quarta-feira, 5 de agosto de 2015

lições Betel o segredo dos milagres 9/8/2015 N.6



                     ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 6 
                 Revista da Editora Betel -Adultos
                  O Segredo dos Milagres Apostólicos
                                9 de agosto de 2015

                                             
                                                                   

Texto Áureo. 
“Mas recebereis virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”. At 1.8.  
Verdade Aplicada.
Os milagres autenticam a pregação e são o cartão postal de uma Igreja viva e movida pelo Espírito santo.


Textos de Referência.

Atos 1.1-4
1 Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar,
2 Até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera;
3 Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias e falando das coisas concernentes ao Reino de Deus.
4 E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que, disse ele, de mim ouvistes.


INTRODUÇÃO
Esse livro da Bíblia sagrada recebe o nome de “Atos” porque mostra exatamente o que os apóstolos começaram a realizar movidos pelo poder do Espírito santo e alicerçados na ressurreição de Cristo (At 1.8).


1. Poder para testemunhar.
Lucas começa a dissertação discorrendo acerca das coisas que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar (At 1.1). Aqui se finda Seu ministério terreno e tem início o ministério dos apóstolos. Veremos como foram instruídos antes da Sua ascensão e como deveriam agir após ser recebido nos céus.


1.1. Poderosas testemunhas
Como testemunhas, os apóstolos deveriam atuar em uma série de círculos concêntricos em continua expansão. Primeiro, Jerusalém, depois através da Judeia; passando por Samaria, um estado semi judeu, que seria uma espécie de ponte que ligaria o mundo pagão; e, finalmente, deveriam testemunhar até os confins da terra (At 1.8). Por não se tratar de uma fácil missão, eles deveriam primeiro ser revestidos de um poder sobrenatural, pois sem ele a missão estaria ameaçada (At 1.4,5).


1.2. Convicção para prosseguir.
Durante três anos e meio Jesus mostrou através de sinais e maravilhas que havia um governo de trevas que dominava os homens e cegava seus entendimentos (2Co 4,4). Eles sabiam que havia um poder contrário, um governo de trevas sobre o mundo e eles deveriam desapossá-lo. Mas sem poder isso seria impossível. Por esse motivo, Jesus ficou com eles por espaço de quarenta dias falando somente acerca do Reino de Deus. Jesus lhes revelou que havia outro reino, o das trevas (At 26.18; Cl 1.13; 26-29). Para que o Reino de Deus fosse bem sucedido, era preciso que tivessem a convicção de quem eram a partir de então e como deveriam agir (Ef 6.10, 12). Porque melhor do que agir é saber o porquê da ação! Talvez esse seja nosso maior problema nesse mundo. Saber quem somos e o que podemos fazer.


1.3. Entendendo o porquê do revestimento.
Por que Jesus gastou tantos dias de revelação e ordenou que esperassem o revestimento do Espírito Santo antes de qualquer missão? O termo grego usado para “testemunha” é “martyr”. Alguns estudiosos entendem que o significado da missão dada por Jesus seria originalmente que Seus apóstolos morreriam defendendo a fé. Eles seriam mártires. Por isso, deveriam estar revestidos (At 1.3, 4). Um único destino lhes esperava, era a morte pela propagação da verdade e deveriam estar prontos para isso (At 1.8).


2. A paciência de esperar antes de avançar.
Sabemos que toda grande construção deve haver um grande alicerce. É o alicerce que garante o peso que poderá suportar. Jesus sabia muito bem disso. Ele sempre falou em calcular antes de construir (Lc 14.26-32). O que estava em jogo naqueles quarenta dias era o futuro da Igreja e o projeto necessitava estar sólido antes da execução.


2.1. Quarenta dias de seminário.
Mediante manifestações da vida ressurreta, durante 40 dias, Jesus se revelou aos Seus discípulos, aparecendo e desaparecendo. Seu intento era leva-los gradualmente a perceber que Ele pode estar presente no Espírito, embora ausente no corpo. Não sabemos o que Jesus falou. Mas sabemos que era tão grande, que foram capazes de esperar e depois rasgaram os arquivos de suas vidas passadas, se importando apenas com a missão que lhes fora outorgada. A priori pensavam que o Reino de Deus se expressaria pela restauração de Israel (At 1.7). Mas Jesus os fez entender que Seu plano abrangia o mundo e não apenas um país. Como resposta às suas curiosidades receberam uma promessa e uma comissão (At 1.8).


