terça-feira, 22 de setembro de 2015

Lições BETEL adultos o livramento 3 trim-2015 n.13




                             

                                       

O Milagre do Livramento da Serpente em Paulo
27 de setembro de 2015

Texto Áureo.
“E, havendo Paulo ajuntado uma quantidade de vides e pondo-as no fogo, uma víbora, fugindo do calor, lhe acometeu a mão”.Atos 28.3.

Verdade Aplicada.
Não existe investida diabólica que não se revele diante do fogo produzido por Deus ou que possa frear um crente cheio do espírito Santo.

Textos de referência.

Atos 28.5-8
5 Mas, sacudindo ele a víbora no fogo, não padeceu nenhum mal.
6 E eles esperavam que viesse a inchar ou a cair morto de repente; mas tendo esperado já muito e vendo que nenhum incômodo lhe sobrevinha, mudando de parecer, diziam que era um deus.
7 E ali, próximo daquele mesmo lugar, havia umas herdades que pertenciam ao principal da ilha, por nome Públio, o qual nos recebeu e hospedou benignamente por três dias.
8 E aconteceu estar de cama enfermo de febres e disenteria o pai de Públio, que Paulo foi ver, e, havendo orado, pôs as mãos sobre ele, e o curou.

Introdução.
A experiência do naufrágio havia sido extremamente traumática e descansar era tudo o que aqueles homens precisavam e antes de prosseguir a viagem. Estava escuro e frio e o apóstolo resolveu acrescentar lenha na fogueira.

1. Uma víbora em meio ao fogo.
Muito pior do que a situação que vivemos pode ser a interpretação que as pessoas têm ao nosso respeito. Paulo viajava como um prisioneiro, já havia sido injustiçado pelos judeus, havia passado por julgamentos e acusações, encarou uma tremenda tempestade, sobreviveu a mais um naufrágio e agora uma víbora se agarra à sua mão (At 28.4).

1.1. Com a víbora na mão.
A vida de Paulo passa por uma cadeia de eventos que parece não terminar. Agora, em Malta, uma víbora se agarra em sua mão (At 28.3). Existem momentos que devemos escolher entre lamentar ou agir, esperar que a tela da provação se feche ou sacudirmos as mãos. Na interpretação das pessoas, alguma maldição estava sob a vida de Paulo. Mas ele não se deixou levar nem pela víbora, nem pela opinião alheia. Existem palavras que nos paralisam e nessas horas é importante não somente sacudir as mãos, como também a mente (Rm 12.1, 2). A atitude correta e a esperança (Rm 4.18; Cl 1.23; 1 Ts 5.8). Não importa quantas víboras se prendam à nossa mão, Deus não nos chamou para sermos consumidos pelas víboras da desesperança e da dúvida, mas para sacudi-las no fogo.

1.2. Uma víbora fugindo do fogo.
Os bárbaros foram solidários com os sobreviventes do naufrágio (At 28.2). Por causa do frio e da chuva, eles foram se aquecer diante da fogueira e Paulo juntou alguns gravetos secos para lançar no fogo já existente. Então, para fugir do “calor”, a víbora se revelou de onde estava camuflada (At 28.3). O texto é claro: “o fogo” revelou onde estava a víbora. Se desejarmos de todo o coração um avivamento em nosso tempo, vamos ficar surpresos em ver a atuação de Satanás em lugares e vidas aparentemente normais. O fogo tem como característica iluminar e tudo o que estiver acobertado pelas trevas há de se declarar (Dn 2.22; 1Co 3.13; Ef 5.13).

