terça-feira, 10 de maio de 2016

Lições biblicas BETEL o fruto do Espirito Santo PAZ


ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 7 - Revista da Editora Betel



Paz: O Prazer Inefável da Tranquilidade e Serenidade
15 de maio de 2016

Texto Áureo
“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus”. Filipenses 4.7

Verdade Aplicada
A verdadeira paz produz uma sensação de prazer indescritível na vida de quem recebe o fruto do Espírito.

Textos de Referência.

Romanos 5.1-5
1 Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo;
2 Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.
3 E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência;
4 E a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança.
5 E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

Introdução
Nesta lição, estudaremos a característica do fruto do Espírito que produz um efeito profundo na vida do servo de Deus. A paz mantém o indivíduo sereno e tranquilo mesmo em meio às tribulações da vida.

1. Em busca da verdadeira paz.
A partir do momento em que começa a desenvolver o amor e o gozo, o cristão passa a sentir uma imensa sensação de paz, característica do fruto do Espírito que a humanidade mais tem buscado nos dias atuais. Porém, só alcança esta paz quem tem a certeza de que desfruta de um perfeito relacionamento com o seu Criador. Sem esse relacionamento, o indivíduo anda vagueando pelas infovias em busca de alguma paz (Fp 4.7).

1.1. Paz além do nosso entendimento.

Em um de Seus diálogos com os discípulos, Jesus os acalentou acerca da paz que tanto o homem busca. As palavras do Mestre visavam trazer um sentimento de tranquilidade para aqueles que puderam experimentar a companhia do próprio Deus durante o Seu ministério terreno (Jo 14.27). Mais adiante, em outro momento especial, Jesus apresenta como essa paz se faria presente em meio ao Seu povo (Jo 16.7). Em Seu discurso, o Senhor apresenta o Espírito Santo como agente desta paz. Quando o indivíduo começa a trabalhar em busca do amadurecimento do fruto do Espírito Santo, ele conhece a paz que foi apresentada pelo apóstolo Paulo aos filipenses: a paz que excede todo entendimento (Fp 4.7).

1.2. O Príncipe da Paz.

No texto bíblico de Isaias 9.6, Jesus Cristo nos é apresentado como Príncipe da Paz. Este poderia ser encarado como mais um dos tantos títulos maravilhosos que são devotados ao nosso Deus (Ap 1.8). Entretanto, neste título existe uma diferença em relação a todos os outros, pois ele nos mostra que não existe como ser participante da verdadeira paz se não estivermos em uma comunhão perfeita com o Filho de deus. A paz que nos é fornecida pelo Príncipe da Paz não está atrelada a acontecimentos externos, mas vem direto do Pai das luzes na pessoa do Seu Filho.

1.3. Vivendo em paz em um mundo turbulento.

Viver neste mundo é viver em um barril de pólvora. Por todos os lados ouvimos notícias de guerras e rumores de guerras. A cada dia surge um novo inimigo público, seja no âmbito das nações, com grupos terroristas que aterrorizam a todos, ou no âmbito social, com elementos que se apresentam como paladinos das populações menos favorecidas em prejuízo de todo o resto da sociedade. Como viver em paz diante de um cenário como este? O passo a ser dado é ter paz com o Criador (Sl 91.10). Quando temos paz com Ele, passamos a experimentar, através de Sua infinita graça, este sentimento de bem-estar e satisfação que só se manifesta na vida de quem está na presença de Deus (Rm 5.1-2).

2. Um descanso permanente
A paz é um sentimento íntimo e profundo de sossego vivenciado pelo indivíduo, independente dos acontecimentos que o rodeiam.

2.1. Paz: serenidade em meio às lutas.

Quando o indivíduo escolhe viver uma vida de paz com Deus, ele começa a ser presenteado por Ele com uma intensa posição de serenidade em relação ao que recebe de informações negativas. Mesmo em meio à tempestade e o medo dos discípulos, Jesus não saiu da Sua posição e, quando solicitado, forneceu a Sua serenidade a todos (Mt 8.23-27). Paulo, em sua carta aos Colossenses, disse que fomos chamados por Deus para uma vida de paz, que será vivida por todos que fizerem parte do Corpo de Cristo. Logo, devemos ser agradecidos e buscar produzir o amadurecimento do fruto do Espírito, através do qual dominaremos os mais profundos sentimentos em nossos corações (Cl 3.15).

2.2. Para vermos a Deus, temos que ter paz com os homens.

A paz do fruto do Espírito é algo que deve ser compartilhado com todos aqueles com quem nos relacionamos. Viver em comunhão é fazer parte de um mesmo corpo e não se pode fazer parte de um corpo vivendo um ambiente sem paz. Em sua carta aos Romanos, o apóstolo Paulo orienta que sempre que for possível devemos buscar viver em paz com todos. (Rm 12.18). Viver em paz na sociedade tem como efeito principal o processo de santificação, pelo qual todos devem passar se desejarem ver a Deus (Hb 12.14). Se não buscarmos o amadurecimento da paz do fruto do Espírito Santo em nós, estaremos fadados a nos afastar cada vez mais do Criador, pois, se não cultivarmos a paz com o homem, não poderemos ter paz com o Senhor.