2.2. A arte de esperar.
Há várias maneiras de se esperar e a melhor de todas é quando sabemos que o que esperamos vai melhorar para sempre nossas vidas. Até Jesus esperou. Ele viveu durante trinta anos observando injustiças e vendo pessoas enfermas sem poder fazer nada por elas porque não havia chegado o momento (Jo 2.4). Se até o próprio Jesus precisou atuar movido pelo Espírito Santo, não seria diferente com os apóstolos que escolhera (At 1.2). Jesus revelou a Seus discípulos o caráter e o objetivo do Reino, e lhes fez entender que estavam ligado a Ele, sendo pessoalmente o principal responsável tanto antes quanto depois de Sua morte. É importante saber o que se espera, pois a esperança não traz confusão (Pv 10.28; Rm 5.5a).


2.3. A promessa do Pai.
Jesus traça um contraste entre o batismo de João e o revestimento do Espírito Santo que deveriam aguardar (At 1.5). O batismo em água era oferecido somente àqueles que davam provas de verdadeiro arrependimento, pois atuava externamente (Lc 3.8). Jesus estava lhes falando de mudança interior. Em muitas situações passadas, esses homens haviam fraquejado, mas revestidos se tornariam despertos para com a presença do Espírito e mais receptivos à Sua presença e poder.


3. Não somente ver, mas realizar.
Lucas começa o diálogo falando acerca do que Jesus fez e ensinou a fazer. O que fez e o que disse são coisas inseparáveis. O que Ele fez deve ser interpretado à luz do que disse; e o que Ele disse deve ser interpretado à luz de tudo o que Ele fez. O que se seguiu no movimento Cristão teve lugar por causa daquilo que Jesus fizera e dissera (At 1.1).


3.1. Parem de olhar para cima.
Jesus deu as coordenadas, mas parece que faltava algo para impulsionar os discípulos a marchar. As palavras dos anjos soam como uma última advertência: “é hora de dar segmento a obra, parem de olhar para cima, mais tarde ele vai voltar” (At 1.10,11). Existe o perigo de nos ocuparmos com os mistérios da Trindade e nos esquecermos do próprio Senhor. De nos dedicarmos ao estudo da expiação e nos esquecer daqueles pelos quis Jesus morreu.


3.2. Testemunho de poder.
O Evangelho sem milagres é como um mar de peixes. Durante três anos e meio o mundo se maravilhou com o ministério de Jesus aqui na Terra e, após Sua ascensão, os discípulos testemunhavam Sua ressurreição com grande poder (At 4.33). É impossível entender como alguém pode falar de Cristo e não fazer uso do poder de Seu nome para libertar oprimidos, curar enfermos e operar maravilhas, prodígios que atraem as multidões (Jo 6.2). Esse foi o modelo ensinado por Jesus e não adianta inventar outra forma de apresentar o cristianismo. Ele afirmou que se crêssemos faríamos obras ainda maiores (Jo 14.12). O tempo passou e, em vez de homens poderosos, nos tornamos hábeis pensadores. Para que esse tempo volte, precisamos não de reforma, mas sim, de retorno (At 11.15).


3.3. O segredo do sucesso apostólico.
Até hoje vivemos a nos perguntar como esses homens alcançaram tão grande feito em seus dias. E aqui está a resposta: eles fizeram coisas extraordinárias. Mas, por que fizeram? Porque se prepararam antes de agir. E qual foi o preparo? Deixar de amar a própria vida por causa da missão. Eles trocaram a vida pela glória (Lc 14.33). Nós saímos do mundo, é certo que tanto nossa influência quanto resistência dependem de nossa separação e renúncia. É preciso entender que o sal vem do mar, mas se outra vez for misturado com a agua desaparecerá (Lc 14.34).


