terça-feira, 7 de junho de 2016

Lições biblicas CPAD familia no coração de Deus n.11


Lições Bíblicas CPAD
Jovens
2º Trimestre de 2016 



Título: Eu e minha casa — Orientações da Palavra de Deus para a família do Século XXI
Comentarista: Reynaldo Odilo
Lição 11: A família segundo o coração de Deus
Data: 12 de Junho de 2016



TEXTO DO DIA

“Acabando, pois, Jacó de dar mandamentos a seus filhos, encolheu os seus pés na cama, e expirou, e foi congregado ao seu povo” (Gn 49.33).

SÍNTESE

A família segundo o coração de Deus pode enfrentar dificuldades em sua trajetória, mas sempre será triunfante.

AGENDA DE LEITURA 
SEGUNDA — Gn 12.1-3; 16.1-3; 24.1; 25.9
A família modelo de Abraão 
TERÇA — Gn 24.62,63,65,67; 25.21,26; 33.4
A persistente família de Isaque 
QUARTA — Gn 28.10-22; 30.1; 38.1,2; 37.20; 49.33
A renovada família de Jacó 
QUINTA — Rt 1.4,5,16,17; 4.13-17
A abençoada família de Rute
SEXTA — Lc 1.6,7,18,67-80
A obediente família de Zacarias 
SÁBADO — Mt 1.18-25; Jo 7.3-5; At 1.14
A família de Jesus

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
RECONHECER que não existe família sem defeito, mas que é possível construir uma família segundo o coração de Deus;
REFLETIR sobre o fracasso do rei Davi, enquanto marido e pai, e sobre as consequências de seus erros para o destino de toda a sua família;
ANALISAR o padrão de família adotado pelo patriarca Abraão, o qual influenciou forte e positivamente seus descendentes.

INTERAÇÃO

Professor, se você ainda não faz uso de recursos didáticos em suas aulas, segue uma experiência registrada no livro Recursos Didáticos para a Escola Dominical (CPAD, 2007, p.39), para sua reflexão: “O dia da aula se aproximava. Apesar de ter estudado a semana inteira, e reunido uma grande quantidade de informações acerca do tema daquela aula, ainda não havia pensado em uma maneira de cativar o interesse dos meus alunos. Era uma turma de adolescentes. O tema da aula versava sobre o dever de o crente ser pacífico diante de um mundo violento. Como fazer os alunos se sentirem inseridos nesse infeliz contexto social? Como fazer com que percebam sua responsabilidade na redução e combate à violência? Essa era a questão! Foi então que decidi valer-me de algumas imagens estampadas em jornais e revistas que noticiavam os últimos acontecimentos violentos em nossa cidade. Recortei-as cuidadosamente e as colei em uma cartolina. Fixei-a bem no centro do quadro para causar a maior impressão possível. Quando os alunos introduziram-se na sala, não conseguiram esconder a pasmaceira. ‘Professor, quanta violência! Precisamos orar por nossa cidade. Deus há de fazer alguma coisa!’. Pronto. Era o que eu objetivava. Eles estavam envolvidos social e espiritualmente com o problema”.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, após a ministração do primeiro tópico, divida a turma em dois grupos: A e B. Peça que os grupos leiam e debatam, respectivamente, os assuntos dos tópicos II (Uma família fracassada) e III (Uma família modelo). Logo após, peça que metade dos componentes do grupo A troquem de lugar com integrantes do grupo B. Agora temos, tanto no A como no B, alunos que estudaram tópicos distintos, e que deverão compartilhar uns com os outros o que já aprenderam. Conceda-lhes, em cada momento, um tempo razoável para a discussão.

TEXTO BÍBLICO 
Salmos 128.1-6. 
1 — Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos!
2 — Pois comerás do trabalho das tuas mãos, feliz serás, e te irá bem.
3 — A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua mesa.
4 — Eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor!
5 — O Senhor te abençoará desde Sião, e tu verás o bem de Jerusalém em todos os dias da tua vida.
6 — E verás os filhos de teus filhos e a paz sobre Israel.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

O salmo 128.2 diz que o homem que teme ao Senhor será feliz. Para os dias atuais, isso pode parecer uma utopia, um desejo inatingível, mas é exatamente o que acontece com a pessoa que está em uma família que conhece a Deus. Ela conquistará vitórias e triunfará (Sl 127.1-5).