2.3. O homem sem Deus não tem paz.

Os sentimentos de paz, sossego e serenidade são características que fazem do servo do Senhor um indivíduo diferente. A Palavra de Deus afirma que os que não servem a Cristo não experimentaram a paz íntima e verdadeira (Is 48.22). Viver em um mundo onde não se tem certeza de nada é algo terrível para muitos. Mas, para quem conhece a Jesus de forma íntima, esta falta de certeza veiculada pela mídia não assusta, pois experimenta uma paz que firma todas as suas emoções em Cristo. Desfrutar de paz é descansar nos braços do Senhor e ter a certeza de um sono tranquilo. Nenhuma ameaça vinda de pessoas será capaz de tirar a paz de um servo fiel (Sl 56.11; 118.6).

3. Lições práticas.

A primeira seção do fruto do Espírito conta com três características (amor, gozo e paz) que garantem ao indivíduo o desfrutar de uma vida equilibrada, pois permitem uma condição de tranquilidade, onde os sentimentos estão protegidos pela ação do Espírito Santo.

3.1. Certeza de vida eterna produz paz.
Ao ter a oportunidade de experimentar o amor de Deus e desenvolvê-lo em relação ao próximo, o indivíduo passa a viver pleno de gozo, isto é, alegre por poder simplesmente ter a alegria de desfrutar das coisas boas da vida. O amor aliado à alegria produzirá um sentimento de imensa paz interior, que só tem aquele que desfruta da certeza de uma vida eterna com Deus (Jo 14.1-2).

3.2. Deus destrói os planos do diabo.

Todos os dias somos atacados com informações. Muitas vezes não são nem de origens confiáveis, São notícias que ferem os nossos princípios religiosos, morais e espirituais (Mt 18.7). Parece existir uma ação orquestrada pelo inimigo visando desestabilizar a todos, mas nenhuma arma forjada contra o povo de Deus prosperará (Is 54.17a). Nenhuma notícia ou evento fictício irá tirar o servo do Senhor do centro de suas faculdades mentais, pois Deus garante uma paz que finaliza toda tentativa projetada pelo diabo.

3.3. Cristo restaura a paz perdida pelo pecado.
Através de uma atitude inadvertida. Adão se deixou levar pelo apelo de Eva e, não medindo consequências, tomou parte do pecado proposto por ela. Este ato levou toda criação ao sofrimento (Rm 8.22). Ainda assim, o Criador providenciou um meio para que o homem pudesse ter resgatada a paz vivida pelos dois no jardim do Éden. Em Jesus Cristo podemos vivenciar o mesmo sentimento de paz que Adão experimentou no paraíso (Jo 14.27).

Conclusão.

Ao estudar o amor, o gozo e a paz, percebemos que elas se referem aos sentimentos do homem consigo próprio, isto é, fazem com que o indivíduo tenha uma vida melhor. O amadurecimento desta primeira seção do fruto do Espírito proporcionará um bem-estar indescritível para o homem.

Questionário.
1. Como Jesus é apresentado em Isaias 9.6?

2. Qual é o efeito principal de viver em paz na sociedade?

3. O que o amor aliado à alegria produz?

4. O que não prosperará?


5. O que podemos vivenciar em Jesus Cristo?


segunda-feira, 9 de maio de 2016

Lições biblica CPAD adultos a vida segundo o Espirito n.7


Lições Bíblicas CPAD
Adultos 2º Trimestre de 2016



Título: Maravilhosa Graça — O Evangelho de Jesus Cristo revelado na carta aos Romanos

Comentarista: José Gonçalves 
Lição 7: A vida segundo o Espírito
Data: 15 de Maio de 2016



TEXTO ÁUREO 
“O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16).

VERDADE PRÁTICA

Viver segundo o Espírito Santo significa estar sob o seu domínio e seguir suas orientações.

LEITURA DIÁRIA 
Segunda — 1Co 6.19
Nosso corpo é morada do Espírito Santo 
Terça — 1Co 6.20
Fomos comprados por bom preço, vivamos então para Deus 
Quarta — Rm 8.14
Os filhos de Deus são guiados pelo Espírito de Deus 
Quinta — Jo 16.13
O Espírito Santo nos guia em toda a verdade 
Sexta — 1Co 2.10
O Espírito examina todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus 
Sábado — 1Co 2.11
“Ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus”

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Romanos 8.1-17.

1 — Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito.
2 — Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.
3 — Porquanto, o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne,
4 — para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.
5 — Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito, para as coisas do Espírito.
6 — Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.
7 — Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.
8 — Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.
9 — Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.
10 — E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça.
11 — E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará o o vosso corpo mortal, pelo seu Espírito que em vós habita.
12 — De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne,
13 — porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.
14 — Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.
15 — Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.
16 — O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.
17 — E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.

HINOS SUGERIDOS

75, 155 e 551 da Harpa Cristã.

OBJETIVO GERAL

Mostrar que aqueles que pela fé em Jesus Cristo foram salvos pela graça, precisam viver segundo o Espírito Santo.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Saber que a vida no Espírito pressupõe a lei do pecado;
II. Mostrar que a vida no Espírito pressupõe oposição à natureza adâmica;
III. Explicar que a vida no Espírito pressupõe oposição entre a nova ordem e a antiga.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Professor, na lição de hoje estudaremos o capítulo oito da Epístola aos Romanos. Neste capítulo, o apóstolo Paulo apresenta um princípio que deve reger a vida de todos os que foram alcançados pela graça divina: viver segundo o Espírito Santo. A graça de Jesus é maravilhosa, pois transforma o homem pecador em santo. Como novas criaturas, o Consolador passa a morar em nós concedendo-nos recursos para vivermos neste mundo de maneira santa e justa. Aqueles que já experimentaram o novo nascimento já não vivem mais na prática do pecado. Nosso corpo se torna seu templo. Sem o Espírito Santo não poderemos viver de modo a agradar ao Pai. Que possamos nos entregar totalmente a Deus, permitindo que o seu Espírito nos guie.

