ( versão Bíblia Viva ) ” da soberba só provem a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria.”, Pv. 13.10; ” A soberba procede a ruína, e a altivez do espírito procede a queda.,”, Pv. 16.18.
Viva a vida com humildade. Deus resiste ao soberbos, más dá graças aos humildes (Tg 4.6 ) Faça a oração de Davi, expressa no Salmo 19.13: ” Também da soberba guarda o seu servo,
Para que se não assenhoreie de mim; então, serei sincero e ficarei limpo de grande transgressão.”
O ensinador cristão deve entender que o magistério é o seu ministério diante de Deus. Deve entender que é simplesmente canal de benção do conhecimento. Deus, em sua soberania, usa quem quiser. Para o professor manter o sucesso do seu ministério, precisa de humildade, que um braço da sabedoria.
Comodismo:Estive visitando um obreiro, um homem novo, calmo, superintrovertido, e notei que nada havia sido feito em sua igreja nestes últimos cinco anos, nem mesmo a pintura da fachada principal do templo. Fiquei angustiado e perguntei-lhe: ” Por que o senhor não faz um movimento nesta igreja para mudar esta situação?” Ele respondeu-me mansamente: ” Eu sou um obreiro conservador.”
Comodismo é uma das tentações do magistério cristão. É a atitude de quem atende, acima de tudo, à própria comodidade. É o tipo do professor desestimulado. Ele incorre no sério erro de faze a obra do Senhor relaxadamente. É diferente daquele que é diligente e que procura esmerar-se naquilo que faz.
Apostolo Paulo recomendou a Timóteo que fosse diligente para que o seu progresso estivesse manifesto a todos ( 1Tm 4.15 ). O sábio interroga: ” Viste um homem perito na sua obra? Perante reis será posto; não será posto perante os de baixa sorte”. Pv 22.29, Portanto, procure fazer o melhor para Deus. Nunca esqueça que a negligencia da vida cômoda não resulta em virtudes, todavia, a diligência dá origem a todas elas.
Na atual conjuntura, na era da automação, com o vasto desenvolvimento científico e tecnológico, é inadmissível que o ensinador cristão seja acomodado. O momento é de urgência. É essencial avançar. E para isso todos os meios didáticos possíveis deve ser usados para que se alcance, através do ensino da Palavra , o maior número de pessoas para o Reino de Deus. Nestes últimos momentos da igreja na terra, urge a necessidade de despertar, de ter bom ânimo. Deus tem algo mais para realizar através da vida daqueles que se dispõem a trabalhar com dinamismo.Todos que cumprem seu ministério co diligência, Deus os fazem prosperar.
Competição:É mais uma pedra no caminho. O ensinador deve estar atento. Seu magistério não é um jogo, mas uma vocação, um chamado divino.
A competição no magistério traz prejuízo para a obra Senhor. Dois ou mais ensinadores simultaneamente pretendem a mesma coisa. É neste ponto que começam as rivalidades, gerando deslealdade nos relacionamentos. Um professor compete com os outros professores para ver quem é o melhor. Até mesmo os próprios os alunos são ” usados “
Com perguntas que provocam discussões para saber quem é o melhor.
No evangelho de Marcos 9.33-37, a Bíblia mostra que os discípulos de Cristo ameaçaram cair na tentação da competitividade. Eles queria saber quem era o maior. Jesus, então, chamou uma criança, símbolo da simplicidade e humildade, e a colocou no meio deles, advertindo-os contra a grandeza e altivez. Mais adiante, no capítulo 10.15-16, Jesus afirma que aquele que não receber o reino de Deus como uma criança, de maneira nenhuma poderá entrar nele.
Em vez de querer ser o maior, deixe cristo aparecer na sua vida. Faça tudo para glória do nome do Senhor.
Cobiça:

