quarta-feira, 1 de junho de 2016

Lições biblicas adultos BETEL o fruto bondade n.10

Bondade: A prática do amor sem expectativa de recompensa 





BONDADE: A PRÁTICA DO AMOR SEM EXPECTATIVA DE RECOMPENSA
(Lição 10 – 05 de Junho de 2016)

TEXTO ÁUREO
“Eu próprio, meus irmãos, certo estou, a respeito de vós, que vós mesmos estais cheios de bondade, cheios de todo o conhecimento, podendo admoestar-vos uns aos outros.” (Rm 15.14)

VERDADE APLICADA
Bondade é a capacidade de praticar o bem, sem expectativa de recompensa.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
► ENSINAR como praticar a bondade;
► REVELAR o que fazer para desfrutar da bondade de Deus;
► MOSTRAR o quanto é bom abrir mão do nosso eu.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Ef 5.9 - Porque o fruto do Espírito está em toda bondade, e justiça, e verdade)
Rm 15.2 - Portanto, cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação.
Ef 4.28 - Aquele que furtava, não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha que repartir com o que tiver necessidade.
Sl 145.6 - E se falará da força dos teus feitos terríveis; e contarei a tua grandeza.
Sl 145.7 - Publicarão abundantemente a memória da tua grande bondade e cantarão a tua justiça.

1. FAZENDO O BEM E DESPREZANDO O MAL

Ao praticar o bem e desprezar o mal, podemos ter a certeza de que, mais cedo ou mais tarde, essa oportunidade de fazer o bem a alguém, que não desperdiçamos, retornará na forma de alguma bondade, na forma de alguma bênção, ainda que disfarçada ou ocorrida de forma totalmente inesperada. Façamos o bem apenas pela gratidão de fazer o bem, e não esperando algo em troca. Essa troca, não devemos nos preocupar, ela virá, porque a lei do retorno é certa. (GL 6.7).

1.1. Um ato de bondade transforma uma vida

Demonstrar com atitudes a bondade a alguém, faz com certeza com que as pessoas se sintam melhor, a bondade pode acalentar o coração de todos os envolvidos, mesmo se sua bondade não for valorizada, isso não significa que demonstrá-la seja perda de tempo, ela tem grande valor aos olhos de Deus. A Bíblia nos garante que, quando mostramos bondade a outros, é como se estivéssemos emprestando a Deus (Pv 19.17). Ser bom faz bem, primeiro aos outros, mas também a nós mesmo. Muitas pesquisas científicas já comprovaram que ajudar os outros favorece a pessoa que está fazendo o bem e a pessoa que recebe. Entre os muitos benefícios, podemos citar o aumento do bem-estar geral, uma expectativa de vida maior, a diminuição das dores e o reforço do sistema imunológico. O verdadeiro cristão deve sempre promover atos de bondade, pois fazendo assim, estaremos agradando a Deus e não cometeremos pecado (Tg 4.17).

1.2. Ser bom é ser generoso

Segundo o Dicionário Houaiss, generosidade é a "virtude daquele que se dispõe a sacrificar os próprios interesses em benefício de outrem". Na palavra de Deus encontramos o maior exemplo de generosidade que vai além de qualquer outro, o apóstolo Paulo afirmou acerca de Jesus: “Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis” (2Coríntios 8:9). O Deus a qual servimos é generoso, Ele nos dá muito mais do que merecemos, da mesma forma, devemos ser generosos com outras pessoas, mesmo se não merecem. Ser generoso é uma forma de mostrar o amor de Deus a todos aqueles que nos cercam. Este é o sentimento de Jesus e que: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Filipenses 2.5).

1.3. Apresentar os padrões bíblicos é um ato de bondade

Muitos cristãos levam suas vidas apenas no plano natural, sem produzir o fruto espiritual da bondade. A bondade é um fruto do Espírito (Gálatas 5.22), o cristão não pode se cansar de ser bom, pois se isso acontecer, esse cristão abafou o Espírito Santo na sua vida. Nosso dever, como seres habitados pelo Espírito Santo, é encher a terra de bondade, apresentando os padrões bíblicos, se não o fizermos, o mundo não terá como ver a bondade de Deus.

2. DESFRUTANDO DA BONDADE DE DEUS

A bondade é um atributo de Deus, a bíblia destaca esse atributo afirmando: “Tu és bom e abençoador; ensina-me os teus estatutos”(Sl 119.68). A bondade é sempre manifestado em ações, a palavra de Deus nos fala que verdadeiramente Deus nos ama e que seu amor, sua bondade foi mostrada, foi manifestada: “Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele" (1 João 4.9).

2.1. A bondade de Deus produz vida

Deus é bom, e não somente isso, Ele é a própria bondade. A bondade de Deus é tão perfeita como o seu amor, como a sua graça. A bondade de Deus produz vida, expectativas para aquele que acha que não tem mais solução para seus problemas, sua bondade é infinita, não tem limites, não tem tamanho, e é imutável. Toda bondade que praticamos uns com os outros é bondade derivada de Deus, pois esse atributo é comunicável, isto é, Deus concede que imitemo-lo, mesmo com infinita precariedade, pois só Ele é bom (Mc 10.18), por isso a bondade que manifestamos é originada em Deus, não temos bondade habitando em nós de uma forma natural, nossa dependência é total Nele. (Rm 11.36).