1.3. Uma víbora lançada no fogo.
Todos esperavam que Paulo morresse, mas ele de modo simples sacudiu a víbora na fogueira e agiu como se nada houvesse acontecido (At 29.4, 5). De repente, viram que Paulo já não era mais uma maldição e passaram a compará-lo com um “deus” (At 29.6). Em nossa vida, sempre haverá fases que irão nos marcar e depende de nós deixarmos que as situações nos afoguem ou nos impulsionem a seguir em frente (Fp 3.12, 13). Estar nas mãos de Jesus é sempre ir além do essencial (Fp 4.12). Não podemos ser parados pelo que pensam ou acham de nós. Muitos não entendem como Deus está agindo conosco e traçam um perfil de acordo com o que veem. Para uns somos malditos, para outros somos deuses, mas o que importa, na verdade, é o que somos para Deus e o que Ele é para nós.

2. As declarações do fogo.
Os bárbaros eram politeístas e a “justiça” a quem se referem estava personificada na deusa “Dike” que segundo suas crenças, intervia para castigar os malfeitores (At 28.4). Paulo estava dentro do propósito divino e as circunstâncias lhe criaram possibilidades para atuar em nome do Senhor.

2.1. Entre gravetos secos.
Traçando aqui um paralelo da vida espiritual, entendemos que estar “seco” é estar sem vida (Ez 37.11; Mc 11.12-14; 20.21). Observemos que a fogueira já estava acesa e Paulo conduzia gravetos secos para adicioná-los ao fogo e este aumentar (At 28.2). A víbora entre os gravetos secos é um símbolo da ação de Satanás numa vida sem frutos e sem comunhão (Pv 30.19). Quando essa vida é levada ao fogo da presença de Deus, o calor do Espírito Santo gera o incômodo, fazendo com que o inimigo se manifeste e parta em retirada. A unção que estava sobre a vida de Paulo era mais forte que o veneno da serpente e assim também acontece com todo aquele que está cheio do poder do Espírito Santo (Lc 10.19; Mc 16.17; Ef 6.16).

2.2. Víbora agarrada na mão.
O fato de a víbora abocanhar a mão de Paulo nos ensina como Satanás tenta nos frear, inutilizando nossas ferramentas de trabalho que, neste caso, eram as mãos de Paulo (2Co 10.4; At 28.3). A mordida não aconteceu somente pelo fato da víbora fugir do fogo, foi um golpe de retaliação, um último golpe antes da derrota. Em vários casos de libertação e batalha espiritual, a retaliação é certa, por isso devemos estar preparados como Paulo que não se importando com a víbora, de pronto a lançou no fogo, que é o seu lugar (Mt 25.41; Ap 20.10).

2.3. Maravilhas na ilha de Malta.
Paulo não permitiu que a rejeição e a crítica frustrassem os projetos de Deus em sua vida. Públio, o chefe da ilha de malta, era o principal representante romano dessa ilha. Seu pai estava doente e Paulo teve a oportunidade de exercitar seu dom de curar e levar-lhe o consolo. Após serem informados acerca do milagre, os demais moradores da ilha que estavam doentes também vieram e foram curados pelas mãos de Paulo (At 28.9).

3. Avivamento e provisão.
A experiência nos ensina que as grandes provações são sinais de grandes maravilhas por parte do nosso Deus. Após a batalha com a víbora, Paulo se torna a esperança daqueles nativos e, como gratidão pela benção alcançada, eles tanto honraram quanto supriram as necessidades do apóstolo (At 28.9, 10).

3.1. O vento do Espírito.
O Espírito impulsionou Paulo até Malta e o que para muitos era uma grande provação, para Deus era uma oportunidade de atuar com seu Servo. Paulo jamais chegaria lá se não fosse a força dos ventos contrários (At 27.4). Não estava em seus planos estar em Malta; seu alvo era Roma (At 23.11). Aquela víbora não mordeu outra pessoa a não ser Paulo, foi9 sua ação que a revelou e por causa desse incidente se desencadeou um avivamento e a glorificação do nome de Jesus.