I. UMA FAMÍLIA SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS

1. A família perfeita. Qual rapaz ou moça que nunca pensou em casar, ter filhos e construir um lar feliz? Todos, algum dia, sonhamos em ter uma família perfeita. Entretanto, será que isso existe? Bem, como não existe ser humano perfeito, impecável, também não existe família sem defeito. Contudo, como pode existir homens e mulheres segundo o coração de Deus, nossa família também pode assumir esse padrão (Sl 128). O Senhor não deseja que abramos mão desse projeto tão vital para a existência. Talvez haja dificuldades para um jovem pensar nisso, sobretudo por alguma limitação que possua, mas Deus pode fazer, em um movimento, o que as pessoas passariam meses e anos para realizar. Ninguém deve desistir do desejo de ter uma abençoada família, a não ser que Deus o vete expressamente (Jr 16.2). Também não deve haver ansiedade para que Deus apresse o processo da bênção (1Pe 5.7). Tudo ocorrerá no tempo certo. O jovem deve sempre agradecer a Deus por todas as circunstâncias, e levar ao Senhor, em oração, todas as suas petições (1Ts 5.17; Fp 4.6,7).
2. Construindo um lar feliz. Não existe família cujos membros nunca tenham falhado. Afinal, todos pecaram (Rm 3.23). A única exceção é o Cordeiro de Deus! Porém, há relatos de muitas famílias segundo o coração de Deus, como as de Abraão, de Isaque, de Jacó, de Jesus, dentre outras. Deus pode fazer que seus servos tenham uma família abençoada e feliz, em um mundo imperfeito (Sl 127.1)! A família segundo Deus tem conflitos, mas os leva a Cristo, e eles são resolvidos. É aquela família em que os pais erram em relação aos filhos, mas reconhecem o erro e pedem perdão; cujos filhos têm conflitos entre si, mas possuem a capacidade de restauração; cujos cônjuges são pessoas normais, que se ofendem, mas que se reconciliam. Essa é a família ideal, que cai, mas não fica prostrada (Sl 20.7,8), cujos cônjuges discordam, discutem, divergem, mas continuam juntos vivendo com integridade a beleza de serem uma só carne (Sl 128.3). Vivendo uma vida para Deus.
3. O grande paradoxo. Viver para Deus é uma grande aventura e presume que tudo, no fim da vida, sairá bem (Sl 128.1,2). Essa é a regra, mas existem tristes exceções. Há pessoas que servem a Deus, mas não conseguem conduzir suas famílias pelo caminho do Senhor. Daí vem o grande paradoxo: é possível alguém ser segundo o coração de Deus, mas produzir uma família fracassada em todos os sentidos. Os pais, muitas vezes, detêm posição de destaque, mas se esquecem de ensinar aos filhos no caminho em que devem andar (Pv 22.6). O fim é sempre trágico. A família de um homem é o seu maior patrimônio. Perguntaram certa vez a um famoso pregador do Século XX, qual tinha sido o maior pregador de todos os tempos, ao que ele respondeu que era o patriarca Noé, pois ele havia conseguido salvar sua própria família. Essa é uma das grandes contradições da vida: ganhar a Cristo, mas perder sua família. Essa perda deve ser evitada a qualquer custo. Todo esforço, no fim, valerá a pena!



Pense!

Conquistar o mundo inteiro, mesmo que para isso tenha que perder a família, é a escolha que muitos fazem. Será que, no fundo, isso vale a pena?



Ponto Importante

Perder a família significa frustrar a quem se ama, romper com os primeiros sonhos, abrir mão de álbuns de família e entristecer a Deus. Isso não vale a pena!



II. UMA FAMÍLIA FRACASSADA

1. Davi e suas escolhas. Davi foi um grande rei, mas um péssimo marido e pai. Ele foi um homem que agradou a Deus por sua extraordinária devoção, mas entristeceu sobremaneira ao Senhor por suas escolhas nada sensatas ao longo da vida. Para se casar, ele buscou uma moça de posição (a filha do rei), mas não perguntou a Deus se aquela era sua vontade. Depois, teve um caso amoroso com a mulher de um de seus soldados, tendo, inclusive, para acobertar sua conduta vergonhosa, providenciado a morte do marido traído. Seu mau exemplo trouxe-lhe inúmeros prejuízos espirituais, morais, familiares e políticos. Ele nunca mais foi o mesmo aos olhos dos que o conheciam!
2. Davi e seus relacionamentos. Ao longo da vida é possível a pessoa se perder. Começar bem e terminar mal. Foi assim com Davi. Ele aparece na Bíblia sendo cheio do Espírito Santo, recebendo a unção real, obedecendo a seu pai, servindo a seus irmãos, derrotando Golias, concedendo vitórias a Israel. Entretanto, esse gigante da fé perdeu-se em seus relacionamentos. Tornou-se um pai irresponsável, frio e insensível. Ele nunca contrariou o indolente Adonias (1Rs 1.6), não puniu a Amnom depois do estupro da própria irmã Tamar, bem como nunca quis conversar com seu filho Absalão depois dele cometer um fratricídio, demonstrando que não compreendia o que era ser um pai. Acrescente-se, também, que ele não se preocupava com as más companhias dos filhos. Como marido ele também não andou bem. Buscou mulheres para demonstrar seu poderio e suas alianças, mas não se vê Davi sendo atencioso e respeitoso com elas. As consequências por esses comportamentos inapropriados foram terríveis. E o pior: não só para ele! Todos na sua família sofreram. Lágrimas, sangue, traição... Um triste espetáculo de sofrimento e dor.
3. O fim da família de Davi. Diferentemente das famílias de Abraão, Isaque, Jacó, Rute, Zacarias e Jesus, que tiveram um final feliz, cumprindo a missão que o Senhor lhes estabelecera, a família do rei Davi teve um fim deprimente. Ficou toda esfacelada. Nas orientações finais a seu filho Salomão, recomendou que o filho conhecesse a Deus (1Cr 28.9). Ora, Davi pediu a Salomão para conhecer a Deus só no fim da vida? Ele teve toda a infância de Salomão para o ensinar, mas, certamente, como rei, Davi não tinha tempo para falar sobre Deus com seu filho. Lamentável! Saibamos, pois, como instruir e educar nossos futuros filhos no caminho de Deus. Caso contrário, grande será a nossa tristeza. Jovem, seja sábio.