2.2. A humanidade e a bondade de Deus

A bondade de Deus é perfeita e completa, se queremos produzir bondade, precisamos meditar na bondade de Deus. A bondade de Deus é tão grandiosa, que permitiu que Jesus Cristo fosse castigado em nosso lugar, dando-nos assim a vida eterna através Dele (Isaías 53.6-7). Deus demonstra sua bondade ao estender sua misericórdia, seu favor e seu amor para suprir a necessidade do ser humano. O caráter de Deus é movido por bondade, Ele espontaneamente se dispõe a conceder sua graça à humanidade pecadora em tempos de aflição. A bondade de Deus é espontaneamente favorável a outorgar favor imerecido, amor e misericórdia àqueles que Ele escolhe dentre a humanidade desmerecedora.

2.3. Liberalidade é bondade

Liberalidade é a disposição de praticar o bem sem esperar recompensa, é um presente de Deus para o homem e são de suma importância para a nossa existência. Vivemos para o propósito de servir e ajudar, Jesus Cristo veio para servir e ajudar, nisto Ele permanece para sempre, suas obras ultrapassam séculos. Nossa vida está baseada neste querer de Deus: que amemos uns aos outros assim como Ele nos amou (João 13.34).

3. LIÇÕES PRÁTICAS

A palavra de Deus nos exorta a sabedoria e conhecimento para controlarmos nossas emoções. Deus prometeu dar-nos liberdade, descanso e paz por nossas cargas emocionais. Cristo promete descanso para aqueles que estão cansados e oprimidos (Mt 11.28). O Espírito Santo nos ajuda a controlar as emoções, cultivando os frutos do Espírito (Gálatas 5.22-23).

3.1. Ser bom é abrir mão do nosso eu

Quando Deus se fez humano para viver entre uma humanidade que não merecia nada, ele estava, abrindo mão de sua glória celestial por amor a nós. Assim, quando renunciamos algo por amor ao Senhor, possivelmente vamos sofrer perdas e, com elas, virá certa dose de sofrimento. Mas com certeza valer a pena, pois o que ganharemos abrindo mão do nosso eu será algo de valor incalculável, certamente teremos a aprovação de Deus. No mundo atual, abrir mão do nosso eu em favor do próximo é visto como fraqueza, mas o cristão deve andar na contramão do mundo, Paulo escreveu: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Rm 12.10). Portanto, abrir mão do nosso eu, aos olhos de Deus é sinal de grandeza.

3.2. O fruto promove a santificação.

Os frutos da santificação se revelam em como vivemos e nas obras e atitudes que realizamos. Quando nos dedicamos no processo de santificação, os frutos que iremos produzir são frutos de quem conhece a Deus, pois revelaremos através de nossas atitudes a vida e a justiça de Deus que foi cumprida em Cristo Jesus na cruz para que pudéssemos ter vida e vida em abundância (João 10.10). A santificação é a pessoa de Cristo sendo formada em nós e manifestada visivelmente em nossa experiência como seus filhos. Qualquer manifestação que não seja a vida de Cristo em nós, é fruto da nossa carne e não o fruto que promove a santificação. Devemos com nossas atitudes procurar o amadurecimento do fruto da santificação, fazendo assim, veremos ao Senhor. Hebreus 12.14 diz: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”.

3.3. Permanecendo naquilo que aprendemos

Permanecer naquilo que aprendemos e manter o equilíbrio espiritual no mundo de hoje é um desafio, no entanto, a permanência e firmeza do cristão deve ser fundamentada no Senhor (Fp 4.1). Tiago nos exorta para que não sejam pessoas de mente dividida, instáveis (1.8), o cristão deve manter-se firme de acordo com o que aprendeu por meio do evangelho (2 Tm 3.13-15). Jesus Cristo é nossa rocha, a pedra angular em que nos firmamos, e se o Espírito de Deus que habita em nós capacita-nos sobre todas as dificuldades, precisamos demonstrar esta firmeza nas dificuldades da vida, é desejo do nosso Deus que sejamos fortes, firmes e permanentes no chamado celestial (1 Pe 5.10).

CONCLUSÃO


É através da manifestação do fruto do Espírito Santo que a maturidade espiritual torna-se perceptível, que Deus é glorificado em nossa vida, e assim muitos são abençoados através de nosso bom testemunho (João 15.8). O caminho para a frutificação é ser sensível à voz do Espírito Santo em nosso interior, a bíblia declara que o fruto do Espírito Santo é o amor, o qual foi derramado por Deus em nossos corações (Rm 5.5).



terça-feira, 31 de maio de 2016

Lições biblicas jovens divisão na familia n.10



Lições Bíblicas CPAD
Jovens
2º Trimestre de 2016


Título: Eu e minha casa — Orientações da Palavra de Deus para a família do Século XXI
Comentarista: Reynaldo Odilo
Lição 10: Quando a divisão se instala na família
Data: 5 de Junho de 2016 


TEXTO DO DIA 
“E amava Isaque a Esaú, porque a caça era de seu gosto; mas Rebeca amava a Jacó” (Gn 25.28). 
SÍNTESE 
A divisão na família traz danos para todos, e somente Deus pode restaurar os elos de carinho e lealdade danificados.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — Gn 25.22,23
Uma família dividida desde as entranhas
TERÇA — Gn 25.28
Pais com filhos prediletos 
QUARTA — Gn 25.29-34
Irmãos sem solidariedade 
QUINTA — Gn 26.34,35; 27.46
Noras que são amargura 
SEXTA — Gn 27.6-14
Cônjuge que engana 
SÁBADO — Gn 27.19,41
Irmãos que contendem

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
MOSTRAR que a família de Isaque era uma bênção, o que não impediu que tivesse sérios problemas;
ANALISAR criticamente de que forma a divisão se instalou na família de Isaque, causando inúmeros prejuízos;
GLORIFICAR a Deus pelo final feliz da família de Isaque, onde a humildade e o perdão prevaleceram.