3.2. A provisão divina.
Adquirimos credibilidade quando nos conectamos com indivíduos e mostramos um genuíno interesse em ajuda-los. Ao tocar os corações das pessoas daquela ilha, Paulo e toda tripulação foram providos de suas necessidades (At 28.10). Olhe para suas mãos! Sacuda as mãos. O que tens nas mãos? Nada, porque a tempestade arrebatou. Sacuda as mãos esteja pronto para ver o que Deus estará pondo sobre elas. Mais importante que mãos cheias, é ver como Deus pode usar essas mãos vazias e com cicatrizes para curar os enfermos, fazer milagres e abraçar aqueles que necessitam de esperança (Rm 4.18).

3.3. O propósito do poder sobrenatural de Deus.
No momento em que as pessoas viram a víbora agarrada à mão de Paulo, elas tiraram suas próprias conclusões, interpretando de forma errônea aquela situação. Se nesse exato momento Paulo estivesse cônscio de sua missão e firme na fé, os comentários poderiam alterar sua situação. Por que Paulo sacudiu a víbora no fogo? Porque sabia em quem podia confiar. Quando confiamos em Deus e nos mantemos fiéis à sua Palavra, Ele transforma a vergonha em honra e escassez em abundância (Is 61.3; At 28.10).

Conclusão.

Nada nos acontecerá até que Deus faça conosco o que determinou fazer. O que vai motivar isso é nossa atitude diante de cada nova etapa com a qual nos depararmos. Vamos sacudir as mãos, lançar a víbora no fogo e caminhar com firmeza até a próxima fase de nossas vidas.

domingo, 20 de setembro de 2015

lições CPAD jovens a igreja sec 21 3 trim- 27/9/2015 n.13



                          Lições Bíblicas CPAD
                    Jovens 3º Trimestre de 2015

                                       

Título: Novos Tempos, Novos Desafios — Conhecendo os desafios do Século XXI
Comentarista: César Moisés Carvalho


Lição 13: A Igreja do Século 21
Data: 27 de Setembro de 2015

TEXTO DO DIA

Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16.18).

SÍNTESE

Apesar das duras provações pelas quais tem passado, a Igreja de Cristo segue em direção ao alvo que Deus lhe designou.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — Mt 16.18
A revelação da Igreja


TERÇA — At 2.1-47
A inauguração da Igreja


QUARTA — 1Co 14.12
Os dons e a edificação da Igreja


QUINTA — Ef 5.32
O mistério de Cristo e a Igreja


SEXTA — 1Tm 3.15
A igreja, a Casa de Deus


SÁBADO — Ap 1.11
As sete igrejas do Apocalipse

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·        DESCREVER a respeito do perfil da igreja neotestamentária.
·        DISCUTIR acerca da igreja do século XXI.
·        ELENCAR os principais desafios da igreja do século XXI.

INTERAÇÃO

Professor, pela graça do Senhor Jesus Cristo, chegamos ao final de mais um trimestre. Estudamos a respeito dos desafios da igreja no século XXI. Sabemos que as lutas são muitas, assim como as investidas do maligno. Porém a Igreja de Cristo segue vitoriosa em direção ao alvo que Deus lhe designou. Satanás, por mais que tente, jamais conseguirá prevalecer sobre a igreja do Senhor [...] “Sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18). Nesta última lição enfocaremos o perfil da igreja do primeiro século e a do século atual.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Para introduzir o tópico III da lição e fazer a conclusão, sugerimos que você reproduza o quadro abaixo. Divida a turma em dois grupos (rapazes e moças). Primeiro peça que o grupo feminino aponte um desafio. À medida que forem falando vá anotando no quadro. Em seguida, o grupo dos rapazes terá que apresentar uma estratégia capaz de vencer o desafio apontado petas irmãs. À medida que os grupos forem falando vá preenchendo a tabela. Depois que ela estiver completa, conclua explicando que muitos são os desafios da igreja atual e que sozinhos não conseguiremos vencê-los, porém podemos contar com a ajuda do Espírito Santo. Ele foi enviado pelo Pai para ajudar os crentes e guiar a sua Igreja em toda verdade até a segunda vinda de Jesus Cristo (Jo 16.13).