Pense!

Será que o rei Davi percebeu, em algum momento da vida, as consequências devastadoras que ele trouxe para sua família?



Ponto Importante

“O rei se perturbou [...] e chorou [...] Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Quem me dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho, meu filho!” (2Sm 18.33).



CONCLUSÃO

Uma família segundo o coração de Deus não é feita por pais e filhos acima da média, mas por pessoas comuns que se submetem à Palavra de Deus, amam-se mutuamente e decidem lutar para fazer a diferença em uma geração incrédula e perversa (Fp 2.15). O jovem cristão deve colocar tal projeto diante do Senhor, esperar o tempo, escolher bem e o resto Ele fará (Sl 37.5). Viver com Deus é uma intensa experiência!

ESTANTE DO PROFESSOR

MAHANEY, C. J. Sexo, Romance e a Glória de Deus. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2012.
COOPER, Darien B. Você pode ser a Esposa de um Marido Feliz. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2000.

HORA DA REVISÃO

1. Qual Salmo diz que o homem que teme ao Senhor terá uma família feliz?
Salmo 128.

2. Conforme a lição, qual é um dos maiores paradoxos da vida?
(Servir a Deus e ter uma família fracassada em todos os sentidos).

3. Conforme a lição, qual o rei que, em seus relacionamentos, começou bem e terminou mal?
Davi.

4. Qual a família modelo mencionada na lição?
A família de Abraão.

5. Segundo a lição, o que significa “perder a família”?
Frustrar a quem se ama, romper com os primeiros sonhos, abrir mão de álbuns de família e entristecer a Deus.

SUBSÍDIO I

“John Dewey, o teorizador educacional mais influente da América. Aplicou as ideias de Charles Darwin na educação. Dewey rejeitou a visão bíblica da criança como uma criatura de Deus e manteve, ao contrário, que ela não é nada mais do que um organismo biológico.
Aplicando essa filosofia, Dewey propôs uma teoria educacional que acentuou o processo em detrimento do conteúdo. As crianças não deveriam ser ensinadas a respeito de fatos e verdades elas deveriam ser ensinadas a como conduzir um processo de investigação.
Uma versão atual dessa filosofia é a educação ‘construtivista’, a técnica pedagógica mais popular hoje em dia, que está baseada na ideia de que o conhecimento não é objetivo, mas uma construção social; por conseguinte, não deveriam ser dadas as respostas ‘certas’ às crianças, mas estas deveriam ser ensinadas a construir as suas próprias soluções através da interação dentro do grupo.
As crianças são ensinadas a construir as próprias regras matemáticas, os próprios sistemas de ortografia (‘soletração inventada’), a própria maneira de contar e assim diante, enquanto os professores são estimulados a não dizer aos alunos se suas respostas estão certas ou erradas” (COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. E agora, como viveremos? 2ª Edição. RJ: CPAD, 2000, pp.392,393).

SUBSÍDIO II

“Tanto o Antigo Testamento como o Novo Testamento fornecem uma variedade de soluções práticas para um relacionamento matrimonial e familiar bem-sucedido. O livro de Provérbios está especialmente repleto destes ensinos.
Além das instruções específicas, as Escrituras também fornecem muitas ilustrações significativas que, por sua vez, apresentam princípios para uma vida familiar como a vida de Cristo. Por exemplo, os filhos de Eli e os filhos de Davi são um forte lembrete quanto ao que acontece quando os pais falham (1Sm 3.13; 2Sm 12.10). José é, sem dúvida, o supremo exemplo do perdão familiar (Gn 50.15-21).
Jesus ilustrou as atitudes corretas do pai em relação ao filho que se desviou em sua parábola do filho pródigo (Lc 15.11-24), mas ele apresenta também motivos egoístas claros por parte dos pais (Mt 20. 20-28).
Não há dúvida de que os ensinos da Bíblia elevam a família e sua função a um nível não alcançado em nenhuma outra literatura ou sociedade. Embora esta unidade social divinamente instituída tenha falhado em muitos casos, não funcionando em um nível correto dentro da comunidade cristã, o padrão santo de Deus para a vida da família não está invalidado” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.773).





Lições biblicas CPAD adultos tolerancia n.11


Lições Bíblicas CPAD
Adultos
2º Trimestre de 2016 



Título: Maravilhosa Graça — 
O Evangelho de Jesus Cristo revelado na carta aos Romanos.
Comentarista: José Gonçalves 
Lição 11: A tolerância cristã
Data: 12 de Junho de 2016



TEXTO ÁUREO

“Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17).