COMENTÁRIO  INTRODUÇÃO

No capítulo sete da Epístola aos Romanos, o apóstolo Paulo apresenta um pequeno esboço do que ele iria tratar no capítulo seguinte. Por todo o capítulo oito, o apóstolo faz um contraste entre a velha vida, marcada pelo pecado e sem condições de se libertar, com a nova vida no poder do Espírito Santo, que Cristo nos proporcionou. O que fora impossível à antiga aliança, regida pela Lei, agora se tornou possível graças a uma nova lei — a lei do Espírito de Vida em Cristo Jesus. Por intermédio do Espírito Santo já temos uma visão prévia da alegria que, um dia, viveremos ao lado do Senhor no céu. Temos também a garantia de que, no futuro, desfrutaremos da plenitude da salvação.


PONTO CENTRAL 
Como novas criaturas precisamos viver sob o domínio do Espírito Santo. 

I. A VIDA NO ESPÍRITO PRESSUPÕE OPOSIÇÃO À LEI DO PECADO (Rm 8.1-4)

1. A enfermidade da lei. Como pudemos observar no capítulo sete, Paulo exclamou em tom desesperador quando vê diante de si (e de todos os cristãos) o impiedoso jugo do pecado (Rm 7.24). Esse grito pertence a todos nós. Mas qual era a razão desse desespero? É necessário entendermos a argumentação do apóstolo em torno desse assunto. Ele havia dito que todos os homens, quer gentios quer gregos, estavam debaixo da condenação do pecado. Mesmo os judeus, a quem foi confiada à Lei Mosaica, não conseguiram escapar desse cativeiro. E por que não? Porque a Lei, que fora dada para alertar os homens sobre a malignidade do pecado, acabou servindo de instrumento para aguçar o desejo de pecar. Dessa forma, a Lei, que era uma coisa boa, acabou por se tornar inoperante diante de outra lei - a lei do pecado e da morte. Assim, a Lei ficou doente.
2. A cura da cruz. Ainda no mesmo capítulo sete, já chegando ao seu final, Paulo dá outro grito, agora não mais de desespero, mas de vitória pela graça de Deus revelada na pessoa de Jesus Cristo. O seu grito de vitória também é nosso grito (Rm 7.25). A mesma argumentação, agora em sentido oposto pode ser feita. Em vez do grito de desespero, Paulo dá um brado de vitória. Mas o que ocasionou esse grito de vitória? A resposta está na vida segundo o Espírito relatada em Romanos capitulo oito.
3. A lei do pecado é revogada. A lei do pecado e da morte, que havia neutralizado ou tornado ineficaz a Lei, agora foram revogadas pela lei do Espírito da vida. Essa nova lei, muito mais poderosa, porque não operava baseado nas obras da carne, mas no sacrifício de Jesus, o imaculado Cordeiro de Deus, tornou possível quebrar o jugo da escravidão que a lei do pecado produzia. Agora todos os filhos de Deus podem gozar da liberdade que vem da vida segundo o Espírito.

SÍNTESE DO TÓPICO (I) 
Como novas criaturas a lei do pecado foi revogada em nossas vidas e agora podemos viver segundo o Espírito Santo. 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“O capítulo 8 é o ponto alto, o clímax, a conquista da vitória pelo Espírito Santo. O ápice espiritual deste capítulo, portanto, está na vitória do Espírito.
‘Portanto, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus’ (v.1). A palavra portanto no início da declaração vitoriosa refere-se ao capítulo 7, na qual, Paulo argumentou a batalha entre a carne e o espírito. Uma luta que parece infindável, se depara com a conquista da vitória no Espírito. A palavra portanto levanta a bandeira do Espírito para o início da nova vida. A declaração de que ‘nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus’ indica que a Lei (toda ela), que condenava os pecados, foi cumprida por Jesus. Ele tomou sobre si essa condenação justificando-nos perante Deus Pai (Rm 5.1) e nos colocando sob a lei do Espírito. Portanto, o pecador justificado está debaixo de uma nova lei espiritual que domina e rege a nova vida em Cristo.
‘Porque a lei do espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte’ (8.2). Paulo fala nesta Carta de várias leis e as trata como: ‘lei do pecado’, ‘lei do entendimento’, ‘lei de Moisés’, ‘lei de Deus’. Porém, no capítulo 8, ele fala da ‘lei do espírito de vida’ que opera no interior do crente e o liberta do domínio da lei do pecado, da carne e da morte. Há uma ligação profunda entre o Espírito Santo e Jesus, pois a nova lei é chamada ‘lei do espírito de vida em Cristo Jesus’. É a lei da vida de Jesus que opera no íntimo do crente e o habilita a ter comunhão com Ele” (CABRAL, Elienai. Romanos: O Evangelho da Justiça de Deus. 5ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.88). 