INTERAÇÃO

Professor, você é daqueles que reconhecem a importância dos recursos didáticos como auxiliares no processo de ensino-aprendizagem e fazem uso dessa ferramenta? Então você merece os mais efusivos parabéns! Os recursos didáticos não são somente para as classes infantis. Eles são importantes aliados em qualquer faixa-etária.
Na lição de hoje veremos que a divisão na vida de uma família sempre causa uma enorme perturbação, correndo o risco de surgir um profundo sentimento de descontentamento que pode chegar até à morte.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, a família do patriarca Isaque, que está no centro da aula de hoje, foi extremamente abençoada, mas um dia permitiu que a divisão se instalasse em seu interior. Sugerimos que você divida a sala em dois grupos: um defenderá Esaú, e o outro Jacó. Dê um tempo para cada grupo preparar seus argumentos (não precisa muito porque eles já conhecem a história). Após, ambos apresentam a defesa dos respectivos personagens bíblicos, faça o fechamento da atividade demonstrando que a divisão entre os irmãos trouxe muitos prejuízos, e que a família de Isaque só teve um final feliz porque eles se perdoaram. No final da aula, selecione alguns alunos para a seguinte tarefa: estudar, durante a semana, o primeiro tópico da lição 12, a fim de ministrar sobre o assunto ali abordado, na aula da penúltima semana.

TEXTO BÍBLICO

Gênesis 27.6-8,13. 
6 — Então, falou Rebeca a Jacó, seu filho, dizendo: Eis que tenho ouvido o teu pai que falava com Esaú, teu irmão, dizendo:
7 — Traze-me caça e faze-me um guisado saboroso, para que eu coma e te abençoe diante da face do Senhor, antes da minha morte.
8 — Agora, pois, filho meu, ouve a minha voz naquilo que eu te mando.
13 — E disse-lhe sua mãe: Meu filho, sobre mim seja a tua maldição; somente obedece à minha voz, e vai, e traze-mos.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

A divisão em família sempre causa perturbação, correndo o risco de surgir um profundo descontentamento que pode chegar até à morte. Este é o tema que estudaremos.

I. UMA FAMÍLIA ABENÇOADA

1. Pré-história. Para estudar sobre Isaque e sua família, é preciso entender o que aconteceu com a família de seus pais, Abraão e Sara, em relação a ele. Um dia, houve um conflito sobre quem seria o herdeiro de tudo, ao que Deus respondeu a Abraão: “[...] em Isaque será chamada a tua semente” (Gn 21.12). O Senhor estava dizendo que o plano dEle se executaria por intermédio da semente de Sara e, portanto, Isaque era o único herdeiro de Abraão (Gn 22.1,16), devendo o outro filho, Ismael, ser expulso de casa. Sem Isaque, não haveria futuro. Deus fez uma escolha e Abraão obedeceu. Não houve divisão na casa de Abraão porque o velho patriarca ouviu a voz do Senhor.
2. Casamento no Senhor. Diante da escolha do Senhor em relação a Isaque, Abraão enviou Eliezer para buscar uma esposa da sua linhagem para ele (Gn 24.1-4). Tudo isso foi regado com muita oração, certamente de Abraão, como também de Eliezer (Gn 24.12-14) e do próprio Isaque (Gn 24.63). Rebeca foi escolhida por Deus e seus pais concordaram com o casamento, questão muito importante, não só para aqueles dias, mas também para os atuais.
3. História que se repete. A mesma coisa que aconteceu com Sara também se repetiu com a esposa de Isaque: Rebeca era estéril. Como Deus cumpriria sua promessa, de fazer com que houvesse descendentes de Isaque como as estrelas do céu (Gn 15.5)? Isaque não ficou imobilizado, frustrado, indignado com o Senhor, ou simplesmente aguardando que as coisas acontecessem automaticamente. Mas ele fez uma campanha de oração que durou vinte anos, para que Deus abrisse a madre de sua esposa, até que ela engravidou e então lhes nasceram os filhos Esaú e Jacó (Gn 25.20,21; 26).

Pense! 
Se Deus escolheu Isaque como herdeiro de Abraão, dizendo não a Ismael, por que Isaque não poderia escolher Esaú e desprezar Jacó? 

Ponto Importante 
Deus pôde escolher Isaque em detrimento de Ismael, pois o fez em amor. E tudo deu certo. Quando os pais escolhem, porém, o amor é afetado e tudo dá errado. 