VERDADE PRÁTICA

Os crentes mais maduros não devem agir egoisticamente, mas precisam atuar como modelo para os mais fracos.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — Mc 12.33
Amar o próximo é melhor que qualquer sacrifício
Terça — 1Co 13.7
O amor tudo sofre, tudo crê e tudo suporta 
Quarta — Rm 14.4
Aquele que ama não julga o seu irmão 
Quinta — Rm 14.10
Não desprezemos os nossos irmãos 
Sexta — Rm 14.12
Cada um dará conta de si mesmo perante Deus, o Criador 
Sábado — Rm 14.13
Deixemos de lado todo julgamento alheio

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Romanos 14.1-6.

1 — Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas.
2 — Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes.
3 — O que come não despreze o que não come; e o que não come não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu.
4 — Quem és tu que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai; mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar.
5 — Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em seu próprio ânimo.
6 — Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. O que come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come para o Senhor não come e dá graças a Deus.

HINOS SUGERIDOS 
79, 315 e 464 da Harpa Cristã. 
OBJETIVO GERAL

Mostrar que o crente maduro precisa atuar como modelo para os mais fracos.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS  
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Saber que a igreja em Roma era uma igreja heterogênea;
II. Explicar que a igreja em Roma era tolerante com os mais fracos;
III. Compreender que assim como a igreja em Roma, a igreja atual precisa ser acolhedora.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Professor, não se esqueça de incentivar os alunos a lerem toda a Epístola de Romanos para que tenham uma compreensão melhor do texto. Na lição de hoje estudaremos os capítulos 14 e 15 da Epístola aos Romanos. Nestes capítulos vemos que Paulo volta a tratar de questões práticas da fé. O apóstolo mostra que a igreja em Roma era bem heterogênea, por isso, os crentes não deviam entrar em discussões a respeito de convicções religiosas. Ele também mostra que era necessário tratar uns aos outros com respeito e amor. Paulo mostra que não temos o direito de julgar ninguém. Ele pergunta: “Quem és tu que julgas o servo alheio?” (v.4). Somente Deus conhece as verdadeiras intenções do coração. Como crentes, alcançados pela graça, precisamos amar, respeitar e tolerar os fracos na fé. A Igreja precisa ser um local de acolhimento, amor e paz, e não um tribunal.

COMENTÁRIO INTRODUÇÃO

O apóstolo Paulo foi informado de que havia alguns conflitos na igreja de Roma, os quais giravam em torno da liberdade cristã. Alguns crentes, ainda imaturos, se escandalizavam com determinadas atitudes dos crentes, cuja a fé achava-se amadurecida. Esses conflitos, como acredita a maioria dos comentaristas, surgiram com o retorno de alguns judeus cristãos que haviam sido expulsos pelo imperador Cláudio. Estes, ao se juntarem à igreja formada em sua maioria por gentios, se escandalizaram com determinadas práticas. Paulo busca um ponto de equilíbrio a fim de que a obra de Cristo não sofresse nenhum dano. Este é o tema que vamos estudar. 

PONTO CENTRAL 
O crente precisa tolerar e amar os mais fracos na fé.

I. UMA IGREJA HETEROGÊNEA (Rm 14.1-12)

1. A natureza da Igreja. É possível percebermos, nesta seção da Epístola aos Romanos, que Paulo apela para a natureza da Igreja a fim de corrigir o problema que nela surgiu. A Igreja é una, isto é, embora formada por pessoas de grupos diferentes, ela forma o corpo de Cristo. Para ser Igreja, ela precisa atender o critério da unidade. Não há judeus nem gentios, mas a Igreja de Deus. Ela é, portanto, indivisível. Esse é o primeiro aspecto que podemos perceber na linha argumentativa de Paulo. Nisto vemos a natureza heterogênea da Igreja. Essa Igreja una e indivisível é de natureza local e universal. Os crentes judeus e gentios deveriam, portanto, se conscientizar de que problemas de natureza local não poderiam sobrepor-se à universalidade da Igreja. A liberdade deveria ser respeitada, isto é, regulada pela lei do amor.
2. Os fracos na fé. Quem seriam os fracos na fé? Os crentes fracos eram principalmente cristãos judeus que se abstinham de certos tipos de alimentos, e observavam determinados dias em razão de sua contínua lealdade à Lei de Moisés (Rm 14.6,14). Muitos judeus que haviam se convertido não conseguiam se libertar totalmente dos preceitos do judaísmo. Além de observar determinados rituais relacionados ao culto, eles queriam que os gentios fizessem o mesmo. Paulo teve que resolver problemas semelhantes na igreja de Corinto (1Co 8.1-13), Gálacia e Colossos. Esses cristãos — podemos chamá-los de imaturos — não conseguiram entender por completo a natureza da Nova Aliança em Cristo Jesus. Eram crentes nascidos de novo, mas ainda não haviam conseguido se libertar do legalismo.
3. Os fortes na fé. Se os crentes fracos eram formados por judeus crentes, mas que viviam ainda debaixo da velha aliança, os fortes eram formados tanto por judeus como por gentios que haviam alcançado um entendimento correto das implicações da Nova Aliança. Esse fato é confirmado pela afirmação do apóstolo Paulo que se enfileira com os fortes na fé (Rm 15.1). Portanto, os fortes sabiam que não estavam mais debaixo da Lei, mas da graça.