II. A VIDA NO ESPÍRITO PRESSUPÕE OPOSIÇÃO À NATUREZA ADÂMICA (Rm 8.5-17)

1. A velha inclinação. Paulo usa o verbo grego phroneo, traduzido aqui como inclinar, com o sentido de colocar a mente em algo. A natureza adâmica, mesmo destronada continua requerendo seu antigo lugar. Na carta aos gálatas, Paulo mostra que a carne milita, ou guerreia, contra o Espírito (Gl 5.17). Essa guerra acontece na esfera da mente, quando esta deseja (gr. epithymeo) contra o Espírito. Ainda na epístola aos crentes da Galácia, o apóstolo explica que a carne e o Espírito são duas forças opostas entre si (Gl 5.16,17). Todos os crentes salvos, quer sejam novos convertidos quer não, são objetos dessa inclinação da antiga natureza. Ceder a essa inclinação é ceder à morte (Rm 8.6). Nessa inclinação interna da velha natureza, a carne está no comando. Quando a carne assume o controle o Espírito fica de fora.
2. A nova inclinação. Em oposição à velha natureza adâmica, também denominada de natureza pecaminosa, ou ainda, de “velho homem”, Paulo mostra a inclinação do Espírito. Ele afirma que a inclinação do Espírito produz vida (Rm 8.6). A palavra grega inclinação, usada aqui por Paulo é phrónēma, cuja raiz vem de phroneo, inclinar. Fica bastante evidente a participação do crente no processo da salvação. Ele precisa andar na esfera do Espírito afim de que não ceda aos desejos da carne. Assim como o crente tem seu papel no processo da salvação, escolhendo, ou não, receber a graça de Deus, da mesma forma ele, agora como regenerado em Cristo, também tem a escolha para andar, ou não, no Espírito. Assim como respondemos ao chamado de Deus para a salvação, devemos da mesma forma responder ao chamado de Deus para a santificação. Nessa inclinação da nova criatura em Cristo, o Espírito está por dentro, isto é, no comando, e a carne está por fora. Não está mais no comando, pois foi destronada.
3. A nova filiação. Essa nova inclinação a qual o apóstolo se referiu só se tornou possível porque os justificados em Cristo Jesus passaram a ser guiados pelo Espírito de Deus: “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus” (Rm 8.14). Esse privilégio, que tornou possível ao crente ser orientado ou guiado pelo Espírito aconteceu porque Deus nos deu a adoção de filhos: “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai” (Rm 8.15). Como filhos, agora somos habitação do Espírito Santo, que em nosso interior dá testemunho dessa nova filiação recebida (Rm 8.16).


SÍNTESE DO TÓPICO (II)
 O Espírito Santo ajuda destronar a natureza adâmica em nossas vidas.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“‘Para que a justiça da Lei se cumprisse em nós’ (8.4). Quando Cristo se fez o representante do homem pecador, o poder condenatório do pecado foi desfeito, e, então a justiça foi cumprida por Cristo. Agora, uma vez libertos da lei do pecado, e vivendo segundo o Espírito, a carne não tem mais direitos sobre nós. Ainda que a inclinação da carne é para as coisas da carne, se vivemos em Espírito, a carne estará sob domínio.
No versículo 4, temos a descrição daqueles que vivem segundo a carne ou segundo o Espírito. No versículo 5, Paulo mostra os que são conforme a carne e conforme o Espírito. De um lado temos aqueles que se ocupam na prática do pecado. Por outro lado, temos aqueles que se ocupam em fazer a vontade do Espírito e estar sob sua direção.
A vitória do Espírito (8.6-13)
Nestes versículos é destacada a operação do Espírito Santo na vida do crente. É a obra santificadora do Espírito Santo, na mente, no espírito e no corpo do crente (1Ts 5.23,24). O crente anda e vive no Espírito, pois não está mais sob o domínio da carne. Sua vida é regida e regulada pelo Espírito Santo, que mora nele e governa o seu interior” (CABRAL, Elienai. Romanos: O Evangelho da Justiça de Deus. 5ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.89).

III. A VIDA NO ESPÍRITO PRESSUPÕE OPOSIÇÃO ENTRE A NOVA ORDEM E A ANTIGA (Rm 8.18-39) 
1. A manifestação dos filhos de Deus. Os versículos 18 a 30 de Romanos 8 mostram a certeza dos crentes quanto ao futuro: “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Rm 8.18). Fica evidente que quando o apóstolo falava do futuro, ele também contemplava o passado. O atual estado de coisas mostra os sinais da velha ordem. São marcas que fazem com que a criação tenha gemidos por não poder por si mesma removê-las. Por isso ela geme: “Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora” (Rm 8.22). Mas não só ela, nós também que temos as primícias do Espírito também gememos (Rm 8.23). A criação quer voltar ao seu estado original e nós também. O Espírito Santo sente o nosso drama, sente a nossa angústia e também geme por nós (Rm 8.26,27). O melhor é saber que em todas as coisas Deus opera para o bem dos que o amam (Rm 8.28). A palavra grega sünergei (de onde vem sinergismo) traduzida em Romanos 8.28 como coopera, mostra que Deus trabalha, com os que o amam, em direção a seu propósito.
2. Provas do grande amor de Deus. Os versículos 31 a 39 de Romanos 8, são na verdade o fechamento de tudo aquilo que o apóstolo argumentou desde o capítulo cinco. De pecadores perdidos e sem esperança passamos a filhos de Deus através da justificação pela fé. De escravos do pecado passamos ao estado de filhos libertos através da obra do Espírito Santo. De membros de uma velha ordem passamos a ser participantes de uma nova ordem no Espírito.
3. Deus é conosco. Deus nos ama, nos redimiu em Jesus Cristo do jugo do pecado e está ao nosso lado. Paulo afirma que “diremos pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8.31). Paulo demonstra que nesta vida, enquanto permanecermos em Cristo, nada poderá nos separar do amor de Deus. Somos o objeto de seu grande amor.