II. PROBLEMAS

1. Pais com preferências filiais. A abençoada família de Isaque, porém, permitiu que a divisão se instalasse em seu seio. Isso sempre traz consequências terríveis, pois é na força da união familiar que os projetos se realizam (Gn 11.6; Dt 32.30). Isaque certamente entendeu que a preferência de Abraão por ele, em relação ao seu irmão Ismael, aconteceu por ordem do Senhor. Mas o Altíssimo não determinou que houvesse predileção dos pais em relação a qualquer dos filhos; aliás, a única coisa que se sabia sobre o futuro das crianças era uma revelação que Deus dera a Rebeca, dizendo que o maior serviria ao menor (Gn 25.23). Entretanto, como a palavra não fora dirigida a Isaque, talvez ele não levasse a profecia muito a sério. À proporção que a vida foi passando, Isaque se afeiçoou sobremaneira por Esaú e Rebeca por Jacó (Gn 25.28). Pelo que se depreende do texto bíblico, essas preferências não eram em nada discretas, sussurradas nos corações, mas claramente perceptíveis. Era uma situação incomodamente colocada. Os pais faziam questão de tomar partido.
2. Filhos com cosmovisões distintas. Esaú e Jacó eram gêmeos bivitelinos. Não se pareciam fisicamente, muito menos emocional e espiritualmente, além de possuírem cosmovisões distintas. A vida de Jacó era agradável a Deus (Ml 1.2; Rm 9.13), mas Esaú não foi servo do Senhor (Hb 12.16). A Bíblia o identifica como fornicário e profano. Os irmãos gêmeos tinham visões distintas de mundo. Jacó valorizava as coisas espirituais, e Esaú as materiais (Gn 25.34). Esaú, por exemplo, casou-se com duas mulheres pagãs, as quais trouxeram muita aflição à família patriarcal (Gn 26.33,34), mas Jacó decidiu esperar em Deus pela esposa certa (Gn 27.46).
3. Rompimento familiar. A divisão que começou como uma fagulha, ainda no ventre materno (Gn 25.22,23), transformou-se em um grande incêndio. Depois de Jacó enganar o pai e a Esaú, o rompimento dos irmãos foi total.


Pense! 
Será que Rebeca, algum dia, se arrependeu por ter criado toda a confusão que ensejou o rompimento familiar entre seus filhos? Tudo aquilo compensou? 
Ponto Importante

O ódio plantado na família pode ser incontrolável. O certo é cortar logo o mal na raiz, pelo perdão.

III. FIM DA HISTÓRIA

1. A fuga. Fugir nunca é a melhor saída. É importante que cada pessoa assuma os seus erros e arque com as consequências. Jacó, porém, diante do drástico rompimento familiar, empreendeu uma longa viagem à terra de seus avós maternos. Não sabia que lá, distante dos cuidados de Rebeca, passaria por momentos bastante difíceis. Seu tio Labão foi um péssimo anfitrião. Egoísta e traiçoeiro, ele fez Jacó experimentar dos próprios métodos familiares, com os quais enganara seu pai e seu irmão. Jacó reclamou que Labão o enganara, mudando o seu salário dez vezes, com o objetivo de que ele não tivesse prosperidade nos negócios, mas o Senhor o ajudou e o abençoou (Gn 31.7,41). Todavia, como toda fuga tem seu fim, chegou o dia em que Deus determinou que Jacó voltasse à sua terra.
2. O retorno. Deus tinha mandado que o avô de Jacó, Abraão, saísse da sua terra e da sua parentela, para uma terra que manasse leite e mel, mas o Senhor nunca determinou o retorno do pai da fé à sua terra natal. Por quê? Porque a vida de Abraão, em Ur dos Caldeus, estava bem resolvida familiarmente! Abraão não partiu fugido. Ele saiu de cabeça erguida. Entretanto seu neto, Jacó, ao contrário, tinha deixado marcas de sofrimento na vida do pai e do irmão e, por isso, era preciso retornar para acertar as contas com o passado (Gn 32.3), pois quem assim não procede nunca poderá seguir em frente.
3. O reencontro. Vinte anos já tinham decorrido desde a fuga de Jacó, mas agora ele retorna com tudo que possuía para se reencontrar com a sua família. Esaú era uma sombra no seu passado. Uma marca indelével. Diante disso, Jacó enviou mensageiros para informar a Esaú que ele estava chegando (Gn 32.3-5). O medo da vingança assombrava o fugitivo patriarca e ficou ainda mais forte quando os emissários voltaram, pois disseram que Esaú viria ao seu encontro com quatrocentos homens (Gn 32.6,7). A partir daí, Jacó voltou a tratar diretamente com Aquele que pode fazer todas as coisas e que aparecera a ele no caminho de ida (Gn 28.10-17). Ele fez uma vigília a noite inteira e teve um encontro com Deus (Gn 32.22-31). Ao amanhecer o dia, Esaú despontou no horizonte, com quatrocentos homens. Um grande exército para a época! Mas o Senhor se compadeceu de Jacó e houve reconciliação entre os irmãos. 

Pense!

Qual o único jeito de resolver um antigo problema que envolve um grande e duradouro ódio, o qual foi a causa da divisão na família? 

Ponto Importante

Não houve mortandade entre os filhos de Isaque, porque Jacó buscou a Deus (Os 12.3,4) e se humilhou ante Esaú, recebendo o perdão. Só Deus cura traumas familiares. 