CONCLUSÃO

Os evangelhos relatam o que Jesus Cristo fez através de um corpo mortal. No entanto, o livro de Atos apresenta o que Ele fez por meio da Igreja que é o Seu Corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos (Ef 1.23).

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Lições CPAD jovens o avanço cientifico 9/8/2015 N.6

                                                 
                                                   
                               Lições Bíblicas CPAD
                        Jovens    3º Trimestre de 2015

                                               

Título: Novos Tempos, Novos Desafios — Conhecendo os desafios do Século XXI
Comentarista: César Moisés Carvalho 

Lição 6: O avanço científico
Data: 9 de Agosto de 2015

TEXTO DO DIA

E, de mais disso, filho meu, atenta: não há limites para fazer livros, e o muito estudar enfado é da carne. (Ec 12.12).

SÍNTESE

A igreja não é contrária ao saber, mas este não pode servir às ideologias que têm como finalidade desacreditar a existência de Deus.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — 2Cr 1.10
Pedindo sabedoria e conhecimento


TERÇA — 2Cr 30.22
Bom conhecimento do Senhor


QUARTA — Jó 21.14; Os 4.6
A triste decisão pela ignorância


QUINTA — Jó 42.3
O melhor reconhecimento


SEXTA — Os 6.6
O conhecimento de Deus é superior aos sacrifícios


SÁBADO — Tt 1.1
O conhecimento segundo a piedade

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·        COMPREENDER que conhecer e produzir conhecimento são capacidades dadas por Deus ao ser humano.
·        SABER que, como cristãos, não podemos demonizar nem divinizar a ciência.
·        CONSCIENTIZAR dos desafios científicos do nosso tempo frente à ética cristã.

INTERAÇÃO

Nesta lição estudaremos a respeito dos avanços científicos do nosso século. Este é um tema de extrema relevância para a igreja evangélica atual. Alguns cristãos, erroneamente, ainda insistem em acreditar, e afirmar que cristianismo e ciência são antagônicos. Todavia, a Palavra de Deus afirma que a busca pelo saber é legítima. Deus sempre desejou que o homem buscasse o conhecimento. Embora alguns cientistas não acreditem na existência de Deus, e tentem propagar o ateísmo, isto não invalida o fato de que o Senhor deseja que o homem busque o saber e produza ciência. Ressalte, no decorrer da lição, que a ciência não é boa ou ruim. Segundo o pastor César Moisés, autor das lições, “o que os cientistas fazem com ela é que podem torná-la uma ou outra coisa”.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, para Introdução da lição sugerimos que você escreva no quadro a seguinte frase de Francis Bacon: “Um pouco de ciência afasta o homem de Deus. Muita ciência o traz de volta”. Em seguida pergunte se os alunos concordam com esta afirmação. Ouça a todos com atenção e explique que a Palavra de Deus nos ensina que a ciência se multiplicaria, pois Deus deu ao homem a capacidade criativa. O que temos visto atualmente é cumprimento das Sagradas Escrituras. Os cristãos não podem temer, ou seja, ter um olhar receoso em relação à ciência. O que não podemos é nos deixar levar pelas ideologias humanas e malignas que tentam negar a existência do Deus Criador.

TEXTO BÍBLICO

Eclesiastes 1.13,14,16-18.

13 — E apliquei o meu coração a esquadrinhar e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; essa enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para nela os exercitar.
14 — Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito.
16 — Falei eu com o meu coração, dizendo: Eis que eu me engrandeci e sobrepujei em sabedoria a todos os que houve antes de mim, em Jerusalém; na verdade, o meu coração contemplou abundantemente a sabedoria e a ciência.
17 — E apliquei o meu coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras e vim a saber que também isso era aflição de espírito.
18 — Porque, na muita sabedoria, há muito enfado; e o que aumenta em ciência aumenta em trabalho.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

A presente lição tem como finalidade estudar alguns dos principais avanços científicos ocorridos nesta primeira década do século 21. Diferentemente do que se ouve por aí, a igreja não é contrária ao avanço científico, ao conhecimento e ao saber.
No início deste novo século, deu-se a conclusão do mapeamento do genoma humano. A bioética nunca foi tão popular quanto agora. Há pouco tempo, discussões envolvendo as células-tronco foram acompanhadas por todo o país, quando o Supremo Tribunal Federal decidiu aprovar a utilização das pesquisas com células-tronco.
Esta e muitas outras questões eram inexistentes há poucos anos, porém, a igreja da atualidade não pode esquivar-se de, à luz da Palavra de Deus, oferecer respostas às grandes e inquietantes indagações que desafiam nossos filhos, desde a infância até a fase adulta na universidade, a responderem com “mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança” que neles — e em nós — há (1Pe 3.15).