SÍNTESE DO TÓPICO (III) 
Já fomos redimidos em Jesus Cristo do jugo do pecado, por isso, não vivamos mais debaixo do jugo da antiga aliança. 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“A trindade divina na obra da santificação (8.26-34)

Nestes versículos, Paulo apresenta a Trindade divina empenhada em ajudar o crente na sua esperança. O capítulo 8 conduz o crente no caminho da santificação pela operação do Espírito Santo. Apresenta todos os obstáculos que se deparam com o crente. Coloca o crente no campo de luta espiritual e dá-lhe as armas espirituais para lutar, e finalmente, apresentar-lhe a razão dessa luta, aconselhando e orientando-o em toda a sua jornada cristã.
O Espírito intercede em nós (8.26,27). Esses dois versículos mostram a missão do Espírito dentro do crente, trabalhando a seu favor. Ele ‘ajuda as nossas fraquezas’ (v.26). A que se referem as ‘nossas fraquezas’? Referem-se às nossas limitações temporais neste corpo mortal, sujeito à natureza pecaminosa. Enquanto estivermos enclausurados dentro deste ‘tabernáculo’ (corpo) terrenal, somos sujeitos às fraquezas da carne. Por isso, o Espírito Santo habita dentro do crente para ajudá-lo nas suas fraquezas. A ajuda do Espírito dentro de nós é representada pela sua intercessão. A quem Ele intercede? A Deus Pai, e a seu Filho Jesus Cristo” (CABRAL, Elienai. Romanos: O Evangelho da Justiça de Deus. 5ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.94).  

CONCLUSÃO 
A lição de hoje ajuda-nos a compreender que a graça de Deus é realmente surpreendente. Ela transformou ímpios em santos e nos colocou em um nível de relacionamento com Deus jamais imaginado pelo seu antigo povo, e a graça de ter o Espírito Santo habitando em nosso interior e o privilégio de ser guiado por Ele. Mas não é só isso, agora também somos herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo. Isso tudo se chama graça.

PARA REFLETIR 
A respeito da Carta aos Romanos, responda: 
Todos os homens, gentios e judeus estão debaixo do jugo do pecado?
Sim. Todos os homens, quer gentios quer gregos, estavam debaixo da condenação do pecado. 
A lei do pecado e da morte foi revogada por qual lei?
A lei do pecado e da morte, que havia neutralizado ou tornado ineficaz a lei, agora foram revogadas pela lei do Espírito da vida. 
A lei do Espírito opera baseada em quê?
No sacrifício de Jesus, o imaculado Cordeiro de Deus. 
O que acontece quando o crente cede à inclinação da carne?
Ele passa a viver segundo a carne e quando a carne assume o controle o Espírito fica de fora.

Como é denominada a velha natureza adâmica?
Velho homem.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

A vida segundo o Espírito
 O tema do capítulo oito
Caro professor, a lição sete abordará o último capítulo da primeira seção da Carta aos Romanos. Lembra de que a epístola está estruturada em três grandes seções: 1—8; 9—11; 12—16? Na presente lição, analisaremos o capítulo 8, que conclui o argumento da justificação, apresentado pelo apóstolo Paulo ao longo dos sete capítulos anteriores: a vida no Espírito.
Ora, se ao longo dos sete capítulos o apóstolo argumenta que Cristo nos justificou e nos libertou, arrancando-nos das garras do império do pecado, agora ele pretende mostrar como é a vida no Espírito de quem foi justificado por Cristo. Para isso, é importante o professor voltar-se para algumas referências dos capítulos anteriores: Romanos 5.1-5; 7.4-6.
A nova vida no Espírito
“Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito” (8.1). É significativo que este primeiro versículo seja uma consequência natural e prolongada de Romanos 7.6: “Mas, agora, estamos livres da lei, pois morremos para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra”. Portanto, nenhuma condenação há para quem está em Cristo!
O apóstolo passa a demonstrar o fato de que a libertação do pecado produzida pelo Espírito resultou em nosso livramento da culpa e da morte, fruto da obra expiatória de Cristo no Calvário. Se no capítulo cinco esta nova realidade de vida traz a esperança, pois é uma nova realidade como produto do derramamento do amor de Deus por intermédio do seu Espírito (v.5), no oitavo o apóstolo trata o crente como que vivendo e estando imerso nesta esperança, isto é, a vida plena no Espírito Santo (8.1,6b).
A realidade de quem “anda” no Espírito vislumbra no apóstolo uma perspectiva escatológica — “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (8.18) — arraigada na realidade da existência: “E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (v.26).

Convide a sua classe a viver no Espírito. Nossa esperança deve estar no céu, mas não podemos perder de vista a realidade das coisas. Precisamos reproduzir o vislumbre da gloriosa esperança onde habitamos.

Lições biblicas CPAD jovens o papel da esposa n.7


Lições Bíblicas CPAD
Jovens 2º Trimestre de 2016 


Título: Eu e minha casa — Orientações da Palavra de Deus para a família do Século XXI

Comentarista: Reynaldo Odilo 
Lição 7: O papel da esposa na família
Data: 15 de Maio de 2016 


TEXTO DO DIA 
“A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que procede vergonhosamente é como apodrecimento nos seus ossos” (Pv 12.4).