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

A Igreja é una, porém é formada por pessoas diferentes.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO 
“Juízo de valor (14.1)
Significa determinar, com base em nossas próprias crenças e convicções, que certa pessoa está em pecado. Quando uma pessoa se envolve num ato que a Bíblia tipifica como pecaminoso, não estamos fazendo juízo de valor ao classificar esse ato de pecado, mas, sim, estamos em concordância com Deus. É importante ter clara, na mente, essa distinção. A igreja deve disciplinar os crentes que pecam, mas ninguém, nem mesmo a congregação, tem o direito de emitir juízo de valor.
Forte e fraco (14.2). Para surpresa de muitos, é o fraco na fé (aetheneia: fraco, incapacitado) que tem problemas com a liberdade de outros, que desfrutam de uma fé mais forte! O forte na fé leva em conta que a espiritualidade não é uma questão de fazer ou não fazer, mas de amar e servir a Deus enquanto usufrui suas boas dádivas.
Desprezar (14.3). O problema de julgar os outros é que isso distorce relacionamentos, nos impede o entendimento e de compartilharmos a ajuda uns dos outros. Deus se agrada de nós, pelos nossos relacionamentos, não se comemos carne ou somos vegetariano” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.750). 

II. UMA IGREJA TOLERANTE (Rm 14.13-23)

1. A lei da liberdade. Um tema que Paulo trata com bastante ênfase na Epístola aos Romanos é o da liberdade em Cristo. Em Romanos 7.24 e 25, o apóstolo tinha consciência da incapacidade de o crente se autolibertar. Por isso, ele glorifica a Deus, na pessoa de Jesus Cristo, por prover a libertação das garras do pecado. Em sua espístola endereçada à igreja da Galácia, ele escreveu que foi para a liberdade que Cristo nos chamou (Gl 5.1). A liberdade cristã lhe dava certeza de uma coisa: “Eu sei e estou certo, no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda, a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda” (Rm 14.14). Essa é a lei da liberdade. A palavra grega koinos, traduzida aqui como imunda, se refere às coisas que a Lei Mosaica considerava comuns ou impuras. A lei da liberdade mostrava aos crentes maduros que eles estavam livres dos rudimentos da Lei de Moisés.
2. A lei do amor. O versículo 15 do capítulo 14 de Romanos diz: “Mas, se por causa da comida se contrista teu irmão, já não andas conforme o amor. Não destruas por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu”. Tendo chamado a atenção para a lei da liberdade, agora o apóstolo passa a falar de outra lei — a lei do amor. É o amor ágape de Deus. A lei da liberdade, exercitada por cristãos mais maduros, mostrou-lhes Paulo, permitia quebrar certas regras ritualísticas. Todavia se isso causasse algum escândalo nos crentes imaturos, então essa liberdade deveria ser restringida.
3. A lei da espiritualidade. Paulo passa a mostrar então o modelo de espiritualidade que deve conduzir tanto os crentes fortes como os fracos (Rm 14.22,23). O crente deve possuir convicção bem definida no exercício da sua fé. Ele deve ter critérios para que não se torne um antinomista ou legalista. A lei que deve regê-lo é a “lei de Cristo”. 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

O crente, alcançado pela graça, precisa ser tolerante com os fracos na fé.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

”Romanos 14.13
Alguns cristãos usam um invisível irmão mais fraco, para apoiar suas opiniões, seus preconceitos e padrões de comportamento. Dizem: ‘Você deve viver de acordo com esses padrões ou ofenderá um irmão mais fraco’. Na verdade, muitas vezes a pessoa ofenderia somente a quem lhe fez a recomendação. Embora Paulo estivesse nos conclamando a sermos sensíveis com aqueles cuja fé poderia ser prejudicada por nossos atos, não devemos sacrificar nossa liberdade em Cristo apenas para satisfazer as razões egoístas daqueles que tentam impor-nos suas opiniões. Não tema nem os critique, apenas siga a Cristo o mais próximo que puder.
14.14. No Concílio de Jerusalém (At 15), a igreja local, formada por judeus, pediu à igreja gentílica de Antioquia que recomendasse aos cristãos que não comessem carne sacrificada aos ídolos. Paulo estava no Concílio de Jerusalém e aceitou essa solicitação, não por pensar que comer essa carne seria um pecado, mas porque essa prática ofenderia profundamente muitos judeus. Paulo não considerava a questão tão séria, a ponto de dividir a Igreja: o desejo ao aceitar a recomendação da Igreja em Jerusalém foi promover a unidade entre os cristãos” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, 2005, p.1576). 