I. A OBSESSÃO PELO SABER

1. Investigar o mundo. Conhecer e produzir conhecimento são capacidades dadas por Deus ao ser humano. Adão, por exemplo, recebeu a ordem de administrar a terra, iniciando pela nominação dos animais (Gn 1.26-28; 2.5-20). Esse trabalho certamente demandou, além de tempo, muita observação e esforço.
2. Salomão, o homem que se dedicou a pensar e a conhecer. Conhecido como o homem mais sábio que já existiu (1Rs 4.29-34), Salomão denota em Eclesiastes que, apesar de ter dedicado a sua vida à investigação de tudo quanto acontece “debaixo do céu”, tal exercício é, assim como as demais atividades humanas, “correr atrás do vento” (Ec 1.14,17,18 — ARA). Seria tal expressão um desincentivo à busca do saber? Evidentemente que não, mas uma forma de dizer que a vida não pode apoiar-se sobre a investigação puramente humana, pois isso não lhe trará sentido.
3. A obsessão pelo saber. Se a busca pelo saber é legítima, as motivações que a impulsionam nem sempre o são. Escrevendo aos coríntios, Paulo diz que o conhecimento de alguns os tornavam inchados, ou seja, orgulhosos e sem amor (1Co 8.1-13). Semelhantemente, muitos cientistas fazem do seu ateísmo a fundamentação filosófica para produzir ciência, visando influenciar as pessoas a desacreditar em Deus (Rm 1.22).


Pense!

Por causa da incredulidade de alguns dentistas, devemos desprezar o conhecimento?


Ponto Importante

A busca pela aquisição do saber é legítima e uma das características humanas.


II. O CRISTIANISMO E A CIÊNCIA

1. A ciência e sua importância. Em sua obra E agora, como viveremos? (CPAD), Charles Colson e Nancy Pearcey afirmam que a “ciência afeta toda a nossa visão de mundo — não só as ideias sobre a religião e a ética, mas também sobre a arte, a música e a cultura popular”. Uma vez que a ciência tem tamanha repercussão sobre a nossa vida, indiscutivelmente, ela deve ser considerada à luz da Bíblia (2Co 10.5), evitando-se os equívocos ou extremos que ora a demonizam, ora a divinizam. Isso porque, como qualquer outra atividade humana, ela não é, em si mesma, boa ou má, podendo ser usada para o bem, ou para o mal, dependendo da intenção e caráter de seus agentes.
2. Os pressupostos do cristianismo possibilitaram a criação da ciência moderna. Desde a criação da chamada “ciência moderna”, o homem vive a ilusão de que pode viver de maneira autônoma e à parte de Deus (Sl 14.1). Pouquíssimas pessoas, porém, sabem que o que possibilitou à ciência moderna tornar-se uma realidade devido aos pressupostos do pensamento cristão.
A visão mítica e animista de mundo, que prevaleceu por séculos na antiguidade, passou a ser questionada por cientistas cristãos que diziam que a terra não era uma divindade, mas criação de Deus (Gn 1.31 — 2.3). Logo, ela poderia — e deveria! — ser pesquisada e administrada através do trabalho e do conhecimento. Copérnico, Galileu, Keplere Newton são alguns exemplos de cientistas cristãos que possibilitaram, a partir de sua fé, as condições para que a ciência moderna viesse a ser criada.
Baseados no caráter do Deus apresentado na Bíblia, cuja criação não fora um castigo, mas sim um projeto intencionalmente executado para a glória dEle (Sl 148), esses cientistas propuseram suas teorias que explicavam cientificamente o funcionamento do universo, deixando de vê-lo como algo “divino” e, portanto, inescrutável e imprevisível.
3. Resgatando a relação do cristianismo com a ciência. Devido ao fato de a ciência em si mesma não ser boa nem má — e sim o que os cientistas fazem com ela é que podem torná-la uma ou outra coisa (Tt 1.15) —, é necessário que a igreja apoie os seus membros que militam nessa área.
É preciso que os cristãos resgatem o princípio exposto pelo inventor da tabela periódica, Mendeleev, que dizia que a “função da ciência é descobrir a ordem que governa o mundo e as causas dessa ordem”. É urgente reformar a ciência para que ela volte a servir para o melhoramento da qualidade de vida e ao cuidado com o meio ambiente, sem comprometer-se com a tirania do mercado ou com a inventividade que visa modificar o estado normal das coisas a fim de afrontar o Criador (Rm 1.19-28). Se os cristãos não ocuparem os espaços de produção científica, outros o farão (Pv 28.12; 29.2).