A cobiça é outra tentação do magistério cristão. É característica preponderante daquele que é ávido pelo o que é de outrem. É um desejo imoderado. Um dos mandamentos da Carta Magna de Deus para o seu povo é: ” Não cobiçarás “, Ex 20.17. O salmista ora a Deus, pedindo-lhe que o livre desta tentação: ” Inclina o meu coração aos teus testemunhos e não à cobiça.”, SL 119.36.
Entre os males que tem permeado os ensinadores cristãos encontram -se a cobiça e a concupiscência. Apostolo Tiago diz que: ” Cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte”, ( Tg. 1. 14-15 ).
O cobiçoso é invejoso, não se contenta com o que tem, e muitas vezes usa o espaço da Palavra para derrubar o seu colega de magistério. Usa a lição como pedra para atirar contra outro, de quem está cobiçando o cargo.
O ensinador cobiçoso trás consigo um grande problema – é um verdadeiro semeador de contendas, que não está preocupado com os prejuízos que vai causar à Obra do Senhor. Para chegar ao cargo almejado, faz o que for preciso, não medindo conseqüências.
O professor deve entender que o seu magistério cristão é diferente do secular. Precisa da aprovação divina. O seu ensinar deve ser ungido, cheio da graça de Deus. Se o mestre entrar pelo caminho da cobiça, simplesmente o Espírito Santo se afastará, e a sua mensagem será de um formalista, sem a unção divina.
Ameaça e ciúme
Quando o ensinador sente o seu magistério por alguém que chegou de outro lugar e que, aparentemente tem maior conhecimento é tentado a pensar: “Este que acabou de chegar pode tomar o meu lugar”.A partir daí, surgem as retaliações e esse professor lança defeitos sobre o novo colega. O ciúme vem à tona e tudo o que ele puder fazer para impedir o desenvolvimento do irmão, fará.
Sentir-se sobre ameaça também traz problemas ao magistério. O professor querendo resguardar o seu espaço, começa a murmurar e até mesmo a denegrir a imagem do outro professor que, aparentemente, é o seu concorrente.
Isto ocorre quando falta a convicção da chamada de Deus, convicção de conhecimento e firmeza naquilo que sabe. Falta a simplicidade. Falta o exercício da Palavra de Deus que orienta a aprender uns com os outros e a considerar os outros superiores a si mesmo.
O professor deve entender que Deus o chamou para este ministério, e vai ajudá-lo até o fim. Quando aparecer alguém que, supostamente, seja uma ameaça ao seu magistério, não se preocupe, antes faça tudo para se chegar a essa pessoa e partilhar dos conhecimentos e experiências divinas.
Procure adequar os seus conhecimentos à nova realidade. Busque a convicção do que você é, e tenha humildade de continuar no ciclo ensino- aprendizagem.
Ao te sentires ameaçado, procure o diretor geral da ED, o Mestre dos mestres, e Ele te dirá que a seara é grande e há poucos trabalhadores.
Desmotivação
A falta de motivação contribui-se num grande inimigo do professor, pois o leva a subestimar a classe, desconsiderar a necessidade de crescimento intelectual e pontualidade, a definição de objetos e a sensibilidade para com a importância do ensino.
O professor não deve esperar motivações externas. Ele deve ter em si mesmo uma fonte motivadora, que o leve a traçar metas e a lutar para alcançá-las. O profeta Isaías declara no capítulo 44 versos 2 e 3: “Assim diz o SENHOR que te criou, e te formou desde o ventre, e que te ajudará: Não temas ó Jacó, servo meu, e tu, Jesurum, a quem escolhi. Porque derramarei água sobre o sedento, e rios sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha benção sobre os teus descendentes”.
Um professor que busca motivação nas fontes de Deus, transmitirá entusiasmo e estimulo aos seus alunos, produzindo um ambiente de muita criatividade e desenvolvimento.Polivalencia
A polivalência é um tanto prejudicial ao ensino. Ela impede o aprofundamento do professor nas disciplinas que leciona. A questão é que por falta de professores, alguns assumem várias disciplinas, mesmo sem terem o devido conhecimento para ministrá-las. Isso, no mínimo, vai produzir um ensino raso e e inconsistente, além do perigo de se deyurpar completamente o sentido de determinados assuntos. O professor cristão, assim como todo bom profissional, deve ter afinidade com aquilo que faz, conhecendo a fundo a sua tarefa.
Como evitar as tentações?
É urgente a necessidade de não deixar que tais tentações minem o ensini na Escola Dominical. Assim, relacionamos algumas formas de evitá-las:
Oração
A oração é a chave do dia e o ferrolho da noite. É a comunhão da alma de um cristão faminto por mais de Deus. O professor que se dedica à oração tem um poder secreto que o guarda na hora da tentação. Blaise Pascal disse: ” Nunca o homem é tão grande como quando está de joelhos “. Portanto curve-se ante o Poderoso e Ele te abençoará.
Vigilância
” Se o mal não vem, a posto sentinelas! Serpentes há, rondando as florações mais belas!” Estas palavras proferidas por Stela Dubois revelam a necessidade do professopr cristão ficar alerta para as sorrateiras tentações que ameaçam o seu ministério. “Prática da vigilância cria no homem o hábito da vida interior e a necessidade de fazer passar todas a suas obras sob os olhares da consciência” , expressa Charles Wagner.
Vigie e não deixe que roubem a maior virtude de um professor: a simplicidade.
A convicção da chamada
É necessário que se esteja convicto da chamada de Deus para realizar a inenarrável obra do ensino bíblico. É indispensável que sejamos guiados pela bússola da convicção. Certa vez, Mirabeu, quando estava ouvindo um discurso de egrégio Robespierre, segredou a um amigo que estava ao seu lado: “Este homem vai longe: ele acredita em tudo que diz”.
Tenha convicção na vida. Tenha certeza de sua chamada. Tenha segurança da mensagem que transmites. Quem tem convicção pode até vergar, mas jamais quebrará.
Preparo
Para ensinar há uma formalidade a ser cumprida: o saber. Deus não se agrada de tolos que por ambição se engajam no santo ministério do ensino, totalmente despreparados. Seja um amante dos livros. Saiba que os livros dão conselhos que os amigos não se atreveriam a dar. E, acima de tudo, ame o Livro dos livros – a Bíblia Sagrada.
Coloque o mestre dos mestres como a razão primária da vida no magistério cristão, e deixe que toda a glória, honra e louvor sejam exclusivamente Dele.
O primeiro está acima de todos, inclusive de você. Por isso, quem coloca Cristo em primeiro lugar não se deixa levar pelas tentações que se apresentam para minar, e até mesmo para impedir, o avançar da caminhada na obra do SENHOR.
Confia no SENHOR e não temas, vá em frente e cumpra o seu ministério. Em Colossenses 4.7, está escrito: ” Atenta para o ministério que recebeste no SENHOR, para que o cumpras”.
Ensinador Cristão – CPAD
Assembléia de Deus do Retiro – Volta Redonda – RJ

http://www.adretiro.com.br

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