TEXTO BÍBLICO

Atos 15.1-6,28,29.

1 — Então, alguns que tinham descido da Judeia ensinavam assim os irmãos: Se vos não circuncidardes, conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos.
2 — Tendo tido Paulo e Barnabé não pequena discussão e contenda contra eles, resolveu-se que Paulo, Barnabé e alguns dentre eles subissem a Jerusalém aos apóstolos e aos anciãos sobre aquela questão.
3 — E eles, sendo acompanhados pela igreja, passaram pela Fenícia e por Samaria, contando a conversão dos gentios, e davam grande alegria a todos os irmãos.
4 — Quando chegaram a Jerusalém, foram recebidos pela igreja e pelos apóstolos e anciãos e lhes anunciaram quão grandes coisas Deus tinha feito com eles.
5 — Alguns, porém, da seita dos fariseus que tinham crido se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés.
6 — Congregaram-se, pois, os apóstolos e os anciãos para considerar este assunto.
28 — Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias:
29 — Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Bem vos vá.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

Na lição de hoje, refletiremos de forma breve acerca dos perfis da igreja do primeiro século e a do século atual. Esse exercício se faz necessário visto que estamos vivendo em um novo tempo. Enquanto a modernidade desmotivava o estudo teológico, fala-se agora da necessidade de uma teologia pública, ou seja, a mensagem cristã adequada em termos de linguagem, forma e conteúdo às necessidades das pessoas do mundo atual.
Se ela fechar-se em si, poderá tornar-se sectária, obsoleta e incomunicável às pessoas que dela mais precisam. Não obstante, abrir-se em demasia pode levar a comunidade de fé ao perigo de descaracterizar-se diante das absorções indiscriminadas de modelos que não servem para a sua vivência.

I. O PERFIL DA IGREJA NEOTESTAMENTÁRIA

1. Comunitária. Era simplesmente impossível ignorar a Igreja do primeiro século. Empenhada no cumprimento da missão que lhe confiou o Senhor, os bens materiais não eram, nem de longe, o que ela mais valorizava. Daí o porquê da facilidade em partilhar (At 2.44,45). A doutrina era única, assim como todas as coisas lhes eram comuns (At 2.42-47). Até o sofrimento era encarado de forma muito diferente dos dias de hoje. Em vez de revolta, este gerava orgulho e honra, pois isso os identificava com Cristo (At 5.41; 1Pe 3.14; 5.9).
2. Carismática. A Igreja dava liberdade ao Espírito Santo e seus membros eram revestidos de poder (At 2.4). Os crentes perseveravam nas orações e eram tementes ao Senhor, o que fez com que o povo de Deus experimentasse sinais e prodígios por intermédio dos apóstolos (At 2.42,43).
3. Dirigida pelo Espírito por meio de homens de Deus. A sintonia com o Espírito Santo era tão fina que, quando da infrutífera discussão acerca da necessidade de circuncidar os gentios, a decisão final não foi um arrazoado puramente humano; antes, partiu do Espírito para os líderes e desses para a igreja (At 15.28,29).


Pense!

É possível identificar na igreja dos dias atuais, as mesmas características da Igreja do primeiro século?


Ponto Importante

A igreja de hoje precisa ser comunitária, carismática e dirigida pelo Espírito Santo.