SÍNTESE

A nobre função da esposa como adjutora reflete o cuidado de um Deus amoroso, que viu não ser bom o homem estar só.

AGENDA DE LEITURA 
SEGUNDA — Gn 2.18
Criada para ser ajudadora do marido 
TERÇA — Pv 18.22
A difícil tarefa de encontrar uma esposa 
QUARTA — Pv 31.21,22
A esposa que protege a família 
QUINTA — Sl 128.2; Pv 31.26
A esposa que alegra e ensina à família 
SEXTA — Jz 4.4; At 18.18,26
A esposa que se destaca mais que o marido 
SÁBADO — 1Pe 3.1-6
A principal vocação da esposa

OBJETIVOS 
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
SABER que a mulher foi criada para ser adjutora;
DISCORRER sobre o papel da mulher no núcleo familiar, seja em relação a Deus, ao marido ou aos filhos;
RECONHECER a extraordinária capacidade geradora da mulher, a qual foi concedida pelo Criador.

INTERAÇÃO

Professor, nesta lição vamos falar um pouco a respeito do planejamento. Tudo que se planeja tem uma maior probabilidade de dar certo. Não precisa ser um pedagogo para planejar, todos os professores da Escola Dominical podem e devem fazê-lo. Planejar nada mais é do que programar antes de fazer, ou seja, organizar a aula antes de ministrá-la. As lições da CPAD já trazem para você o conteúdo e os objetivos de sua aula, orientação pedagógica e ainda exercícios úteis à avaliação, tudo que você precisa fazer é estudar e organizar sua aula com antecedência. É importante fazer um roteiro, uma sequência da aula, bem como definir um tempo para cada tópico da lição e atividade a ser desenvolvida. Falaremos mais sobre a organização do tempo na próxima lição.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Caro professor, aproveite a aula de hoje para promover a participação de todos, inclusive os mais tímidos. Logo no início, proponha aos alunos uma discussão sobre o assunto do dia, utilizando as perguntas abaixo. Coloque-as em um recipiente e deixe que retirem e respondam livremente, mas fique atento a possíveis deturpações para corrigi-las. Ao final, ressalte que a mulher, ainda hoje, tem a função de adjutora dentro da família, pois foi criada por Deus com este propósito.

• Qual o papel da mulher dentro da família?
• Se a mulher foi criada por Deus para ser adjutora, então não tem outras funções?
• Ainda hoje a mulher exerce a função de adjutora? Ser adjutora significa ser inferior ao homem?
• Mesmo na sociedade atual, a mulher deve submissão ao marido?

TEXTO BÍBLICO 
Provérbios 31.10-14.

Álefe
10 — Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de rubins.
Bete
11 — O coração do seu marido está nela confiado, e a ela nenhuma fazenda faltará.
Guímel
12 — Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida.
Dálete
13 — Busca lã e linho e trabalha de boa vontade com as suas mãos.
14 — É como o navio mercante: de longe traz o seu pão.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

Deus criou a mulher para ser adjutora (Gn 2.18), ou seja, ela deveria exercer função auxiliar junto ao marido. Essa regra foi determinada há milhares de anos. Os tempos passaram, e muita coisa mudou. Entretanto, a vontade de Deus no relacionamento conjugal continuou inalterada. Uma mulher, pode se realizar profissionalmente e tornar-se independente financeiramente, mas ainda não será autossuficiente... ainda faltaria algo nela. O que uma mulher realmente deseja é ser amada, cuidada e protegida por um homem.
Nos dias atuais, o feminismo procura estabelecer uma rígida igualdade entre homens e mulheres quando, na verdade, vê-se claramente que existe uma missão da esposa na família e na sociedade, como também há um papel masculino, com alguns pontos de intersecções. Isso não demonstra que homens ou mulheres são superiores ou inferiores, mas complementares.