III. UMA IGREJA ACOLHEDORA (Rm 15.1-13)

1. O exemplo dos cristãos maduros. Como então deveriam agir os crentes fortes em relação aos fracos? Paulo respondeu: “Mas nós que somos fortes devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos. Portanto, cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação” (Rm 15.1,2). Os crentes maduros deveriam dar graças a Deus por entender o real propósito da Nova Aliança. Eles sabiam que “[...] o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17). Exatamente por possuírem uma fé mais substancial, eles deveriam servir de modelo para aqueles que ainda não haviam alcançado esse nível de maturidade. O crente maduro, portanto, deve evitar as coisas que fazem aos mais fracos tropeçar. Isso, no entanto, não quer dizer que o crente forte ficará prisioneiro da consciência do crente fraco. Quer dizer que o crente forte é responsável também pelo crescimento e amadurecimento do fraco, mostrando-lhe com amor o que significa ser livre em Cristo.
2. O exemplo de Cristo. O exemplo para essa limitação da liberdade foi dada por Cristo, nosso Senhor (Rm 15.3). O argumento de Paulo é que, se o próprio Salvador não agradou a si mesmo, então por que os crentes que se consideravam mais espirituais não poderiam agir da mesma forma? Em Cristo, Deus mostrou tolerância para com os pecadores. Paulo já havia falado em Romanos 5.8, que o amor de Deus pelos homens foi mostrado de forma graciosa quando Cristo morreu por eles, sendo ainda pecadores.
3. O exemplo das Escrituras. Paulo apela então às Escrituras como instrumento aferidor da espiritualidade (Rm 15.4). Ele chama atenção dos crentes, tanto fortes como fracos, exortando e dizendo que o ensino das Escrituras deve ter um efeito prático em nossa vida. Ela não foi escrita apenas como um livro de valor histórico, mas é a inspirada Palavra de Deus e, portanto, deve ser normatizadora da vida do crente. Ela foi escrita não para ser um instrumento de discórdia ou aprisionamento, mas para alimentar a nossa esperança. 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

A igreja precisa ser um lugar de acolhimento e não um tribunal.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“No exemplo de Cristo 15.1-13
De certo modo, Paulo dá continuidade ao assunto do capítulo 14, porém, com uma visão especial.
vv.1,2 — Nestes dois versículos a exortação continua quanto às relações entre os crentes denominados ‘fortes’ e os ‘fracos’. Os fortes devem suportar os ‘fracos’ nas suas fraquezas. Não apenas suportá-los, mas ajudá-los. O propósito do crente forte não deve ser o de agradar a si mesmo, mas o de ajudar os que necessitam do seu auxílio (15.2). Paulo exemplifica com Jesus, dizendo: ‘Porque também Cristo não agradou a si mesmo’ (15.3).
[...] O grande problema estava no fato das diferenças de costumes entre os judeus e os gentios. Paulo não desmerece a importância dos pertencentes à ‘circuncisão’, mas reafirma que Cristo é Senhor e Salvador, tanto dos judeus como dos gentios. Para que os crentes gentios não se orgulhassem sobre os crentes vindos do judaísmo, Paulo mostra que o Evangelho é superior aos sistemas de vida. Gentios e judeus, fortes e fracos, todos são um só povo em Cristo, pois este foi feito ministro para confirmar as promessas (15.8)” (CABRAL, Elienai. Romanos: O Evangelho da Justiça de Deus. 5ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.144).

CONCLUSÃO

Aprendemos como o apóstolo Paulo procurou pacificar a tensão entre os crentes forte e fracos na igreja de Roma. Esse conflito estava gerando um ponto de tensão que poderia, a curto prazo, pôr em risco a obra de Cristo ali. 
PARA REFLETIR

A respeito da Carta aos Romanos, responda: 
O que significa ser uma Igreja una?
Significa que embora seja formada por pessoas de raças diferentes, ela constitui o Corpo de Cristo. Para ser Igreja, ela precisa atender o critério da unidade. Não há judeus nem gentios, mas a Igreja de Deus. Ela é, portanto, indivisível. 
Segundo a lição, quem são os fracos na fé?
Os crentes fracos eram principalmente cristãos judeus que se abstinham de certos tipos de alimentos, e observavam determinados dias em razão de sua contínua lealdade à Lei de Moisés (Rm 14.6,14). 
Segundo a lição, quem são os fortes na fé?
Os fortes eram formados tanto por judeus como por gentios que haviam alcançado um entendimento correto das implicações da Nova Aliança. 
O que a lei da liberdade mostrava aos crentes?
A lei da liberdade mostrava aos crentes maduros que eles estavam livres dos rudimentos da Lei de Moisés. 
Como deveriam agir os crentes fortes em relação aos fracos?
Paulo respondeu esta questão em Romanos 15.1,2: “Mas nós que somos fortes devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos. Portanto, cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação”.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