Pense!

Você acha que estudar e adquirir conhecimento contribui para que as pessoas se tornem incrédulas?


Ponto Importante

A boa ou má utilização da ciência e do saber depende do caráter do pesquisador, portanto, quanto mais pessoas que conhecem a Deus tivermos nessa área, melhor.


III. DESAFIOS CIENTÍFICOS À ÉTICA CRISTÃ

1. Avanços científicos da primeira década do século 21. Ficções científicas estão se tornando realidade. A fusão híbrida entre homem e máquina está cada vez mais próxima. Recentemente, a Revista Science, publicação norte-americana destinada à divulgação científica, listou as dez maiores áreas em que aconteceram descobertas científicas na primeira década do século: cosmologia, DNA antigo, água em Marte, reprogramação celular, micróbios, exoplanetas, inflamações, metamateriais, mudanças climáticas e Genoma “Escuro”.
Tais avanços não aconteceram a partir do “nada”; eles só foram possíveis devido às descobertas que os precederam. Infelizmente, há muito tempo grande parte da comunidade científica se “esqueceu” do objetivo da ciência e passou a desenvolver seu trabalho motivado por propósitos que não dignificam a atividade e ainda menos o ser humano (Rm 1.22).
Ademais, a tentativa de desacreditar Deus parece ser uma das bandeiras mais ostentadas pela comunidade científica. Como já foi dito, quanto menos servos de Deus houver entre os cientistas, pior será. Cabe à igreja incentivar os que estão se formando nas áreas de biologia e física, pois tais cristãos podem — e devem — glorificar a Deus com suas profissões (Ef 6.6-8; Cl 3.23).
2. Conclusão do sequenciamento do genoma humano e células-tronco. O sequenciamento do genoma humano que foi iniciado em 1990 e teve o seu primeiro rascunho anunciado em 1999 só foi concluído em 2003. A ideia de que a vida tenha se desenvolvido por um processo aleatório e cego só pode continuar dominando a mentalidade nos círculos científicos por opção ideológica, mas não por evidências, pois, ao final do referido projeto, um dos seus diretores, o cientista Francis Collins, de ateu tornou-se cristão. Sua conversão foi o resultado, entre outras coisas, do fato de o referido cientista concluir que o código genético possui tal ordenação e planejamento que seria impossível não ter sido projetado por um Ser Inteligente. Por outro lado, outros cientistas usam a mesma lógica para defender o ateísmo e a descrença (Sl 14.1; 53.1).
Apesar de a pesquisa com células-tronco ter sido iniciada no outro século, somente neste é que o seu uso tornou-se, de fato, amplamente conhecido. Com a promessa de substituir células que o organismo deixou de produzir por alguma deficiência, ou em tecidos lesionados ou doentes, as pesquisas com células-tronco sustentam a esperança de encontrar tratamento, e talvez até mesmo cura, para doenças que até pouco tempo eram consideradas incontornáveis, como diabetes, esclerose, infarto, distrofia muscular, Alzheimer e Parkinson.
A polêmica em torno do uso das células-tronco refere-se apenas às embrionárias, pois as do cordão umbilical e em tecidos adultos (como o sangue, a medula óssea e o trato intestinal, por exemplo), não encontram barreira ética alguma (Sl 139.13-16).
3. Engenharia genética. Tais avanços, para ficar apenas no campo biológico, possibilitaram determinadas manipulações que esbarram na ética da vida e, obviamente, na cristã. Se por um lado a ciência deve melhorar a vida humana, por outro, ela não pode servir de desculpa para acabar com essa mesma vida, como é o caso da utilização de células-tronco embrionárias. Sabe-se que atualmente a engenharia genética já tornou possível a escolha do sexo do bebê e também a seleção de embriões sem distúrbios graves. De certa forma, isso significa que a humanidade já é capaz de decidir como serão os novos habitantes do planeta. Esse “poder”, longe de servir ao bem, lamentavelmente servirá ao mal por mentes inescrupulosas e sem temor. Não nos enganemos, a vida pertence a Deus (1Co 6.20).