I. PRECEDENTES HISTÓRICOS

1. Amizade perigosa. A história da Queda pode ser epigrafada como a história da amizade entre uma moça ingênua e uma serpente. De um lado Eva, uma mulher com pouca experiência, e do outro a serpente, um animal que emprestou seu corpo ao arqui-inimigo de Deus e dos homens. Satanás entendeu que o caminho mais fácil para chegar a Adão era Eva. Adão estava, certamente, envolvido nos trabalhos no Éden (Gn 2.15) e, no crepúsculo, tinha audiência com Deus. Eva, porém, foi andar pelo Paraíso e, perto da árvore proibida, encontrou a astuta “serpente”. Tornou-se, dessa forma, uma presa fácil. Na conversa, Satanás, pela boca da serpente, apresentou à esposa de Adão a “última novidade”: uma fruta que lhe mostraria novos horizontes, proporcionando experiências extraordinárias e provendo grandes descobertas! Tal palavra levou Eva a acreditar que a fruta proibida era o que estava faltando na sua vida “tão monótona e sem graça” (Pv 27.20). A “serpente”, de maneira sagaz, conquistou a confiança da mulher e “vendeu” o seu produto... no fim arrematou: — Coma! Você será igual a Deus! Isso não era pouco, e Eva sabia. Conscientemente, a mais antiga ancestral da raça humana embarcou numa viagem sem volta a um mundo corrompido e perverso, e levou consigo o seu marido.
2. Insubmissão. Em primeiro lugar Eva agiu com independência, não com submissão, como devia, em face de sua função como adjutora (Gn 2.18). Ela não conversou com Adão antes de decidir sobre algo tão importante, o que demonstrou o engano da autossuficiência. Na verdade, ela se achava sábia aos seus próprios olhos (Pv 26.12). Por isso, não sentiu a necessidade de aconselhamento. A insubmissão, no aspecto mais amplo do termo, foi a mola motriz da sua decisão equivocada. Por tal motivo, posteriormente à Queda, Deus disse à mulher que “o desejo dela seria para o marido, e ele a dominaria” (Gn 3.16). Assim, entre homem e mulher não há relação de subordinação, mas apenas entre a esposa e seu marido.
3. Decisão emocional. Eva foi passear perto de um lugar perigoso (Pv 27.12), atitude extremamente imprudente (Sl 1.1). Ali, tomou a decisão de comer do fruto proibido com base em elementos prioritariamente emocionais, pois foram oferecidas muitas vantagens em uma conduta simples e fácil, de tal maneira que ela “nem precisava pensar a respeito ou ouvir uma segunda opinião, pois seria apenas uma mordida”! O Diabo tentou a Cristo com o mesmo ardil emocional quando, num relance, ofereceu ao Senhor todos os reinos do mundo (Lc 4.5). O Inimigo queria que Jesus não tivesse tempo para raciocinar, mas o Mestre usou a espada do Espírito e venceu a Satanás (Lc 4.8). Eva, porém, caiu desgraçadamente. Se ela tivesse imaginado, pelo menos, naquele momento da tentação, que, por causa da sua desobediência Caim mataria Abel, certamente ela não teria cedido ao mal. 

Pense!

Por que homens e mulheres repetem os erros cometidos por Eva, milhares de vezes, todos os dias, em todo o mundo, se já sabem qual o salário do pecado? 

Ponto Importante

O pecado entorpece a consciência, seja pelas circunstâncias, pelas vantagens oferecidas ou simplesmente pela emoção, mas depois ele cobra um alto preço. 

II. A BRILHANTE ADJUTORA

1. Em relação a Deus. Em que pese a triste história de engano anteriormente contada (2Co 11.3; 1Tm 2.14), a mulher continuou sendo muito importante no plano de Deus para a salvação da humanidade. O erro inicial não tirou o brilho honroso de sua função na família. Tanto é assim que Deus disse, no ambiente da Queda, perante Satanás, que a Semente da mulher esmagaria sua cabeça (Gn 3.15). Deus, com isso, estabeleceu uma guerra, no Éden, entre a raça humana e Satanás (Ef 6.12), colocando a frágil mulher (1Pe 3.7) no centro do conflito cósmico (Gn 3.15; Ap 12.13). Dessa forma, a mulher desempenha um papel preponderante na edificação da família perante a sociedade e diante do Céu. Mas ela tem também a capacidade de destruí-la com suas próprias mãos (Pv 14.1). Essa liderança espiritual no lar, em parceria com o marido, pode ser claramente observada nas Escrituras (Êx 2.1-10; 1Sm 2.18-20; Pv 31.1; 1Co 7.14; 1Pe 3.1,2).
2. Em relação ao marido. O maior compromisso da mulher é com Deus. Por isso, ela, sem dúvida, deve ser submissa ao marido, porém tudo isso no Senhor. Ou seja, se o marido quiser desobedecer a Deus, a mulher não deve participar do equívoco (1Sm 25.1-35). Ela é adjutora, constituída por Deus, mas somente para o bem, nunca para o mal. Safira, por exemplo, era uma crente da Igreja Primitiva em Jerusalém, mas tinha um grave problema: amava a seu marido mais do que ao Senhor, o que lhe custou muito caro (At 5.1-11). O dever da esposa cristã é ser um baluarte da família, conduzindo-a ao centro da vontade de Deus, em parceria, sempre, com o esposo.
3. Em relação aos filhos. O papel de cuidar dos filhos deve ser compartilhado entre marido e esposa. Entretanto, até fisiologicamente, a mulher tem vantagem, principalmente durante os primeiros meses de vida dos filhos, pois recebeu de Deus não apenas o dom de alimentá-los, mas, sobretudo, de amá-los. Quanto à vitalidade do amor materno, até Deus reconhece isso. Está escrito: “Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, me não esquecerei de ti” (Is 49.15). Assim, quando o Senhor quis estabelecer um padrão excelente de amor humano, pensou na relação mãe-filho. A função materna, porém, não se resume ao papel da criação de filhos, em parceria com o marido, mas também abrange a tarefa de conduzi-los ao conhecimento de Deus, como aconteceu com a avó e a mãe de Timóteo (2Tm 1.4,5). 

Pense! 
A esposa deve se sentir honrada por ter recebido de Deus uma “submissão” em relação ao seu esposo, no que se refere à liderança no lar?

Ponto Importante 
Submissão é um dos diferenciais de quem é cheio do Espírito Santo, como o foi Jesus. Por tal razão, ser submisso é uma honra, pois demonstra grandeza de caráter e fé. 