CONCLUSÃO

Os descendentes de Isaque experimentaram as consequências de uma semente de discórdia plantada pelos próprios pais. Fica o exemplo. É preciso haver equilíbrio no tratamento dos filhos, confiança no caráter de Deus, que sempre cumpre as suas promessas, e um profundo desejo de construir um lar que glorifique ao Senhor, que faça a diferença na terra. Esse é o plano de Deus para os jovens que esperam nEle!

HORA DA REVISÃO

1. Mencione três famílias que, conforme a lição, sofreram divisões profundas.
Família de Gideão, do rei Acazias e do imperador Nero. 
2. Segundo a lição, por que não houve divisão na família de Abraão?
Porque ele ouviu a voz de Deus. 
3. Como a Bíblia identifica a Esaú?
Como fornicário e profano. 
4. Qual o principal problema de Isaque e Rebeca, em relação aos filhos?
Eles tinham preferências filiais: Isaque amava a Esaú e Rebeca a Jacó. 
5. Por que Jacó teve que retornar para a terra de seu pai, conforme a lição?
Jacó tinha deixado marcas de sofrimento na vida do pai e do irmão, e, por isso, era necessário retornar para acertar as contas com o passado.

SUBSÍDIO I

“Quando a Cobiça Vence
O poder mal-empregado quase sempre é resultado da cobiça. Com muita frequência, pessoas bem-intencionadas em posição de poder dizem a si mesmas: trabalhei duro por longo tempo. Mereço algo mais do que estou obtendo agora como recompensa. Em consequência, a cobiça toma as rédeas.
As prisões estão cheias de pessoas que em todos os outros aspectos são decentes mas se tornaram cobiçosas. Sei disso porque fiz amizade com muitas delas: advogados, empresários, médicos e até mesmo ex-agentes do FBI. Havia um que fora juiz federal. Como chegaram a esse ponto em suas vidas? Foi o sentimento, a busca, a crença de que estavam acima de tudo e podiam fazer o que quisessem sem jamais prestar contas de sua conduta ou atos. Foi o poder que desejaram a todo custo.
Se quisermos a presença de Deus em nossas vidas, a mentira tem de ir embora! O jogo do poder deve terminar! Precisamos nos arrepender do pecado do engano.
Deus quer levar-nos para além da responsabilidade, até a honestidade total — com Ele, com outros e com nós mesmos” (DORTH, Richard W. Orgulho Fatal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, pp.84,86).

SUBSÍDIO II

“A escolha do nome lsaque (‘ele sorri’)

Deve ter causado uma variedade de sentimentos a cada vez que era pronunciado. Mais importante, era um testemunho do poder de Deus em tornar realidade a sua promessa.
Em uma família de vigorosos desbravadores, lsaque era do tipo quieto, que se importava mais com seus próprios negócios, a menos que recebesse um chamado especifico para agir. Ele foi o filho único protegido desde que Sara livrou-se de Ismael.
Em sua própria família, lsaque ocupava a posição patriarcal, mas Rebeca tinha o poder. Ao invés de ser firme, lsaque achava mais fácil mentir ou condescender a fim de evitar confrontos. Apesar desses defeitos, lsaque fazia parte dos planos de Deus. O exemplo que recebera de seu pai incluía uma grande fé no único Deus verdadeiro. A promessa de Deus, de criar uma grande nação através da qual Ele abençoaria o mundo, foi passada de lsaque para seus filhos gêmeos.
Não é raro nos identificarmos com lsaque em suas fraquezas. Mas considere um instante: Deus trabalha através das pessoas a despeito de suas falhas. Ao orar, fale com Deus que você está disponível para ser usado por Ele. Você descobrirá que a disposição de Deus em usá-lo é ainda maior que o seu desejo de ser usado” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, 2013, p.20).



Lições biblicasadultos CPAD o Evangelho de Cristo n.10


Lições Bíblicas CPAD
Adultos
2º Trimestre de 2016


Título: Maravilhosa Graça — O Evangelho de Jesus Cristo revelado na carta aos Romanos
Comentarista: José Gonçalves
Lição 10: Deveres civis, morais e espirituais
Data: 5 de Junho de 2016 


TEXTO ÁUREO

“Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus” (Rm 13.1).

VERDADE PRÁTICA

Diante da sociedade, o crente tem deveres civis, morais e espirituais.

LEITURA DIÁRIA 
Segunda — Rm 13.1
É Deus que constitui as autoridades para que governem com justiça 
Terça — Rm 13.2
Resistir às autoridades é resistir à ordenação de Deus 
Quarta — Rm 13.3
As autoridades são constituídas para punir os que fazem o mal 
Quinta — Rm 13.5
Os crentes devem respeitar as autoridades 
Sexta — Rm 13.7,8
Pagando os tributos e não devendo nada a ninguém, a não ser o amor
Sábado — At 5.29
A obediência a Deus deve vir sempre em primeiro lugar

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Romanos 13.1-8.

1 — Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus.
2 — Por isso, quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação.
3 — Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela.
4 — Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus e vingador para castigar o que faz o mal.
5 — Portanto, é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência.
6 — Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo.
7 — Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.
8 — A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei.

HINOS SUGERIDOS

10, 185 e 436 da Harpa Cristã.