II. A IGREJA DO SÉCULO 21

1. A Igreja em meio ao ativismo. Até por uma questão de organização social, é praticamente impossível que, no tempo presente, consigamos reproduzir o “estar juntos” todos os dias à semelhança da Igreja do primeiro século (At 2.42). Entretanto, com as redes sociais e a televisão, a Igreja do século 21 tornou-se ainda menos comunitária. As reuniões semanais não são bem frequentadas como deveriam ser, enquanto o domingo à noite é bastante concorrido. Ocorre, porém, que, ao terminar o culto, devido às obrigações que já se iniciam na segunda-feira e a dificuldade com o transporte coletivo, os irmãos não têm condições de passar um período juntos. Essa desagregação, para dizer o óbvio, traz danos à saúde da igreja local.
2. A multiplicidade de denominações. O crescimento das denominações é algo que impressiona os sociólogos. As últimas pesquisas apontam para um número muito grande de trânsito ou mobilidade religiosa. As pessoas “trocam” de igreja como de roupa, não tendo nenhum compromisso com as raízes denominacionais (Hb 10.25). Esse fenômeno também foi identificado pelo censo IBGE de 2010 que apontou a existência do grupo (ou classificação), chamado de “múltiplo pertencimento”.
3. A descaracterização da mensagem bíblica. Infelizmente, a mensagem da Palavra de Deus tem sido distorcida para fundamentar as mais estranhas visões acerca de Deus, de Jesus Cristo, do Espírito Santo e do Evangelho. Há muitos anos, o pastor Antonio Gilberto escreveu que a Bíblia sofre, por falta de conhecimento, muito mais na boca dos que a pregam do que na dos críticos e ateus.


Pense!

O que mais prejudica a vivência comuntária na igreja do século 21?


Ponto Importante

Se as redes sociais fossem utilizadas de forma inteligente, não afastaria a igreja, antes a aproximaria ainda mais entre si, e com a sociedade toda.


III. DESAFIOS DA IGREJA DO SÉCULO 21

1. Manter a essência. Embora não seja possível após vinte séculos reproduzir fielmente a Igreja do Novo Testamento, é obrigatório manter a essência do Corpo de Cristo (Rm 12.5; 1Co 12.12,27). É impossível estarmos ligados à cabeça, que é Cristo, e agirmos de modo diferente do que Ele preceitua e exige (Ef 4.12-16; Cl 2.16-19).
2. Fortalecer o seu programa de educação cristã. Uma das ordens do Senhor Jesus Cristo foi que pregássemos e ensinássemos (Mt 28.19,20; Mc 16.15-20). Essa prática caracterizou a Igreja do primeiro século e foi assim que ela cresceu (At 5.42; 6.7; 15.32-36). Invariavelmente, verificamos que a Igreja prega, ou seja, realiza cinquenta por cento de sua missão. Não obstante, os outros cinquenta porcento, que dizem respeito ao ensino e são muito mais difíceis de cumprir, acabam sendo esquecidos.
A educação cristã é um processo contínuo e ininterrupto que não pode ser realizado de qualquer maneira (Rm 12.7; 15.4; 1Tm 4.13; 2Tm 2.1,2; 3.10-17). Isso sob pena de não estarmos de fato obedecendo integralmente ao “ide” do Meigo Nazareno (Jo 15.1-27). Diante desse contexto e por reconhecermos que estamos em outro tempo, uma Escola Dominical de qualidade faz toda a diferença.
3. Não abdicar a sua identidade bíblica. Mesmo cientes do crescimento das denominações, a Igreja não pode, em hipótese alguma, negociar a sua identidade. Algumas, por quererem se tornar muito palatáveis, acabarão apostatando da genuína fé em Cristo (2Tm 4.1-4). “Versões alternativas” do Evangelho são oferecidas como se fosse possível negociar com a Palavra de Deus (Gl 1.8). Tudo voltado à conquista, simpatia e a adesão das pessoas, sem que estas tenham um compromisso com o Senhor da Igreja.


Pense!

Como viver o Evangelho em meio à multiplicidade denominacional?


Ponto Importante

Se por um lado não se pode reproduzir o passado, por outro, a completa perda de identificação da igreja de hoje com a do primeiro século, pode ser indício de algo muito grave.