A tolerância cristã

O livro dos Atos dos Apóstolos, no capítulo 15, narra o primeiro grande conflito que poderia levar grandes prejuízos à comunhão da novata igreja. O problema teve de ser tratado no que se chamou de o primeiro concílio da igreja. Ora, por intermédio do ministério de Paulo e de outros companheiros, muitos gentios chegaram à fé. Mas havia grandes questões: o que era preciso para ser um seguidor de Jesus? Era necessário o gentio guardar toda a lei de Moisés? Conhecer e compreender a mensagem do Evangelho não seria suficiente?
O concílio da igreja chegou à conclusão de que os gentios não precisariam guardar a Lei de Moisés, senão, apenas considerar as seguintes resoluções:
1. Não comer carne de nenhum animal que tenha sido oferecido aos ídolos;
2. Não comer sangue nem carne de nenhum animal que tenha sido estrangulado;
3. Não praticar imoralidade sexual.
Estas resoluções foram recebidas de maneira amorosa pelos gentios. Mas temas dessa natureza retornaram agora no capítulo 14 de Romanos. Pois o apóstolo Paulo volta-se novamente perante o problema que já havia sido superado. Entretanto, a questão maior é que na igreja de Roma, judeus e gentios estavam convivendo mutuamente, de modo que os judeus se escandalizavam com a liberdade dos gentios. Mas que nos chama atenção neste capítulo 14 é o ensino de tolerância que o apóstolo passa a expor:
1. “Paremos de criticar uns aos outros” (v.13);
2. “Por estar unido com o Senhor Jesus, eu estou convencido que nada é impuro em si mesmo” (v.14);
3. “Mas, se alguém pensa que alguma coisa é impura, então ela fica impura para ele” (v.14).
O apóstolo conclui o argumento da tolerância entre irmãos da seguinte maneira: “Se você faz com que um irmão fique triste por causa do que você come, então você não está agindo com amor. Não deixe que a pessoa por quem Cristo morreu se perca por causa da comida que você come. Não deem motivo para os outros falarem mal daquilo que vocês acham bom” (vv.15,16). Pois na verdade o Reino de Deus não é comida e nem bebida, mas vida correta, em paz e com alegria no Espírito Santo (v.17).
Portanto, em nome da paz e da alegria, vale a pena respeitar o diferente e aquele que não pensa da mesma forma que você. Pensar diferente faz parte da grande diversidade que há na Igreja, o Corpo de Cristo. Por isso, viva em paz! Viva com alegria!



Lições BETEL adultos presença de Deus n.11


ESCOLA DOMINICAL BETEL 
 Conteúdo da Lição 11 - Revista  Betel




A Fé nos Mantém na Presença de Deus
12 de Junho de 2016


Texto Áureo
“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam”. Hebreus 11.6


Verdade Aplicada
A fé como fruto do Espírito nos capacita a mantermos firmes em Cristo, aguardando o cumprimento da promessa de vida eterna.

Textos de Referência.

Hebreus 11.1-3
1 Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem.
2 Porque, por ela, os antigos alcançaram testemunho.
3 Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.

Jo 5.4
4 Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque e agitava a água, e o primeiro que ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que tivesse.

Introdução
A partir desta lição, estudaremos a terceira e última seção do fruto do Espírito: fé, mansidão e temperança. Estas três características nos mostram o que fazer para fortalecer a nossa comunhão com o Criador.

1. Fé: uma representação de fidelidade.

O estudo destas três características certamente servirá para clarear o nosso entendimento acerca da necessidade da busca pelo amadurecimento do fruto do Espírito Santo por aqueles que esperam viver uma vida em Cristo. Daremos início a esta seção falando sobre a fé, que é representada por nossa fidelidade ao Senhor (Hb 11.1).

1.1. Agradando a Deus através da fé.

Fé é a característica que devemos buscar desenvolver da melhor forma possível, pois sem ela não poderemos agradar ao Senhor (Hb 11.6). É através da fé que nos tornamos mais íntimos de Cristo, porque nela temos a firme certeza do cumprimento da promessa divina acerca da vinda de Seu Filho para buscar os Seus. É importante destacar que a fé não consiste somente em crer e confiar em Deus. A fé apresentada por Paulo como característica do fruto do Espírito está relacionada à busca pelo servo de Deus em ser honesto e fiel, pois, sendo Deus fiel, Ele espera que também sejamos, para que possamos desfrutar de uma perfeita comunhão com Ele através da pessoa de Seu Filho (1Co 1.9).

1.2. A fé nos mantém fiéis ao Criador.

Quando o homem consegue desenvolver a fé do fruto do Espírito, ele passa por um processo de renovação que o mantém fiel ao seu Criador; independentemente da situação a qual venha ser exposto. Se em alguma circunstância se apresentar uma condição propícia à infidelidade, o homem de fé certamente irá negar-se a si mesmo, permitindo que a ação do fruto do Espírito domine o seu interior. A fé nos leva a entender que mesmo em meio a tribulações da vida é melhor seguir a Cristo (Lc 9.23). A certeza da nossa fé e a pureza de nosso coração nos colocam debaixo da provisão de Deus, pois Ele é o único que pode nos dar garantia de que irá cumprir o que prometeu (Hb 10.22-23).

1.3. A fé nos garante a vitória do arrebatamento.

Em alguns momentos da vida, o servo fiel passa e passará por situações de sofrimento. Entretanto, não podemos permitir que tais sofrimentos abalem a nossa fé. Se permanecermos fieis a Cristo, teremos então a nossa fé purificada e isso irá nos garantir uma certeza de vitória no dia da vinda do Cordeiro. O Senhor Jesus tem em alta conta aqueles que são perseverantes nas provações e que em todo tempo têm firmada sua fé nEle. Uma postura de fé é preciosa aos olhos de Deus e tem um valor inestimável por toda eternidade (1Pe 1.6-7). Ter um posicionamento firme de fidelidade fornece ao indivíduo a certeza da salvação (1Co 15.58).