OBJETIVO GERAL 
Conscientizar que o crente tem deveres civis, morais e espirituais para com a sociedade na qual está inserido.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Apontar os deveres civis daqueles que foram alcançados pela graça divina;
II. Explicar os deveres civis dos crentes;
III. Relacionar os deveres espirituais dos crentes.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR 
Dando prosseguimento ao estudo da Epístola aos Romanos, estudaremos o capítulo 13. Neste capítulo Paulo mostra que a nossa vida de fé em Jesus Cristo precisa ser revelada em nossos relacionamentos interpessoais e com as autoridades constituídas. O crente deve respeitar e se submeter às autoridades legitimamente constituídas. Porém, isso não significa que ele deva concordar com o pecado daqueles que estão em uma posição de liderança, como por exemplo, a corrupção, o roubo e leis que são contrárias a Palavra de Deus, como por exemplo, a legalização do aborto. Somos cidadãos dos céus, mas enquanto vivermos neste mundo, precisamos pagar nossos impostos e seguir as leis estabelecidas (13.1-5). Nosso respeito e submissão as autoridades revelam o quanto amamos e respeitamos o Todo-Poderoso e as suas Leis.

COMENTÁRIO INTRODUÇÃO

Na lição de hoje estudaremos o capítulo 13 da Epístola aos Romanos. Paulo trata neste capítulo a respeito da relação dos crentes com as autoridades. Viver pela fé na justiça de Deus implica obedecer às leis, as autoridades governamentais, pagar impostos e seguir as regras e normas estabelecidas, demonstrando então que somos uma nova criatura. A submissão do crente às autoridades revela seu amor e sua obediência às leis de Deus.


PONTO CENTRAL 
O crente tem deveres civis, morais e espirituais para com a sociedade.  

I. DEVERES CIVIS (Rm 13.1-7)

1. A natureza do Estado. O apóstolo Paulo parte do princípio de que toda autoridade é constituída por Deus. [...] “Não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus” (Rm 13.1 — ACRF). A tradução Almeida Corrigida Revisada Fiel usada aqui deixa ambíguo o sentido desse texto ao usar a palavra potestade em vez de autoridade. O termo potestade dá uma conotação de que a referência seja a seres espirituais. Todavia, o termo exousia (autoridade), que ocorre 102 vezes em o Novo Testamento grego, quatro vezes neste capítulo, possui o sentido, nesse contexto, de governantes civis. A referência, portanto, diz respeito às autoridades civis, quer locais, quer nacionais. O princípio da autoridade constituída, ou delegada, vem de Deus, e por isso o crente tem o dever de se submeter a ela. Esse princípio é fartamente documentado no Antigo Testamento, onde é mostrado que nenhum governante exerce autoridade fora do domínio de Deus (Pv 8.15,16; Dn 2.21; Is 45.1-7).
2. O propósito do Estado. A natureza espiritual de um governo civil está no princípio da autoridade a ele delegada. O propósito da sujeição do crente à autoridade constituída, segundo Paulo, é especificado em Romanos 13.3,4. A razão dada é a promoção do bem e a punição do mal por parte da autoridade. Em outras palavras, a manutenção da ordem. Sem obediência a autoridade corre-se o risco de se cair numa anarquia. É por isso que o apóstolo diz que o governo é ministro de Deus para a promoção do bem comum, bem como para frear o mal. A palavra ministro, no grego, é diáconos, vocábulo que mostra o princípio divino por trás do governo humano. São ministros a serviço de Deus, mesmo que sejam governantes pagãos, como, por exemplo, os imperadores Ciro e Nabucodonosor (Is 45.1; Dn 4.17).
O princípio bíblico em relação às autoridades é que o cristão as respeite e as honre (Rm 13.7). A desobediência civil só se justifica no caso de conflito entre a lei humana e a divina (At 5.29). No caso de governos que decretam leis injustas e estados totalitários que privam o exercício da fé, o cristão, em razão da sua consciência para com Deus, deve moldar-se pela Palavra de Deus, para isso, estando disposto a assumir todas as consequências de seus atos.
3. A igreja e o Estado. Paulo mostra que a sujeição por parte dos cristãos às autoridades deve-se primeiramente por razões de obediência. Nesse caso o crente deve submeter-se ao poder coercitivo da lei, pagando impostos e tributos. É interessante notar que Paulo fala de dois tipos de tributos nesse capítulo, phoros e telos. O primeiro termo é uma referência aos impostos diretos enquanto a segunda aos indiretos. Paulo aconselhou os crentes a cumprirem seus deveres pagando seus impostos (Mt 22.21). Mas havia uma razão a mais para a submissão à autoridade — a consciência do crente. O crente não deveria se sujeitar a autoridade simplesmente por medo da lei, mas por uma questão de consciência diante de Deus.