III. CRIADA PARA GERAR

1. Semente da vida. Deus deu às mulheres o dom especial da maternidade e, no início, elas teriam filhos com poucas dores. Seria uma tranquilidade. E viu Deus que isso era muito bom (Gn 1.31)! Ocorre que, por causa da Queda, o Senhor fez uma alteração genética na mulher, aumentando-lhe sobremaneira as dores do parto (Gn 3.16), mas sem retirar a capacidade de gerar vida, certamente para a fúria de Satanás, que esperava ver a raça humana extinta (Gn 3.1-5). Por isso, a mulher continuou em um lugar destacado na sociedade, pois a ela cabe gerar a vida que mantém em pleno funcionamento o projeto de Deus.
2. Semente da Salvação. Deus disse, no Éden, que a mulher seria indispensável no plano da salvação, pois através de seu ventre, o Messias, a Semente da mulher, chegaria ao mundo (Gn 3.15). Depois, Deus confirmou a promessa e acrescentou que essa mulher seria uma virgem, excluindo completamente a cooperação masculina (Is 7.14). O apóstolo Paulo arremata: “mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gl 4.4,5). Glória a Deus pelo dom inefável da vida eterna!
3. Sonhos. A capacidade geradora das mulheres é extraordinária. Elas geram filhos, mas não fica só nisso. As mulheres cheias de Deus, submissas, também geram sonhos, isto é, projetos para a vida. Chamamos esses planos femininos de sonhos, embora nem sempre pareçam razoáveis, pois, foram gerados pelo Espírito de Deus. Isso aconteceu, por exemplo, com Raquel e com Ana, que não desistiram do ideal de ter filhos, ainda que estéreis (Gn 30.22,23; 1Sm 1.5,6), bem como com Acsa, que, mesmo sem direito à herança, conseguiu uma possessão bem melhor para sua família (Jz 1.12-15).
História igualmente cheia de sonhos é a de Rute. Ela abandonou seu povo e foi morar com uma anciã pobre, sua sogra Noemi, em uma terra que era de inimigos do seu país. O etnocentrismo naquela época já era bastante forte, mas mesmo assim ela creu que o impossível podia acontecer e não desanimou. Talvez a maioria das pessoas tivesse seguido o exemplo de sua concunhada Orfa, que voltou à terra de Moabe (Rt 2.11,12). Que mulher extraordinária! Ela pôde sonhar, confiou no Altíssimo e Ele atendeu ao desejo de seu coração. A moabita Rute é ascendente do Senhor Jesus, constando na sua genealogia, porque decidiu crer que o Eterno era poderoso para realizar aquilo que o seu coração desejava (Ef 3.20). Se você quer ter algo que nunca teve, faça algo que nunca fez! 

Pense! 
Por que o Espírito Santo outorga, em regra, às mulheres submissas a capacidade de verem pela fé as coisas do futuro, que estão no coração de Deus? 

Ponto Importante

A sensibilidade, fé e submissão femininas agradam a Deus, que não lhes priva dos desejos do coração (Sl 51.17; 37.3), concebidos na confiança do caráter de Deus que é gracioso.

CONCLUSÃO

Toda jovem que deseja ser esposa sabe que desempenhará uma importante missão para o Reino de Deus: conduzir seus descendentes, em parceria com o marido, para servirem ao Senhor.

ESTANTE DO PROFESSOR

JAYNES, Sharon. Grandes Mães Criam Filhos Felizes. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013.
RAMOS, Sônia Pires. Entre Nós Mulheres. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2012.

HORA DA REVISÃO 
1. Segundo a lição, a decisão de Eva em cometer o pecado foi essencialmente racional ou emocional? Justifique.
Emocional, pois ela não pensou sobre as consequências fatais, mas só no prazer. 
2. Segundo a lição, qual sentimento estimulou a desobediência de Eva?
A insubmissão, no aspecto mais amplo do termo, foi a mola motriz da sua decisão equivocada. 
3. Quem colocou a mulher no centro do conflito cósmico contra Satanás?
O próprio Deus (Gn 3.15). 
4. Conforme a lição, qual o dever da esposa perante a família?
Ser um baluarte da família, conduzindo-a ao centro da vontade de Deus, em parceria, sempre, com o esposo. 
5. Mencione o nome de quatro mulheres que tiveram “projetos excepcionais” (sonhos) para suas famílias.
Raquel, Acsa, Rute e Ana.

SUBSÍDIO

“[...] Hoje em dia, os papéis e as responsabilidades são encarados como separados à identidade essencial de alguém, o núcleo central de alguém, e até mesmo contraditórios a isso. O ser pode aceitar ou rejeitar estas responsabilidades no processo de autonegação.
Isto pode parecer abstrato, mas tem consequências práticas intensas. Um dos temas do movimento feminista radical tem sido o de que as mulheres são sufocadas pelos papéis de esposa e mãe e precisam descobrir o seu verdadeiro ser independentemente destes relacionamentos. Como resultado, as últimas décadas viram uma grande migração de mulheres para o mercado de trabalho, quando a realização pessoal se torna mais importante do que o casamento e a família para algumas mulheres. O agudo crescimento do aborto pode ser visto como um forte indicador de uma diminuição do interesse em ter filhos. De maneira similar, o crescente uso de creches reflete, em parte, um menor comprometimento em ser quem cuida dos próprios filhos. O Dr. Stanley Greenspan [...] observa que esta é a primeira vez na história em que existe uma tendência crescente nas famílias de classe média ‘de terceirizar o cuidado dos seus bebês’” (COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. O Cristão na Cultura de Hoje. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.77).