Pense!

A engenharia genética pode ser usada para a glória de Deus?


Ponto Importante

Os desafios trazidos pelos avanços científicos, obriga-nos a estar prontos, inclusive cientificamente, para continuar instruindo as novas gerações.


CONCLUSÃO

É imprescindível que a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo ocupe posições sociais estratégicas por meio de seus membros. Somente pessoas que se veem dependentes da graça divina poderão desenvolver ciência como forma de glorificar o nome do Senhor.

ESTANTE DO PROFESSOR

COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. E agora, como viveremos? 2ª Edição. RJ; CPAD, 2000.
COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy.
 O Cristão na Cultura de Hoje: Desenvolvendo uma visão de mundo autenticamente cristã. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006

HORA DA REVISÃO

1. As expressões encontradas em Eclesiastes 1.14,17,18 são um desincentivo à busca do saber? Por quê?
Evidentemente que não, mas uma forma de dizer que a vida não pode apoiar-se sobre a investigação, pois isso não lhe trará sentido.

2. Segundo os autores Charles Colson e Nancy Pearcey, por que a ciência é importante?
Porque ela “afeta toda a nossa visão de mundo — não só as ideias sobre a religião e a ética, mas também sobre a arte, a música e a cultura popular”.

3. Qual a contribuição do cristianismo para o desenvolvimento da “ciência moderna”?
A ciência moderna só foi possível devido aos pressupostos do pensamento cristão. Copérnico, Galileu, Kepler e Newton, são alguns exemplos de cientistas cristãos que possibilitaram, a partir de sua fé, as condições para que a ciência moderna viesse a ser criada.

4. Por que a igreja deve incentivar os seus membros que estão se formando?
Porque quanto menos servos de Deus houver entre os cientistas, pior será.

5. Quais os desafios que a engenharia genética trouxe à igreja do século 21?
A possível escolha do sexo do bebê e também a seleção de embriões sem distúrbios graves.

SUBSÍDIO

“Apesar de a maioria dos cristãos éticos apoiarem a reprodução assistida se usada exclusivamente para ajudar a restaurar a função natural, o problema aparece quando fazemos coisas nunca antes feitas na natureza — por exemplo, combinações genéticas impossíveis. A tecnologia da fertilização in vitro também torna possível uma grande quantidade de práticas moralmente dúbias, como a colheita de tecidos do feto para propósitos médicos, a distribuição de ovos fertilizados que sejam capazes de se tornar fetos e a paternidade ou maternidade substituta, os quais já abriram a caixa de Pandora. Soubemos de uma mulher que foi inseminada pelo genro e deu à luz um filho para a própria filha. Uma pastora episcopal pegou o esperma de três homens misturados (para que ela própria não soubesse quem é o pai), fez inseminação e teve o bebê. Gays e lésbicas participam de encontros que chamam de ‘Processadores de Óvulo-Esperma’, onde se examinam mutuamente com os olhos voltados para a seleção de bons genes.

[...] Por causa da doutrina da Criação, sabemos que a vida tem valor. Sabemos que a vida está enraizada em algo além de tubos de ensaio ou átomos que se colidem, mesmo com todas as vozes ao nosso redor dizendo o contrário” (COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. E agora, como viveremos? 2ª Edição. RJ: CPAD, 2000, pp.162-163).