SÍNTESE DO TÓPICO (I) 
O crente tem deveres civis a cumprir. 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Submissão as autoridades (13.1)

‘Toda alma esteja sujeita às potestades superiores’. O apóstolo recomenda a submissão à autoridade constituída. A seguir, o texto declara a razão por que devemos nos submeter às autoridades: ‘Porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus’. A palavra ‘potestade’ refere-se a ‘autoridade ou poder delegado’. Neste parte do versículo, Paulo declara que toda a autoridade vem de Deus.
13.2. Neste versículo, o resistir às autoridades significa resistir a Deus, por isso estamos legalmente obrigados a reconhecer e a obedecer às autoridades constituídas. Resistir à autoridade é opor-se à lei divina, pois Deus mesmo reconhece a lei civil. Quebrar a lei ou transgredi-la implica em consequências negativas, isto é, em condenação, não só da parte das autoridades civis, mas também da parte de Deus.
13.3,5. ‘Porque os magistrados não são terror para as boas obras’. Quando alguém pratica o bem não tem o que temer. Note que Paulo declara que a autoridade civil é ministro de Deus (v.4), por isso, o crente deve orar a Deus pela autoridades constituídas e submeter-se a elas (v.5). Devemos nos submeter às autoridades por dever de consciência. O crente obedece, não por medo de ser punido, mas porque sua consciência lhe mostra o que deve fazer” (CABRAL, Elienai. Romanos: O Evangelho da Justiça de Deus. 5ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.139). 

II. DEVERES MORAIS (Rm 13.8-10)

1. A dívida que todos devem ter. O apóstolo reconhece os deveres do cristão em relação ao Estado, e aconselhou a não ficarem em débito com ninguém: “A ninguém devais coisa alguma [...]” (Rm 13.8). Em palavras atuais, significa que o crente deve ter o “nome limpo na praça”. Por outro lado, Paulo reconhece outra natureza de dívida, esta não negativa, mas positiva para o crente. A dívida do amor. Não podemos dever nada a ninguém, exceto “o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei” (Rm 13.8). Orígenes, um dos pais da igreja antiga, dizia que “a dívida de amar é permanente e nunca a saldamos; por isso devemos pagá-la diariamente, e sem dúvida, continuaremos devendo”. Amar o semelhante é uma obrigação moral que temos para com a raça humana.
2. A segunda tábua da lei. Paulo havia falado muito sobre a Lei nos capítulos anteriores, e aqui novamente ele volta a citá-la: [...] “quem ama aos outros cumpriu a lei” (Rm 13.8). A lei dada a Moisés no Sinai foi escrita em duas tábuas (Êx 34.1). Os quatro primeiros mandamentos enfatizam o relacionamento vertical, isto é, entre Deus e os homens: Não ter deuses estranhos; não fazer imagens; não profanar o nome de Deus e guardar o sábado. Por outro lado, os outros seis mandamentos são horizontais, isto é, enfocam o relacionamento entre as pessoas: Honrar os pais; não matar; não adulterar; não furtar; não dar falso testemunho e não cobiçar. O interesse do apóstolo pelas relações interpessoais fica claro quando ele cita, em Romanos 13, esses mandamentos: “Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás [...]” (Rm 13.9).
3. O segundo grande mandamento. Paulo reforça o seu argumento sobre a lei do amor citando Levítico 19.18. Ele conclui dizendo que “o cumprimento da lei é o amor” (Rm 13.10). O mandamento do amor sintetiza todos os outros preceitos que promovem as relações (Rm 13.9).

SÍNTESE DO TÓPICO (II) 
O crente precisa obedecer princípios morais estabelecidos por Deus. 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Deveres Morais (13.11-14)
Neste texto, encontramos um imperativo moral para um viver cristão autêntico. É um apelo à vigilância cristã e à conscientização da urgência do tempo.
13.11. ‘E isto digo, conhecendo o tempo’. Que há dentro desse tempo? São os sinais predeterminados da vinda de Cristo. Por isso, a continuação do versículo 11 é uma exortação ao despertamento espiritual contra toda a indiferença e frieza. Estar despertado implica em estar de prontidão espiritual.
13.12. ‘As obras das trevas’ se contrapõem às obras da luz, pois são originadas pelo príncipe das trevas, e suas obras são más e traiçoeiras. Entretanto, o Senhor nos oferece as ‘armas da luz’ que são a graça, a bondade e a verdade do reino de Cristo.
13.13,14. ‘Andemos honestamente’ (v.13). Diz respeito ao comportamento moral do crente, ‘não em glutonaria, nem em bebedeiras, nem em desonestidade, nem em dissoluções, nem em contendas e invejas’. Ora, o padrão neotestamentário rejeita as obras da carne. Deus abomina a licenciosidade e a intemperança. Porém, no versículo 14, Paulo convida: ‘Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo’. Significa recebê-lo no coração e deixá-lo dominar inteiramente a nossa vida. Não há vitória moral fora de Cristo. Estar revestido de Cristo é ter a presença pessoal do Espírito Santo dentro de nós, limpando e purificando o nosso interior” (CABRAL, Elienai. Romanos: O Evangelho da Justiça de Deus. 5ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.140).

III. DEVERES ESPIRITUAIS (Rm 13.11-14)

1. Consciência escatológica (v.11). Encabeçando a lista dos deveres de natureza espiritual, Paulo apresenta um de natureza escatológica: “E isto digo, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono [...]” (Rm 13.11). A palavra tempo, aqui, traduz o termo grego kairós, que significa tempo oportuno. Para o apóstolo, a vinda de Jesus era uma realidade sempre presente na vida do crente.
2. Consciênia da salvação e do Espírito Santo (vv.11,14). Nos dois últimos versículos de Romanos 13, observamos que há a necessidade de uma consciência que seja soteriológica e pneumatológica (Rm 13.11). A referência direta ao Salvador está na palavra salvação e a referência indireta ao Espírito Santo está na frase: [...] “E não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências” (Rm 13.14). É o Espírito quem produz o fruto na vida do crente de forma que este possa vencer as concupiscências da carne (Gl 5.19-22). Cabe ao cristão andar no Espírito para não satisfazer os desejos da carne. 