CONCLUSÃO

O Evangelho é tão atemporal que, se pudermos comunicá-lo sem deturpar-lhe o conteúdo, certamente as pessoas deste século nos ouvirão. Entretanto, se insistirmos em uma prática que nada tem com a do Senhor Jesus, com a desculpa de estarmos “fazendo a obra de Deus”, certamente fracassaremos, pois Ele nenhum compromisso terá conosco {Mt 7.21-23).

ESTANTE DO PROFESSOR

AYRES, Antônio Tadeu Reflexos da Globalização Sobre a Igreja: Até que ponto as ultimas tendências mundiais afetam o Corpo de Cristo? 1ª Edição. RJ: CPAD. 2001.

RENOVATO, Elinaldo Perigos da Pós-Modernidade. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007.


HORA DA REVISÃO

1. Cite três características da Igreja do primeiro século.
Comunitária, carismática, dirigida pelo Espírito através de homens de Deus.

2. Cite três características da Igreja do século 21.
Ativismo, a multiplicidade de denominações e a descaracterização da mensagem bíblica.

3. Quais são os desafios da Igreja do século 21?
Manter a essência, fortalecer o seu programa de educação cristã e não negociar a sua identidade.

4. O que você acha que poderia ser feito para melhorar a educação cristã em sua igreja local?
Resposta pessoal.

5. Segundo o texto de Mateus 7.21-23, o que muitos que dizem estar “fazendo a obra de Deus” escutarão de Jesus?
“Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7.21).

SUBSÍDIO I

“A Igreja e a consciência do seu papel profético
Aqui está, a nosso ver, uma das mais importantes saídas para a igreja, tanto no sentido de se autopreservar da mundanização; quanto no sentido de atuar em meio à sociedade onde está inserida: ter consciência de seu papel profético, denunciando toda a sorte de injustiças e impiedades, que contrariam frontalmente a expressa vontade de Deus exarada nas páginas Sagradas.
Como conforto para os cristãos que se dispuserem a isso, ficam as palavras dirigidas pelo Senhor ao profeta do exílio, Ezequiel, encarregado de levar a mensagem a um povo apóstata e cativo (portanto, no plano espiritual, não muito diferente da geração atual): ‘Eia, pois, vai aos do cativeiro, aos filhos do teu povo, e lhes falarás, e lhes dirás: Assim diz o Senhor JEOVÁ, quer ouçam, quer deixem de ouvir’ (Ez 3.11).
Semelhantemente, a igreja atual deve ser a voz profética desta geração, ‘quer ela ouça, quer deixe de ouvir’. Sua missão é cumprir as ordenanças de seu Senhor e jamais se calar. A salvação ou a aplicação do juízo é prerrogativa de Deus” (AYRES, Antônio Tadeu. Reflexos da Globalização Sobre a Igreja: Até que ponto as últimas tendências mundiais afetam o Corpo de Cristo?1ª Edição. RJ: CPAD, 2001. p.68).

SUBSÍDIO II

Caro professor,

“a educação está sempre sendo moldada por uma determinada teoria ou concepção de mundo, homem, natureza e realidade. E estas são fruto da produção de determinado grupo que, estando na liderança, impõe sua ideologia sobre outros. Isso é verdade tanto para quem quer reproduzir o status quo, quanto para quem quer transformar a realidade. Assim, conforme disserta Saviani, a ‘apropriação de conceitos e teorias é feita a partir dos interesses, da visão de mundo e da posição que os indivíduos ocupam no quadro’. Portanto, antes de se pensar em método, forma ou conteúdo, é preciso entender que até mesmo o ‘próprio aspecto físico das salas de aula se modifica à medida que a concepção de educação se altera e vice-versa’. Essa é a ordem: antes de se pensar em qualquer alteração estrutural ou organizacional, é necessário ir às raízes e aquilatar as concepções exigidas pela nova proposta teórica” (CARVALHO, César Moisés. Uma Pedagogia para a Educação Cristã. Noções básicas da Ciência da Educação a pessoas não especializadas. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2015. pp.89-90).