2. A fidelidade de Deus e a mídia.

Os cristãos enfrentam um grande problema na sociedade atualmente: conviver com uma mídia doente e perversa. No entanto, a Bíblia nos orienta a não nos conformamos com este século (Rm 12.2). Devemos nos fortalecer sempre na Palavra de Deus (At 2.40; Tt 2.12; Hb 3.12-13; Tg 4.4; 1Pe 1.13-15).

2.1. Fé: a certeza do arrebatamento.

Os meios de comunicação estão recheados de falsas informações de como se dará a a vinda do Cordeiro. Todavia, aqueles que encontraram o verdadeiro motivo de viver em Jesus não podem compactuar com estes ensinamentos. O amadurecimento da fé promoverá não só a certeza da vinda de Cristo, como também o desejo incontido de pregar o Evangelho genuíno, no qual a segunda vinda é apresentada de forma clara e inquestionável (Jo 14.12, 18; At 1.11). A fé afasta qualquer dúvida acerca do arrebatamento (1Ts 4.13).

2.2. Experimentado o caráter divino por meio da fé.

Existe um parâmetro de relacionamento entre Deus e o homem. Este parâmetro está fundamentado na verdade. Apesar de o homem ter se voltado contra o criador, indo em direção ao pecado, Deus, através da Palavra da Verdade, providenciou um meio de restauração para humanidade. Tal evento se deu pela fidelidade expressa por meio de Seu caráter imutável (2Tm 2.13). O fruto do Espírito é o meio pelo qual temos acesso ao caráter divino. Ao encontrarmos com Cristo e recebermos do Espírito Santo o fruto, temos que dar início ao processo de amadurecimento. Buscar ter em nós a característica do fruto identificada como fé, nos aproximado caráter divino e consequentemente do próprio Deus (Hb 11.6).

2.3. Fé permanente.

Quando aceitamos a Cristo, somos impactados com um sentimento indescritível de crer Naquele que o Senhor nos enviou. A transformação pessoal é tamanha e cumpre o que diz a Palavra de Deus: o indivíduo se torna verdadeiramente uma nova criatura (2Co 5.17). Entretanto, através do fruto do Espírito Santo, o sentimento de fé e fidelidade permanece promovendo a alegria e a felicidade de poder experimentar o melhor de Deus em sua vida. A fé permanece em nós justamente para que possamos cumprir a nossa carreira (2Tm 4.7). Essa fé só habita na vida daquele que realmente creu no filho de Deus e seguirá com Ele por toda eternidade.

3. Lições práticas.

O texto de Hebreus 11 nos apresenta a galeria dos heróis da fé. Como é gloriosa a vida de todos que escolhem viver uma vida de fé no Filho de Deus (Gl 2.20).

3.1. Vivendo a fé de Abraão.

Pela fé somos identificados como filhos de Abraão, o que nos coloca em pé de igualdade com o pai da fé no que diz respeito a viver uma vida de fé e esperança, apesar de todas as lutas que possam surgir diante de nós. Abraão teve uma vida completamente protegida e movida pela sua imensa gratidão e fé. A fé de Abraão foi-lhe imputada por justiça porque creu na promessa de Deus (Rm 4.17-24). Sara riu (Gn 18.12-13), mas Abraão creu. O inimigo cria artifícios para colocar dúvidas em nós, mas nunca podemos deixar de crer em tudo que o Senhor nos prometeu. Isto provará a nossa fidelidade.

3.2. Socorro através da fé.

A fé transforma a nossa vida. Quando vivenciamos as manifestações do agir de Deus em nossas vidas experimentamos o poder da fé. Ver o agir de Deus faz com que nossa certeza aumente em relação à Sua existência (Jó 42.5). Os apelos midiáticos e tecnológicos tentam, através de todos os meios, nos entristecer, derramando uma enxurrada de informações que visam destruir a nossa fé. Contudo, o servo fiel não se deixa confundir, antes coloca-se aos pés do Senhor, rochedo forte e socorro bem presente na hora da angústia (Sl 18.2; 46.1).

3.3. Uma tremenda expressão de fé.

O texto de Habacuque 3 nos apresenta uma tremenda expressão de fé. Quando vemos o profeta fazendo aquela que talvez seja a oração que mais represente uma situação de fé convicta, somos surpreendidos por uma posição que só tem quem conhece o verdadeiro Deus. O profeta Habacuque declara que, não importa o que aconteça, não perderá a sua alegria, pois a sua fé lhe garante o que de melhor o homem pode receber do Senhor: a sua salvação (Hc 3.17-18).

Conclusão.

Chegamos ao final do estudo acerca da fé. Vimos através dele que, se vivermos uma fé diária e permanente, nada que venha das mãos do inimigo terá poder para nos atingir e nos tirar da centralidade da vontade de Deus. Viveremos de fé em fé, de glória em glória (Rm 1.17; 2Co 3.18).

Questionário.
1. O que a fé nos leva a entender? 
2. O que um posicionamento firme de fidelidade fornece ao indivíduo? 
3. Segundo a lição, o que a fé afasta? 
4. O que o texto de Hebreus 11 nos apresenta? 
5. O que o texto de Habacuque 3 nos apresenta

fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com