SÍNTESE DO TÓPICO (III) 
O crente precisa obedecer princípios espirituais estabelecidos por Deus. 

SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO

“Romanos 14.10-12
Cada um de nós dará contas do que faz a Cristo, não aos demais irmãos. Embora a Igreja procure ser inflexível em sua posição contra certas atividades ou comportamentos expressamente proibidos pelas Escrituras (adultério, homossexualidade, assassinato e roubo), ninguém deve criar regras e regulamentos adicionais, concedendo-lhes uma condição semelhante à lei de Deus. Muitas vezes, os cristãos baseiam seus critérios morais em opiniões, particularidades pessoais ou preceitos culturais, em vez de na Palavra de Deus. Quando o fazem, mostram como sua fé é fraca e não imaginam como Deus é suficientemente poderoso para guiar seus filhos. Quando nos colocamos perante Deus e prestamos contas de nossa vida, não nos preocuparemos com o que nosso vizinho cristão fez (2Co 5.10)” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, p.1575).  

CONCLUSÃO

Nesta lição, vimos as responsabilidades que o cristão deve assumir, tanto no convívio social como espiritual. Como ser social, temos deveres para com o Estado. Devemos respeitar a ordem estabelecida. Todavia, como ser moral e espiritual temos deveres para com o outro. Não somos apenas cidadão do céu (Fp 3.20), somos também cidadãos da Terra. Devemos investir nos relacionamentos horizontais, mantendo sempre em mente que o salvo em Cristo não é uma ilha. Precisamos uns dos outros.

PARA REFLETIR 
A respeito da Carta aos Romanos, responda: 
Quem constitui as autoridades?
Deus. As autoridades são ministros a serviço de Deus, mesmo que sejam governantes pagãos, como, por exemplo, os imperadores Ciro e Nabucodonosor. 
Qual a razão do crente se submeter às autoridades?
Paulo mostra que a sujeição por parte dos cristãos às autoridades deve-se primeiramente por razões de obediência. 
O que pode acontecer quando a sociedade deixa de obedecer às autoridades?
Caos e desordem. 
Qual o princípio bíblico em relação às autoridades?
O princípio bíblico em relação às autoridades é que o cristão as respeite e as honre (Rm 13.7). 
O que significa “a ninguém devais coisa alguma” (Rm 13.8)?
Em palavras atuais, significa que o crente deve ter o “nome limpo na praça”. Por outro lado, Paulo reconhece outra natureza de dívida, esta não negativa, mas positiva para o crente. A dívida do amor. Não podemos dever nada a ninguém, exceto “o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei” (Rm 13.8).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO 
Deveres civis, morais e espirituais

A história da humanidade pode ser contada a partir das sucessivas tentativas de derrubadas e soerguimentos de governos humanos. Ora, o Antigo Testamento mostra com clareza as derrubadas de impérios e reinos, e o levantamento de outros reinos no lugar daqueles abatidos. A história da humanidade também é uma história da busca e de conquista do poder.
Na época do apóstolo Paulo, o sistema de governo vigente no mundo era a Monarquia Absolutista. O poder era centralizado na pessoa do imperador de Roma. Quando o apóstolo se refere sobre a devida obediência às “Autoridades superiores”, ele se referia a autoridade civil exercida pelo governo de Roma, bem como a referência direta aos administradores do governo romano.
Um ponto que é claro na epístola, e no capítulo 13, é que as obrigações que incidem em nossa sujeição às autoridades civis, mediante ao ensino apostólico, significam fazer a “boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2). Neste sentido, devemos obediência ao governo civil porque, em primeiro lugar, toda autoridade provém da parte de Deus. Neste caso, o governo e os magistrados são responsáveis para punir o malfeitor e assegurar o bem estar das pessoas de bem (Rm 13.2-5). Outro ponto: a obediência à autoridade não pode ser apenas pelo medo de ser punido, mas pela consciência de que é uma instituição divina (13.5). Entretanto, quando lemos a carta de Paulo aos Romanos, mais especificamente o trecho sobre as autoridades civis, nós devemos levar em conta algumas questões importantes:
1. O sistema de governo de Roma na época de Paulo não é o mesmo do atual.
2. Diferentemente da Monarquia Absolutista, hoje a maioria das nações tem o sistema de governo sob a perspectiva de leis, segundo o advento das Constituições.
3. No regime das Constituições, o chefe do Estado, apesar de ser uma autoridade com poderes previstos na Constituição, não é um déspota, mas o servidor da nação com limites muito claros e delimitados segundo o sistema constitucional.
4. Se a autoridade for responsável por crime de responsabilidade ou atentar contra a probidade administrativa, a Constituição prevê caminhos para a destituição dessa autoridade.
Portanto, hoje o que caracteriza a desobediência civil é o descumprimento da Constituição e do sistema de Leis vigente em nossa nação.